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Atualizado em 7/12: O <<juízo final>> no STF hoje Queria poder dizer que criei esta montagem, mas não......

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27.5.17

“Eleições in-Diretas”: o PT deve ou não (re)compor com os... “golpistas”?!



“Eleições in-Diretas”: o PT deve ou não (re)compor com os... “golpistas”?!


Por Romulus & Núcleo Duro

- À primeira vista, a resposta parece evidente, não?

Contudo...

- Se levadas em consideração todas as possíveis implicações de tal decisão, trata-se, sem dúvida nenhuma, do maior dilema ético-político desde o grande pacto que antecedeu a redemocratização.

- Parábola:

Assaltavam o Jararaca grandes dúvidas: o que seria melhor para ele? E para sua família? E para toda a tribo?

Teria de escolher entre:

(1) a "cruzada", justíssima e moralíssima, ou

(2) aquele pacto que faria até sua mãe cuspir em seu rosto quando voltasse com a "boa" nova”. 


*

WWW1.FOLHA.UOL.COM.BR

Piero: vocês acham que foi "sem querer" que o General Villas-Boas tava no Instituto FHC nesta semana? Tá tudo combinado, só falta acertar a data e hora.

Que será que eles falaram sobre o Lula naquela famosa "conversa reservada"? Essa é a incógnita que não quer calar...

Ir numa hora dessas no IFHC não é de graça, né? Acho que passa o recado que FHC tá com um papel. Imagina se Villas-Boas tivesse ido no Instituto Lula? A gritaria que não ia ser? No entanto, é absolutamente inacreditável como depois do presidente do PSDB, ex-candidato a Presidente nas últimas eleições, ter feito o que fez, FH (e o resto do partido) ainda aparecer como figura imaculada...

"Estadista"?

Forte demais. Foi um presidente, decerto. Um governante, quem sabe. Mas bem longe de um "estadista", né não?

Acho que mesmo na visão dos militares, FH não é "estadista". Seria, digamos, um sujeito que incomoda pouco, e acomoda muito...

João Antônio:

Provocadores infiltrados em Brasília.



Ciro: Eu não falei exatamente isso aqui ontem??

ECONOMIA.UOL.COM.BR

Não entregar o contratado tem disso, sabe? Meirelles contratou a recuperação, não entregou....

Mas...

Ter vazado pode até ser estratégia para queimar o nome.

No mínimo, ter vazado é puxão de orelha no Meirelles. Ninguém é insubstituível e indemissível. Uma coisa é discurso para fora (“nada vai mudar”). Para dentro vai ter negociação para o Ministério sim.

O nome “importa” mesmo?

Bem, sim e não.

A cadeira de Ministro da Fazenda entra na barganha (espaço de poder), embora a política econômica vá ser virtualmente a mesma.

*

E, como eu disse noutro dia, Jobim candidatíssimo:

POLITICA.ESTADAO.COM.BR

PS: Mesmo os ortodoxos já estão achando que reformas, “hoje”, só amanhã... e rasgando os pulsos!

(...)
O economista Edward Amadeo, da Gávea Investimentos, não acha que um novo governante, escolhido por voto indireto, tenha capacidade de levar adiante um projeto de mudanças. (...)
MiriamLeitão.com

Nesse sentido a bomba "Armínio" pode ser tentativa de fogo amigo ou inimigo na candidatura indireta.

Meirelles não entregou o combinado, lembremo-nos...

Prometeu que estaríamos em plena recuperação agora. Não entregou. Uma coisa é votar reformas já com a economia em recuperação, outra coisa é votar com o povo passando fome. Ah, talvez a Dilma tivesse um pouco de razão e não fosse TUDO culpa dela né? (ironia)

Romulus: Assino embaixo. Vazar Armínio agora é ou pra queimar ou recado pro Meirelles. Um não exclui o outro.

Ciro: Olha isto!

Vai todo mundo “delatar”! No final das contas, até o Lula vai acabar delatando (!) - e vamos descobrir que o grande arquiteto da “propinocracia” brasileira (apud Dallagnol) é o...

- ... caseiro do Palocci.

Quer apostar? rs

www.valor.com.br

Detalhe, o Rocha Loures que fez lobby para a nomeação do Fachin vai ter acordo homologado pelo...

- ... Fachin??

E mais:

O governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) analisa a hipótese de participar da eleição indireta à Presidência da República se Michel Temer for apeado do cargo. Ele ainda não tomou uma dec...
BLOG DO JOSIAS

<<Ih, parece que o “Santo” quer
a cadeira do “Botafogo”!>>

Piero: Essa reportagem do Alckmin... Maia com Aldo Rebelo? Me parece meio fantasiosa...

Ciro: Mais do que cacifando Alckmin, serve justamente para detonar Maia.

Piero: Tenho um amigo que estudou a sociabilidade dos deputados e recebeu uma vez a seguinte definição de "política" do Luiz Eduardo Magalhães: "é namoro de homem, sem sexo e com alguma promiscuidade". Nas suas observações, notou que frequentemente ele andava de mãos dadas com o Genuíno nos corredores do Congresso.

Ciro: kkkkkk

O affair entre Marcelo Freixo e Flavio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do RJ, é assim também...

Romulus: Parênteses: os “opostos” na política sempre servem muito bem um ao outro.

Com a oposição entre ambos, conseguem, cada um deles, se definir eleitoralmente com muito mais facilidade. E, assim, cavar e consolidar seus respectivos nichos eleitorais.

