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7.5.17

Macron eleito: com "65%" (entre aspas!) - análise do resultado


Macron eleito: com "65%" (entre aspas!) - análise do resultado


Por Romulus

Estou comentando ao vivo no twitter.


Primeira rodada: o resultado e o que ele significa politicamente



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Segunda rodada: "de pai para filho"



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Terceira rodada: discurso do vencedor

- Primeiro discurso: pronunciamento à nação pela TV.

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Quarta rodada: as (novas) oposições

Direita tradicional, com o novo chefe, François Baroin, mais cedo ao vivo na bancada da TV pública confirmou que será oposição a Macron, bem como a expulsão de quem do partido se aproximar dele ~antes~ das eleições legislativas (daqui a um mês).

Lógico: não quer que a nova sigla de Macron, En Marche!, sifone os votos conservadores-liberais, seu pasto eleitoral.

(mesmo nicho social: ambos advogam ampla liberalização da economia!)

Quer, evidentemente, não desmobilizar suas tropas, para fazer a maior bancada possível. Assim, terá a maior alavancagem (poder de barganha) possível diante do novo Presidente.

A ver.

Do outro lado do espectro político, Jean-Luc Melénchon, já falou à nação. Discurso duro, seco, ressaltando que a pauta de Macron é o desmonte do Estado do bem-estar social.

Também chama os seus pra batalha:

- Fazer grande bancada nas eleições legislativas, capaz de atrapalhar os planos de Macron.

A ver. (2)

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Quinta rodada: bis do discurso do vencedor

- Segundo discurso: comemoração com a militância

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Sexta rodada: a questão subjacente de toda esta eleição - as "duas Franças"


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Sétima rodada: quem vai ser @ Primeir@ Ministr@?

- Lembrem: a França tem regime misto, semi-presidencial - ou semi-parlamentar... como preferir o freguês!

Assim, chefe de governo e seu gabinete são ~indicados~ pelo Presidente... mas tem que ser ~aprovados~ pelo Parlamento.

Várias vezes na História recente da França houve a chamada "co-habitação": um partido levava a Presidência e o rival (esquerda e direita tradicional alternando-se) levava o governo, por conquistar a maioria parlamentar.

Exemplos: Mitterrand (PS)/Chirac (RPR); Chirac (RPR/UMP)/Jospin (PS).

As competências são distintas: o Presidente é o Chefe do Estado. Responsável pelas relações internacionais e chefe das Forças Armadas, p.e..

É, acima de tudo, o garante do "bom funcionamento das instituições da República francesa".

Todos esses, temas "de Estado" portanto. Por definição, estratégicos e de longo prazo. Estão - ou melhor: deveriam estar... - acima das "paixões políticas" dos sucessivos ciclos eleitorais.

Ao Primeiro Ministro e ao ~seu~ governo cabe ~toda~ a política interna: economia, segurança, orçamento, justiça...

Bem... tudo isso "em tese".

Isso porque, fora os períodos de co-habitação, evidentemente, o Presidente é quem de fato escolhia os ministros...

- ... inclusive o "Primeiro", ora!

Ocasião em que o Presidente se torna, de fato (senão de direito) chefe dos Ministros, a quem dá instruções diretamente, bypassando o Primeiro Ministro. Esse acaba parecendo mais um "líder do governo no Parlamento" que propriamente o chefe de governo. Dá-se a debates acalorados na Assembleia Nacional com a oposição... e não (muito) mais.

Aqui, uma definição bem interessante:




- Mudanças... e mais mudanças!


Entretanto, desde 2002, quando o mandato presidencial foi reduzido de 7 para 5 anos, para que a sua eleição passasse a coincidir com a legislativa (separadas por apenas 6 semanas), nunca mais houve co-habitação.

Esse, o próprio propósito implícito nessa reforma constitucional... em virtude da disfuncionalidade (auto-evidente) de haver antagonismos e rivalidade entre o Chefe do Estado e o de governo.

(mesmo porque, em regra, o Primeiro Ministro é candidato natural à sucessão presidencial!)

E a mudança funcionou: como era de se esperar, de lá para cá todos os Presidentes eleitos - seja de direita, seja de esquerda - conseguiram no mês seguinte assegurar a maioria no Parlamento. Embalados, é claro, pela força da própria vitória eleitoral.

No entanto, tudo mudou neste ano: com a fragmentação partidária e, principalmente, do voto, a França parece ter deixado de viver sob o bipartidarismo (informal), com todos os demais partidos, pequenos, ocupando apenas a periferia do jogo político.

Para começar, nenhum dos dois partidos tradicionais passou para o segundo turno (algo inédito).

E pior: o eleito, Emmanuel Macron, pertence a um partido novo, que mal tem um ano de existência!


- Ventos contrários


Como comentado acima, 61% dos eleitores diz não querer que Macron faça a maioria parlamentar. Assim, tudo é, neste momento, incerto.

Marine Le Pen e Jean-Luc Melénchon tentam, pela direita e pela esquerda, respectivamente, afirmarem-se como "chefes da oposição".

Qual deles terá maior sucesso?

O (mais que centenário) PS está mais rachado do que nunca, dividido em dois "sub-partidos" para a eleição legislativa vindoura: uma banda antecipando que quer ser da futura base de sustentação de Macron; e a outra, que será oposição.

Mesma coisa no LR, a direita tradicional. O chefe diz que o partido será de oposição ~sim~ e que quem "piscar" para Macron será expulso.

Ah, é?

Pois, antes mesmo da vitória, vários membros já diziam querer "trabalhar com Macron". Hoje, evidentemente, a lista dos "oferecidos" aumentou consideravelmente.

Tanto no PS como no LR, tudo dependerá de qual ala sairá vitoriosa em junho.


- A "novidade" "a-política"


Está complicado ate aqui?

Pois fica pior: Macron diz que o seu partido terá apenas candidatos "vindos da sociedade"... sem experiência política prévia.

Indo ainda mais fundo na negação da política, a sua escolha está seguindo - supostamente... - o modelo "meritocrático":

- Exame do CV dos candidatos... a candidatos!

Interessados podem aplicar pela internet!


- E que bicho vai dar isso?


Bem... a ver.

Mas, como não poderia deixar de ser, especulações de nomes para um futuro governo já começaram:


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Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como "uma esquerdista que sabe fazer conta". Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.



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