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10.5.17

A “renovação” política de Macron na França – modelo para o Brasil?

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A “renovação” política de Macron na França – modelo para o Brasil?



Por Romulus




"De fora da política - (o secretário-geral do partido de Macron) ressaltou que a renovação da vida política planejada por Macron 'está em marcha' e que o fato de que metade dos candidatos do movimento vir de fora da política tradicional é uma das credenciais do grupo. (...) Segundo ele, 50% dos candidatos serão (sic) mulheres, um desejo de Macron. E nenhum deles terá antecedentes judiciais". (íntegra no final do post)


Comentário:



Macron tinha interesse - ou ao menos o discurso - no lançamento do seu movimento de implementar a paridade homens/mulheres entre os seus candidatos ao Legislativo e, depois, entre os ministros do governo. Disse até mesmo que gostaria de indicar uma mulher Primeira-Ministra, o que levaria a paridade até o topo da cadeia de poder: Chefe de Estado homem / Chefe de Governo mulher.


Intenções louváveis!


Mas...


Depois do sonho vem a realidade. Não se ouve mais, desde o primeiro turno, essa ideia de governo paritário com Primeira Ministra.


Pior, expressamente já recuou em outra promessa de "renovação":


- Dissera ao longo da campanha que NENHUM dos seus candidatos à Legislativa poderia ser advindo da política. Todos deveriam vir "da sociedade".


Antes do recuo, comentário meu:


- Essa demonização dos "políticos profissionais" é desejável? Quem, na sociedade, pode se dar o luxo de ser "político diletante"? O empresário, que, como Donald Trump, passa ~momentaneamente~ o controle de seus negócios aos filhos? Ou os trabalhadores "normais"? Esses últimos podem sair dos seus empregos e - mais do que isso - do próprio mercado de trabalho, para exercer um mandato, e depois voltar como se nada houvera??


Agora, o recuo de Macron:


- Após o primeiro turno, buscando conquistar apoios da classe política na disputa contra Le Pen, Macron deu uma "nova interpretação" a "candidatos 'vindos da sociedade'". Agora isso não significa mais não ser político profissional, mas sim "nunca ter sido membro (só) da Assembleia Nacional".


Ou seja: prefeitos, vereadores, conselheiros regionais e provinciais (equivalentes a "deputados estaduais", mas em dois níveis diferentes) e Euro-deputados passam - pela mágica das palavras - a "virem da sociedade" e não mais da "falida" "política profissional".


- Ah, bom, Monsieur Macron! ;-)


Mais do que isso: a meta agora é não mais 100% de "candidatos vindos da sociedade" mas... 50%!


(lembrando: dentro dos quais já se contam os políticos locais aí de cima!)


Depois de todos esses descontos pragmatíssimos, dados pela "ressignificação" de "vindos da sociedade" e pela diminuição da meta à metade, qual será no final, efetivamente, a percentagem de candidatos "meritocráticos", escolhidos por... "análise de CV e de carta de motivação, com aplicação ~impessoal~, pela internet" (!), hein??


(rs)


De qualquer forma, a "renovação" de Macron inclui a "moralização da política", advogada pelo candidato ao longo de toda a campanha. Faz isso com uma auto-"ficha limpa": nenhum candidato do En Marche pode ter sido, em qualquer momento, alvo de processos (casier judiciaire ~vierge~).


Nós brasileiros, bons conhecedores do maior exemplo de "lawfare" já experimentado no mundo ocidental (Moro ~versus~ Lula), sabemos que isso não necessariamente aprimora a democracia.


O que faz é, isso sim, instituir a ~juristocracia~ : juízes e promotores é que passam a dizer ~quem pode~ ser candidato e, portanto, eleito!


Sabem onde vigora esse modelo? Com o Judiciário dizendo quem pode ou não concorrer?


- Na República ~Islâmica~ do Irã.


Mas...


Pelo menos no Irã esse poder de veto a candidaturas – ou seja: a tutela da política e da “democracia” (?) pelo Judiciário – é legal. Está inserido na ~ordem jurídica~ pós-Revolução de Khomeini.


No Brasil, como na França (deste ano!), faz-se esse controle "de fato"...


- ... e não "de direito"!


*


Voltando ao início do post:


- Macron põe a França "en marche" sim... mas para onde??


*


Em tempo:


Tudo isso aí diz respeito aos "agentes" que implementarão o programa de Macron. Já com relação ao próprio, segue bastante contestado na sociedade francesa.


Os números finais dão a Macron (apenas) 42% dos votos totais do colégio eleitoral da França.


E mais: dentre esses, pesquisa IPSOS feita na boca de urna (e que acertou com precisão os votos nos candidatos), 44% diz ter votado em Macron "apenas para impedir Marine Le Pen de ganhar".


Pois bem.


Sabem quantos então, no total de eleitores, votaram nele por qualquer outra razão - incluindo o "programa" sim, mas também "juventude" e "renovação", entre outros?


- 23.52%!!


Portanto, a ver no que a resistência social aos planos liberalizantes do "moço" vai dar.




*

"Juristocracia" - entenda:



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Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como "uma esquerdista que sabe fazer conta". Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.

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