Isso porque é sempre muito mais fácil se definir negativamente (“Freixo ~não~ é o Bolsonaro e é ~contra~ tudo o que representa”), do que positivamente (“Freixo representa ... ??; seu programa é ... ??”).

Até porque se definir positivamente numa eleição, ou seja, apresentar programa e propostas em detalhes, sempre abre novas frentes para ataques de adversários.

Fora isso, “ser radicalmente contra algo” mobiliza e fideliza muito mais as respectivas bases do que ser “a favor de alguma outra coisa”.

E de bônus, os opostos gozam ainda dos benefícios das sucessivas provocações recíprocas e bate-bocas. Repercutem na mídia e beneficiam...

- ... a ambos!

Eu brinco que cada vez que o Jean Wyllys e o Bolsonaro pai trocam farpas, ambos saem ganhando: voltam, através do noticiário, à cabeça e à boca de suas bases, re-fidelizadas, a cada novo “evento” desses.

Palmas!

(para ambos!)

Quem perde, sempre, com a radicalização é o Centro, que tem as respectivas franjas esquerda e direita papadas pelos “radicais” – justamente pela maior facilidade de “cativar” negativamente, na oposição a alguém (“Wyllys é o não-Bolsonaro”), do que positivamente (e.g., “Wyllys quer legalizar a prostituição, drogas leves, ‘kit gay’, etc.”).

Notem como o argumento que “melhor vendia” Freixo, no segundo turno contra Marcelo Crivella para a Prefeitura do Rio no ano passado, era ele ~não~ ser o...

- ... Marcelo Crivella!

Isso porque segundo turno é sempre uma disputa entre as rejeições. Vota-se muito mais para eliminar um do que para eleger propriamente o outro.

Dinâmica “parecida” acontece com os votos em eleições proporcionais no chamado “voto de opinião”: tanto o que vai para Wyllys como para Bolsonaro!

*

Sobre Alckmin:

- Ou é agora ou nunca.

Alckmin? Só com indireta.

Porra: o cara conseguiu a façanha de ter menos votos no segundo turno contra Lula, em 2006, que no 1o!

Deve ser a 1a e única vez na Historia da humanidade!

Pode ser um Imperator...

Mas (só) na Província (separatista) dele.

E mesmo lá...

Bem, dentro do PSDB-SP Alckmin já está sendo comido pelo Doria, não?

A alavancagem do Governador é que ele (ainda) controla a máquina partidária estadual através dos laços com as centenas de prefeitos/vereadores do interior.

Mas isso dura até quando?

Lembrando que, no PSDB, a escolha do candidato nacional é top-down: aqueles famosos “jantares” com FHC e meia dúzia de caciques.

Do Wikileaks (o “Cable-gate”) a gente sabe do desprezo que os demais caciques tucanos tem pelo Alckmin: "provinciano", "TFP", "Opus Dei"!

Como a eleição é indireta e, como lembrou o Ciro outro dia, secreta (Ulysses: "votação secreta chama à traição"), não sei se o Alckmin consegue se viabilizar nacionalmente.

Sequer dentro do PSDB...

Mas...

(sempre tem um mas, né...)

É caso para ficarmos em alerta:

>> Se Alckmin de fato conseguir se viabilizar e sair eleito, é certeza que a direita política (a "programática" – PSDB; e a fisiológica – PMDB e congêneres) chegaram a um novo "compromise", um meio termo, com a facção ~juristocrática~ do Golpe.

E com a Globo!

Isso não só porque Alckmin é o "Santo" da Odebrecht...

Mas, principalmente porque...

<<Alckmin significa um
ENDURECIMENTO do Golpe.
E o cancelamento das eleições de 2018.
Algum "jeitinho" brasileiro...>>

Isso porque:

- Alckmin ~NÃO~ é "a pacificação nacional";

- ~NÃO~ é de "centro"; e

- ~NÃO~ iria querer sair da Província para "ir para o sacrifício" por (apenas) 1.5 ano - num governo de "intervenção" - sem nenhuma chance de ser popular. E, consequentemente, de sair reeleito pelo sufrágio ~universal~ (?) em 2018.

Como disse...

<<articular o JOBIM rápido
é prioridade máxima
para a esquerda>>

O João Antônio propõe "radicalizar"...

Não aceitar acordo a menos que se compense “todo o custo político” do golpe.

Diz que, “mais disso que está aí por até 5 anos dá para aguentar”...

E, então, que seria melhor esperar – lavar as mãos por hora - do que fazer um “mau” acordo neste momento.

Pois a isso eu respondo:

- Esperem o Alckmin fazer a Força Nacional e as FFAA “virarem” a... PM de SP!!

Como não cansa de lembrar o Ciro: "tá ruim?, pois sempre pode piorar!”.

João Antônio: pior pra eles! Falta visão de longo prazo.

Romulus: "No longo prazo vamos todos estar mortos"(Keynes, John M.).

João Antônio: pois não é só você, pra eles também.

Romulus: Repito a minha pergunta do outro dia a você, João:

- Quem decide que se pense (apenas) no “longo prazo” e que se sacrifique (todo) o presente?

- Uma ~soviet~ de... (todos os) 210 milhões de brasileiros?

- Ou o companheiro Rui Costa Pimenta, do PCO, na qualidade de "Supremo Comissário do Povo"?

Às vezes as “vanguardas” de esquerda podem ser tão antidemocráticas e demófobas quanto a direita.

João Antônio: mas que bobagem, Romulus. Mesmo as massas pensam e são levadas a isso pela própria situação ambiental, a conjuntura. E mesmo a elite é obrigada a reagir a ela.

Romulus: Sim, as massas pensam.

Como todos nós, não é verdade?

E como a gente afere o que as massas pensam?

Suas prioridades?

Costumava ser através de ~eleições~ ...

Se tiver o tal “soviet” com (todos os) 210 milhões e ele deliberar por "ir pro pau", tamo junto!

Senão...

João Antônio: o poder nem sempre se mantém. Falta imaginação.

Romulus: Certa esquerda acha que a exacerbação da exploração e da opressão são ótima “pedagogia” política... cria "consciência de classe"... pra desembocar na... "revolução".

Eu estou mais com Dostoievski: socialista e pacifista.

A única arma a empunhar?

A velha rosinha vermelha:

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O Arkx, citando Bolsonaro, diz que pra se manter o golpe "tem-se que matar uns 30 mil".

Quem vai ser a bucha de canhão?

Já tivemos um que levou um tiro em BSB e esta em estado grave. Bem como o menino cuja mão foi dilacerada por um rojão. Seus dedinhos decepados espalhados pelo gramado da Esplanada.

A cifra com que você trabalha, João, na sua projeção é a mesma do Arkx?

(e do Bolsonaro)

"Uns 30 mil" também?

João Antônio: faltava imaginação para perceber que o golpe iria se agravar antes, e agora falta imaginação para perceber que a permanência do golpe é incerta.

É preciso estar preparado para tudo. E vãs ironias não vão mudar isso.

O "tem que matar 30 mil" que ele fala é por causa do que disse o Bolsonaro.

Romulus: Pois no que ~me~ diz respeito, repito aqui um trecho do post anterior:

(...)

Como disse, para o bem e para o mal, política tem uma dose de aposta.

E quem aposta, ~para sempre~ será flagelado pelas especulações do "e se...", contra as quais é impossível ter uma vitória.

Trata-se de uma “luta de Boxe” impossível:

(1) lutadores de diferentes pesos

O "e se..." é uma hipótese, "ideal", e, por consequência, um modelo simplificador da realidade (complexa) para permitir o raciocínio especulativo.

Ou seja: adota-se um ceteris paribus que ~não~ existe na realidade (porque há uma multiplicidade de atores que interagem uns com os outros e reagem, cada um, a essa sucessão, no tempo, de interações e reações).

(2) W.O.

Mas o principal impedimento para a “luta”, contudo, é que o "ideal", por definição, não existe.

Portanto, a confrontação é, de fato, impossível na... ~realidade~.

Como vencer quem não pode sequer ir à luta, por se tratar de um fantasma? Uma fantasia?

Repito mais uma vez:

Política tem uma dose de aposta.

Há pessoas capazes de apostar e sacrificar ~vidas~ alheias.

Para o bem e para o mal, ~eu~ não sou desses.

Bem...

- Nem eu nem Dostoievski...

Será por isso que é o meu escritor favorito??

João Antônio: quem está conduzindo o país à crise cada vez maior é quem está no governo. A responsabilidade é deles. Não misture as coisas. E se eles radicalizarem, vão perder mais do que já perderam.

Romulus: A omissão "é", neste caso, equivalente à ação.

Se a esquerda tem como evitar o pior, colocando no seu lugar um... “menos pior”, tem a responsabilidade de viabiliza-lo.

Se, do contrário, inviabilizar - mesmo que por omissão - é tão responsável quanto.

Valdir: Alckmin não é viável, está nas delações. Se jogar o nome vai ter rejeição.

Romulus: Estar em delação é TRUNFO e não uma liability, uma fragilidade, da candidatura de Alckmin.

Não esqueça que, no esquema de endurecimento do regime, os juristocratas teriam que ser atraídos de volta pro acordão.

Só assim o STF deixaria de ter “pudor” de deixar as FFAA descerem o cacete (como teve nesta semana).

Alckmin estar "pendurado" na Lava a Jato é, justamente, a salvaguarda dos juristocratas contra ele.

Como disse o Piero outro dia, citando Sarney, "política se faz com dívida".

E eu acrescento: e com alavancagem.

Ou, se preferir, poder de chantagem.

Pergunto:

Por que você acha que a Globo prefere Rodrigo Maia – que também é delatado e é genro do Moreira Franco (!) – ao Jobim?

- Porque quer alguém pendurado, que vá comer na sua mão e dos juristocratas.

A esse respeito... lembre-se da regrinha de ouro do Brizola... ~eu~ nunca esqueço:




Não esqueça, tampouco, que a eleição é indireta e o voto é secreto!

Eventual "rejeição" tem que ser aferida no... Congresso!

João Antônio: como que pode evitar esse desdobramento (por cima)? Você só está justificando a rendição sem luta. A mudança virá por baixo, da própria situação geral que o golpe não conseguirá resolver.

Romulus: João Antônio, eu não tenho bola de cristal. Nem você. Nenhum de nós sabe o que vai acontecer. O que muda é o que cada um está disposto a apostar (e, por definição, também disposto a sacrificar).

Eu ~não~ aposto vidas que não a minha.

Se isso é "rendição sem luta", então sou culpado.

João Antônio: eu estou apostando vidas? E quantas vidas serão salvas por se render ao golpe?

Primeiro, não coloque palavras na minha boca e segundo abra os olhos para ver que as vidas estão e provavelmente continuarão a ser perdidas por irresponsabilidade dos golpistas e não o contrário.

Romulus: Deixar uma avenida aberta para o endurecimento do regime, nas mãos de um fundamentalista cristão como Alckmin, com a volta da aliança golpista original, a de 2015! - PSDB/PMDB/Globo/Lava a Jato, ou seja, todos contra o PT (e a esquerda!) é o quê?

Para mim é apostar vidas sim. Por omissão.

"Diretas Já" é a solução "certa"...

Eu mesmo digo isso sem nenhuma sombra de dúvida:




 Mas...

Não vai rolar. E isso é claríssimo.

O jogo é saber se:

- Entramos para evitar um endurecimento do regime via eleição indireta; ou se...

- "deixamos rolar", porque cria "consciência de classe"; e porque "não podemos compor - de novo! - com golpistas, traidores, etc. etc. etc. ..."

Note:

Não existe solução boa!

Ambas são ruins.

Para mim, a ~menos ruim~ é uma.

Para, você, João, a outra.

João Antônio: Não.

Primeiro que já foi mostrado o fracasso da "palacianismo de esquerda" nesta atual conjuntura pelo atual grupo.

"Insistir no erro...".

Segundo que já foi mostrado o fracasso dos golpistas em conduzir a crise, e eles igualmente "insistem no erro de acreditarem em suas soluções, que estão agravando a crise”.

Qual é o resultado da desistência?

Simplesmente assumir o fracasso do golpe junto ao fracasso palaciano.

Romulus: Discordamos.

Talvez o meu "vício" seja a minha formação cristã. O que me faz ter "pena" dos ~indivíduos~ que têm que sofrer pelo "bem comum".

Admito: é um baita dilema ético!

E intertemporal:

- “Deixar” ou não “matar” os tais "30 mil" hoje para que 210 milhões fiquem em situação melhor ~depois~?

Mas...

Esse tipo de cálculo é bem problemático na dimensão intertemporal.

Vi alguém postar no Facebook outro dia um exemplo anedótico que, com alguma impropriedade, tem pelo menos o mérito de simplificar a questão:

- Batman evitou centenas de assassinatos.
- Batman se tornou esse justiceiro porque testemunhou o assassinato brutal de seus pais.
- O assassino dos pais do Batman matou 2 pessoas.

Então...

- O assassino dos pais do Batman ~salvou~ centenas de vidas ~menos duas~? (as dos pais do Batman?)

*

No passo seguinte, então teria "valido a pena" os pais do Batman serem mortos?

Piero: Um querendo queimar o outro. Não vai sobrar ninguém...

OGLOBO.GLOBO.COM

Valdir: Quando a Carmen Lúcia roeu a corda com a “aposentadoria”, a Globo viu seu castelo de cristal ruir.

João Antônio: O vidente Carlinhos falou em Álvaro Dias, rs

Valdir: Prefiro a psicografia do Tancredo ~Neves~ falando sobre corrupção.... 😂

João Antônio: Como alguém pode aprender sem primeiro reconhecer o próprio erro?

É essa a situação a que estarão submetidos não apenas os tiranos como também o povo.

*

Veja que Jango desistiu e isso não melhorou muito a vida de ninguém. Se há um dito popular profundamente errado é "o quando um não quer, dois não brigam".

Veja também o que aconteceu na ascensão do nazismo: os socialdemocratas são responsabilizados exatamente por acharem que poderiam fazer acordo com os nazistas e depois serem vitimados por eles.

Se é injusto responsabilizar ambos os grupos pelo que fizeram seus carrascos, mais injusto ainda seria responsabilizá-los caso os tivessem impedido. E ainda mais se, apenas, não tivessem aceitado ficarem calados.

Romulus: O seu exemplo histórico, João, trabalha contra o seu argumento.

Naquele episódio, toda a classe política extra-nazismo – incluindo o SPD – abriu caminho pra ascensão do Nazismo...

Mas porque todos tinham a expectativa do rápido ~fracasso~ de Hitler no poder.

Muito parecido com o seu raciocínio do "deixa rolar"... "vai cair por ele mesmo".

No caso, o que teria evitado a chegada de Hitler ao poder seria, na primeira vez em que chegou ao Reichstag, todos os demais se aliarem e deixarem Hitler isolado na oposição - já que não tinha, então, maioria!

Ou seja: SDP e direita tradicional poderiam ter se aliado para travar a chegada dos nazistas ao governo.

Mas...

A direita tradicional acabou indo para o colo de Hitler. Na sequência, ele a fagocitou.

É exatamente o que eu sugiro evitar, propondo que:

PT – “SPD” – entre em um consenso mínimo com a direita tradicional - a fisiológica (PMDB) e a "programática" (PSDB) - para evitar o fechamento do regime com um golpe no golpe que consagre a volta da aliança anti-esquerda de 2015: direita tradicional / ~Juristrocratas~ / Globo.

Alckmin pensar em se viabilizar para ser “o” nome é extremamente preocupante.

É um linha-dura TFP.

O que você propõe é deixar a direita voltar pro colo dos Juristocratas/Globo, em vez de aproveitar a janela de oportunidade magnífica dada por Janot/Fachin desde a semana passada, quando abriu múltiplos fronts concomitantes na classe política:

- Temer

- Maluf

- Lula (Curitiba)

- O Dep. Rocha Loures

- O outro deputado condenado a prisão e "afastado do mandato" (“inovação” constitucional pós-Cunha)

- Pedido de prisão de Aécio, com Janot recorrendo da negativa de Fachin ao pleno. E, de qualquer forma, Aécio ficando também "afastado" do mandato (a tal “inovação”).

- ~Nesta semana~ Janot entrou com mais uma denuncia no STF contra Jucá também.

Que timing, né??

Será que está esvaziando – finalmente!! – as gavetas antes de sair?

*

Só estão faltando na lista do "estancar a sangria... com Supremo com tudo" (apud Jucá), Sarney, Serra, Henriquinho Alves, Aloysio, PSB, Kassab...

Só não devem ter entrado ainda na mira Janot, porque esse está focando no núcleo duro do PMDB...

No Planalto e no Congresso!

Lógico: todos sabem são “os” craques de articulação política no Congresso.

E também no STF!

O Renan, outro grande articulador, o Janot já denunciou há tempos. Acho que tem mais de 10 já por agora.

*

O que você esta propondo, João Antônio, é...

<<Lavar as mãos e deixar
os polos de resistência ao
golpe juristocrático...
(i) na direita política; e
(ii) no STF;
... existentes ~hoje~...
... serem...
(a) rifados; ou
(b) ~enquadrados~>>

Para isso acontecer é um pulo!

Basta discutir os termos!

Para além dos políticos, “enquadrariam” o polo de resistência no STF: Gilmar / Toffoli / Moraes.

Com a capivara deles, não é nada difícil...

Basta ver, inclusive, que com os áudios dos grampos divulgados, Janot já deu alguns tiros em Gilmar e em Moraes.

João Antônio: Hitler estava em ascensão com um programa popular. Os golpistas estão em descenso com um programa impopular. Novamente ignora a diferença entre ascensão e descenso.

Romulus: Como digo naquela serie sobre a fragmentação da esquerda, a vantagem da direita é, além de ser pragmática, conseguir, com facilidade, repartir o butim, já que ~dinheiro~ é, pela própria natureza, (i) bem fungível e (ii) já expresso em números.



Para chegar a uma divisão do butim com termos dos quais todos - PMDB / PSDB / Juristocratas / Mercado / Globo - "não cheguem a gostar”, mas com os quais “possam ~con~viver~" não é muito difícil não...

Basta regatear e achar o... preço de cada um.

É para “incentivar” esses entendimentos, inclusive, que serve a atual troca de tiros entre um lado e outro:

- Nenhum deles fatal, reparou?

Por que será?

Tiros:

- Globo (em editorial!) ataca Gilmar;

- PGR argui seu impedimento para julgar Eike;

- “Surge” a informação de que “a família de Gilmar fornece gado para a JBS”...

(Sério?? Havendo o monopsônio da JBS no mercado brasileiro da carne, a quem mais a família de Gilmar poderia fornecer?? ¬¬)

- Gilmar lembra que a filha de Janot captou como cliente empreiteira investigada na Lava a Jato. Menina de talento, não??

- A Revista “Veja” (próxima a Gilmar) – em editorial – dá guinada e passa a atacar a Lava a Jato, denunciando o “Estado Policial”.

...

*

Por outro lado...

É muito mais difícil para o PT arcar com o desgaste de imagem de aderir a um acordão. Até pelo fato de a maioria da base social da esquerda ter o mesmo posicionamento que você, João.

Irredutível.

Inflexível.

Na minha visão, oposta à sua, as tratativas visando a uma conciliação teriam de amarrar (i) a direita política e (ii) o polo anti-“juristocratas” no STF num acordão...

- ... pró-política!

(geral: não favorecendo muito nenhum dos grupos em particular; ou seja: “zerar” o jogo político. Do contrário, não há incentivos recíprocos)

E, justamente por ser pró-política, por tabela, também pró-democracia / pró-resgate da força dos 2 Poderes eleitos por sufrágio universal (!) – Executivo e Legislativo;

... em prejuízo do terceiro Poder, ~usurpador~:

- O Poder ~não~ eleito: Judiciário/MP.

Sim, proponho resgatar a "democracia liberal", “formal”, ...

Com todas as suas enormes limitações, que todos bem conhecemos.

Mas o caráter fundamental da “reação” é nos unirmos, de forma definitiva, contra o avanço da Juristocracia...

Idealmente, inclusive, revertendo todo o excesso de poder que ela acumulou nos últimos anos.

E, indo além da correção “conjuntural”, atacar também o aspecto “estrutural”:

- Consertar os “defeitos” no desenho institucional da Carta de 1988 – formais ou apenas materiais (como a tal da infeliz “lista tríplice para PGR”) – que deixaram o caminho aberto para a usurpação do poder político por autoridades ~não~ eleitas.

Afinal...

- O poder “emana (todo ele!) do povo”, não??

Ora...

- Pois o “acordão” visa, justamente, a restabelecer a vigência do Parágrafo único do Artigo 1o da Constituição Federal!

*

Já você, João...

O que você propõe é...

- Ficar apenas olhando esse verdadeiro “tiro ao alvo” que os Juristocratas estão fazendo contra os polos de resistência no Congresso e no STF – ambos de direita, é certo! – ao seu avanço.

- Você propõe fechar a porta a quem está sob fogo cerrado – e com a pior das motivações.

- Que opção de sobrevivência sobra a PSDB/PMDB/Gilmar a não ser se re-compor com os Juristocratas/Globo??

Como disse, encontrar termos com que todos possam conviver – evidentemente, sacrificando a esquerda – não é lá tão difícil...

E o que é certo é que...

- Uma vez enquadrados os polos de resistência à Juristocracia/Globo no STF e no Congresso, essa dobradinha voltará, com todas as forças, suas baterias contra a esquerda!

João Antônio: Não estou fechando porta nenhuma. O que proponho é ganhar força e só acordar no recuo do inimigo. Há momentos para acordo e momentos para não acordar. Disso já disse antes e continua ignorando.

E mais: em momento algum defendi radicalismo... "rebelião" ou qualquer coisa do tipo. O suposto radicalismo da minha posição é unicamente de evitar o suicídio politico.

Romulus: E, evidentemente, não é só você no espectro da esquerda que rejeita, frontalmente, uma reaproximação com quem “a traiu” e “colaborou para a tentativa de sua erradicação”, vendendo “o povo” ao Mercado em troca da sua sobrevivência.

E nem faz tanto tempo assim, não é?

Ex.:


Professor de Ciência Politica/UNB.

*

Não...

Não ignoro "ascenso e descenso", João.

Note bem:

- Quem está em descenso é o golpe...

- ... original!

Os principais atores do "golpe no golpe" não estão em queda significativa ainda:

- Globo/Juristocratas.

Assim...

“Suicídio politico” é, voluntariamente, jogar a direita de volta no colo da Globo/Juristocratas...

Para – logo na sequência, esteja você certo – voltar-se à dinâmica de 2015:

- Lawfare só contra o PT; mas agora...

- Com o restante da classe política totalmente tutelada - mais para coagida! - pela Globo/Juristocratas.

Se você não propõe "rebelião", então a alternativa é levar ferro dessa "Santa (opa! do "Santo"??) Aliança" quieto.

Porque se você acha que o direito de manifestação hoje tá cerceado, saiba que ainda dá pra piorar muuuuuito.

*

Bem...

Sempre resta, ao menos, o entendimento de que exploração, opressão - e repressão! – “fortalecem a consciência de classe e facilitam, no futuro, a queda do regime de exceção”.

Pode até ser verdade...

Mas da última vez levou "apenas" 21 anos pro regime cair “de podre”.

João Antônio: é o que já tinha percebido antes: você conta com o sucesso dos golpistas, consciente ou inconscientemente, em gerir a crise.

Talvez deva observar o sucesso todo que tiveram no período anterior, quando tinham reunido muito mais força do que possuem agora.

Vem cá: prefere uma clientela de falidos e inadimplentes ou um menor número de bons pagadores e possuidores de negócios em expansão?

Romulus: Você esquece que a cúpula operacional do golpe – Temer / Moreira Franco / Padilha / Geddel, sem o “gênio criminoso” de Eduardo Cunha por trás, ficou acéfala.

Isso porque, além de excessivamente atrevidos na roubalheira, são incompetentes, trapalhões e péssimos estrategistas.

- O "golpe no golpe" é exatamente para resolver "esse problema"... substituir o "elo mais fraco" do golpe original.

E olha...

Eu tô muito bem obrigado aqui nos Alpes, sabe...

Mas, nem por isso, vou ser eu a gritar “Dracary” ~aí~ no Brasil não:


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*

João, você diz que eu aposto no “sucesso do golpe”.

Por favor, defina "sucesso".

A ditadura civil-militar 1964-85 foi um... "sucesso"?

E, mesmo que eu "apostasse no sucesso" (??)...

Pois o que estou, justamente, é propondo que, por ações no presente, não se arrisque um aprofundamento do golpe. Tenha ou não “sucesso” (?) ao fim e ao cabo (daqui a 5, 10, 15 anos?)

Ou seja, eu "apenas" ~não~ estou disposto a "pagar pra ver".

Já você, quer pagar pra ver!

E com que ~moeda~ você vai pagar - se perder essa aposta?

São, por acaso, "umas 30 mil"... "moedas"?

Isso porque apostar, por definição, significa estar disposto a perder.

E, em consequência, a sacrificar aquilo com o que se “pagou” a aposta.

Pergunto:

- É o de quem que estará na reta se houver... “sucesso” do golpe no golpe?

João Antônio: guarde o acordo para quando largarem o osso e desistirem, o que ainda não é o caso.

Romulus: Quem vai largar o osso?

O PMDB?

O PMDB não está mais "segurando o osso"!

- Está com uma arma apontada para a cabeça tentando salvar a própria vida!!

Ou, ao menos, sumir com a "arma".

Se a arma não sumir, para sobreviver, farão o que quem tem a arma mandar.

Mesma coisa para os caciques do PSDB trabalhando, hoje, em favor do acordão.

Você propõe... "deixar rolar".

Eu acho temerário, para dizer o mínimo.

*

Certa esquerda fica excitada vendo uma "guerra interna na burguesia".

Batem palma e pegam a pipoca.

Mas...

Quanto tempo duram "guerras internas na burguesia"?

Deixados sozinhos numa salinha, rapidamente encontram termos com que possam (sobre!) viver.

Você propõe “deixar essa reunião rolar”.

Na verdade, nem é bem uma “reunião”...

Vai estar mais para intimação...

Quem sabe até mesmo uma...

- ... "condução ~coercitiva~"!

Contra focos de resistência no PMDB e no PSDB.

*

Pois o que ~eu~ proponho é usar essa divisão – temporária! - da "burguesia" a nosso favor!

Pegar de volta parte dela pra, juntos, cortarmos as asinhas do ~único novo ator relevante~ da política brasileira desde a redemocratização:

- Os JURISTOCRATAS! 

*

Repeteco (de 14/5/2017):

- Sufrágio universal? Ultrapassado... agora ~eu~ sou o Poder Constituinte encarnado... e vou ~refunfar~ o país!

Habitué do circuitinho das "Brazil (vira-lata) Conferences":

- Em Boston.



- Em Londres.

*

Assim, zera-se o jogo político – algo como um “botão reset” – e voltamos à dinâmica da luta politica dos anos 90/2000.

Sim, a velha "democracia liberal", "falida", “meramente formal”...

Pois, por enquanto, é o que tem para hoje sim...

Pior:

“Magnânimos” (suspiro), estaremos dispostos a “esquecer”, colocando uma “pedra por cima” de tudo o que aconteceu de 2014 pra cá:

- Direita alimentando a – e alimentando-se da - Lava a Jato; e

- O principal: a traição, pela direita, do pacto constitucional fundamental de 1988: o voto direto para Presidente da República, sem possibilidade de destituição imotivada pelo Congresso (o infame “impeachment sem crime”).

*

Sim, eu sei:

- É um preço de imagem altíssimo a pagar para as lideranças da esquerda.

Mas é a responsabilidade de estadistas estarem dispostos a pagar... esse preço.




*

Já você, João...

Bem, já você quer arriscar para "ver no que isso aí vai dar"...

Concluo repetindo-me:

- Acho temerário!

João Antônio: pois muito pior é a covardia, de recusar o enfrentamento mesmo no momento certo e na hora certa para ação.

Aliás, é a mesma segurança que tinham os investidores do Lehman Brothers...

Romulus: Defina "hora certa para a ação"...

Passe para mim, por favor, o No. de telefone da sua mãe-de-santo (!), que quero saber se compro um carro hoje ou se deixo para o ano que vem.

Ela vai saber a "hora certa pra ~essa~ ação", né?

*

“Lehman Brothers”??

Acredito que você se refira ao “moral hazard” dos administradores do banco, levando a imprudência e ganância desmedidas, por saberem que “não os deixariam quebrar”, crendo que “certamente” seriam resgatados, em vista do risco sistêmico que tal quebra geraria (“too big to fail”, “contagion).

Pois foi justamente o contrário o que aconteceu!

- Ao menos para o Lehman!!

Por querelas pessoais - e pra "fazer demais bancos aprenderem a lição" - deixaram ~ele~ quebrar sim.

Como você, João, propõe agora, o Bush e o Fed estavam dispostos a... "apostar":

- Sacrificaram o Lehman para “incentivar” o Congresso americano a aprovar o resgate de todos os demais bancos.

(contando, logicamente, com a comoção política que, certamente, seria gerada pelo “caos” financeiro advindo da quebra do Lehman - que não era dos maiores bancos)

- Pois deu “super certo” essa aposta num “caos... controlado (?)” como instrumento de pressão política, não é mesmo??

(ironia!)

*

João Antônio:

- Você propõe que na briga entre seus inimigos, interfira para separar e tentar fazer as pazes entre eles e de preferência levando porrada dos dois juntos?

Romulus: É justamente o contrário!

Quem quer se arriscar a levar porrada dos 2 juntos é você!!

Quero, isso sim:

<<Juntar-me a um deles para...
amarrar as mãos do outro!>>

(o “novato”... o que chegou ao “jogo” – político! – agora...)

<<Para, depois voltar à...
... “velha” briga...
... com o antigo adversário>>

Sim, todos sabemos que quem abriu a “Caixa de Pandora”, trazendo para o ringue político o “novato”, foi o nosso “velho adversário”, achando que ele ia lhe obedecer.

Mas...

O “velho adversário” ~já~ viu fez M.!

E já sentiu, na própria carne, que o “novato” se autonomizou:

- Provou sangue e... gostou!

E agora...

- Não quer mais sair do jogo de... “gente grande”. Lutará para não voltar ao lugar secundário que antes sempre ocupou na institucionalidade brasileira.

João Antônio: se não percebeu, vai levar porrada do povo e da burguesia.

Romulus: “Apanhar do povo”??

Não tenho dúvida:

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Pois é isso mesmo o máximo que ~eu~ estou disposto a apostar:

- Desgaste de imagem.

*

Eu e o Lula, ao que parece!

Sim, o Lula...

Alguém que, certamente, se, por um lado:

- tem uma tendência excessiva à conciliação;

... por outro, por tudo o que testemunhados todos nas últimas 3 décadas...

- é o animal político por excelência. Seu instinto e desempenho na política não têm paralelos!

Pois não será, justamente, a sua inigualável aptidão política que o obriga a, na qualidade de estadista, ir para o sacrifício pessoal (de sua imagem) em prol da...

- ... nação?

Para evitar o mal maior?

Entenda:

Lula, que já se realizou plenamente nesta vida, está disposto a, com isso, descer da condição de “mito” vivo para a de... “homem”.

Talvez até, dependendo da dimensão do custo de imagem que esta nova conciliação com a direita implique, para a condição de...

- ... “o último dos homens”!

*

Que não se exija tamanho sacrifício de pessoas comuns...

Pois apenas o estadista não hesitaria.

*

De novo:

Stalin e Churchill - "Aliados"! - numa luta para derrotar o "novo ator": Hitler.

Para, depois!, voltar à "velha" guerra "democarcia liberal capitalista" vs. "socialismo".




*

“Jararaca”

E para fechar, reproduzo abaixo, à guisa de resumo sumaríssimo de tudo o que disse aqui, trecho do artigo Parábola multi-sincrética de duas tribos em guerra: ~isso~ é política”, publicado em 12/4/2016 no GGN:

 

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(...)

 

Assaltavam o cacique Jararaca grandes dúvidas: o que seria melhor para ele? E para sua família? E para toda a tribo? O cacique teria de escolher entre:

(1) a "cruzada", justíssima e moralíssima, ou

(2) aquele pacto que faria até sua mãe cuspir em seu rosto quando voltasse com a "boa" nova.

Escolheria entre a bendita "vitória total", de Pirro, ou uma meia vitória / meia derrota, desde logo alcunhada de "A Grande Covardia" ou "A Vergonha".

Não pensem que a decisão do cacique era fácil. Muito pelo contrário.

Anos e anos de imbróglio já se somavam, com perda gradual de sangue de lado a lado.

Antes de decidir, ele procurou filósofos na “civilização” para aconselhar-se. Ao ouvir o relato do cacique, vieram eles com nomes estranhos para encaixar nas opções, mas cujos significados o cacique estranhamente compreendia.

Enunciava um dos filósofos: “a Política, goste-se ou não, é terreno para considerações alheias à Lei e à moral do indivíduo. É para os fortes de estômago e de fígado leve, com pele grossa e memória fraca, que facilmente esquecem estocadas dos que até ontem eram tidos como inimigos”.

O cacique compreendeu, mas disse que seria difícil explicar isso aos seus na tribo.

O filósofo ofereceu então uma tradução metafórica para “aquela tal de política”: “é a arte de intuir – olhando tudo em volta - quando se está cacifado para meter o dedo no olho do adversário e ganhar terreno e quando se está cacifado apenas para levar dedada no próprio olho e recolher-se ao seu canto. E em silêncio. Inclusive momentos há em que não se furam os olhos de ninguém, porque ambos concordam em amarrar as próprias mãos e a ficar parados no mesmo lugar”.

E, de repente, sem me contar o final daquele conflito, o índio partiu para os finalmentes. Arrematou ele o relato com uma “moral” da história: “quem tem dificuldade de aceitar essa realidade, que não se aventure nessa tal política. Que não peça para ser cacique. Preserve a liberdade de se limitar a jogar o jogo de acordo com o que os seus filósofos chamam de moral e Lei”.

 

(...)

 

Fim??


*




*



Atualização 28/5: mosaico do noticiário de hoje... que (infelizmente) ~grita~ C.Q.D.

- Vamos "saborear a vingança"...





- ... e, impassíveis nas nossas vestes alvas, deixar o Gilmar cair de novo no colo da Globo coagido?

*

- Pois olhem quem quer dar pitaco na sucessão:




*





- Olha qual Poder - com uma canetada! - usurpa dos representantes ~eleitos~ a capacidade de fazer "escolhas trágicas" e, assim, definir qual a solução "menos ruim" a ser adotada no conflito distributivo do orçamento público.

- Sendo certo que ~todas~ as soluções factíveis são ruins, a quem cabe dizer qual a prioridade na alocação do orçamento?

- A quem tem o voto da soberania popular?

- Ou a quem não tem nenhum e, tão somente, passou em um concurso?

(no caso de Toffoli e de muitos desembargadores sequer isso!)

- Que pacto político pode resistir a uma "carteirada" dessas dos "doutores"? Furando a "fila" e colocando os seus interesses na frente dos de toda a sociedade??

*



*







- O débil governo Temer, em seus últimos suspiros!, tenta fazer o que tem que ser feito.

E nós?

- Vamos facilitar para a Globo / Juristocratas, com "Rodrigo Maia Presidente" - penduradíssimo na Lava a Jato?!

(ele e o avô dos seus filhinhos, Moreira Franco!)




*

Isso para que, novamente reunidos, Globo/Juristocratas/Mercado/PSDB/PMDB voltem a dar as cartas e a ditar a agenda política do Brasil?

- E, inclusive, eliminar a esquerda?

Saibam:

- Sempre é possível escrever uma "narrativa" "alternativa"...

- ... e impô-la (!)...

- ... para quem tem a "caneta" certa:




*

- Choque de realidade: "Diretas" não vai rolar!


 





*




*




A esse respeito:




E, sobre a aparente "contradição" entre defender uma bandeira política mesmo sabendo que não será (plenamente) realizada:




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- Vou terminar me repetindo mais uma vez!


- Porque Brizola sempre vale a pena:





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E por falar no diabo...







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Achou meu estilo “esquisito”? “Caótico”?




- Pois você não está só! Clique na imagem e chore as suas mágoas:




(http://www.romulusbr.com/2016/12/que-poa-e-essa-vol-2-metalinguagem.html)


(http://jornalggn.com.br/blog/romulus/que-p-e-essa-ora-essa-p-e-romulus-por-o-proprio)


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Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como "uma esquerdista que sabe fazer conta". Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.


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