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26.5.17

De Gaulle e Thatcher ensinam política a Temer - que... peida!



De Gaulle e Thatcher ensinam política a Temer - que... peida!


(trecho do post <<Temer joga “bomba nuclear”... mas no próprio pé! 24/5: o dia em que o Golpe foi derrotado>> de 25/5/2017)

Telefone sem fio: Rodrigo Maia, Temer, Jungmann e as FFAA


Segundo Jungmann o pedido de "tropas federais" - é óbvio! - foi feito por telefone.

Ou seja: como desconfiava a "cartinha" do Rodrigo Maia para Temer, com o providencial registro por escrito de que Maia “não tem nada a ver com isso” é...

- ~Pós-datada~ !



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Ninguém nunca saberá o que Rodrigo Maia de fato falou para Temer.

(a não ser que o “AGR” Janot, o ~Araponga~ Geral da República, tenha – providencialmente! – grampeado Temer mais uma vez e, na sequencia, vaze mais esse áudio, vital para a Republica!)

Mas...

- Importa o que Maia realmente disse no telefone?

Se Maia pediu FFAA, se arrependeu e largou Temer sozinho.

Ou seja:

(desculpem: mais uma metáfora... porque é assim que a minha cabeça funciona)

<<Os dois – Temer e Maia –
tavam sozinhos num elevador.
Alguém ~peidou~.
O elevador chega ao térreo.
Tem um monte de gente pra entrar.
Aí um deles...
- o peidorreiro ou não? –
aponta para o outro e grita:
"cara, como você tá podre!
Que falta de educação!"

Basicamente isso que aconteceu.

Ciro: Complicador:

<<sempre podem ter ~os dois~
peidado juntos!>>


Ciro: Maia deve estar tão acuado, falando tão fino, que deve estar quase chegando ao tom de voz do Senador Randolfe (!)

Romulus: Pois é, Ciro...

<<Se alguém(s) peidou(aram),
agora já borrou(aram)...
a(s) cueca(s) mesmo!>>

*




*

Romulus: Jungmann deu entrevista à Radio Bandeirantes refugando:

"Maia pediu mesmo a Força Nacional.
Mas...
Tem muito pouca gente aqui em BSB, sabe...
Tem uma ~porrada~ descendo a... ~porrada~ (opa!) lá no RJ...
Pela gente, né!!
Então...
Por isso que pensei em dar uma ligada casual pros generais, sabe...
Pra galera das ~Forças~ Armadas dar uma... ~força~!
(opa, que hoje eu tô demais, meu Grão-Mestre Temer!)
Entende, pessoal?
Coisa trivial, pô...
‘Falta de contingente’, saca??
Já podemos falar de outra coisa agora?
Ouvi dizer que no fim de semana vai fazer sol..."


Ou seja: parece que...

<<o cartucho FFAA pode ter sido...
- ... queimado na largada!>>

No vídeo ao vivo do Dep. Paulo Pimenta, vejo os partidos de esquerda todos valorizando muuuito o episódio...



- Como tinham que fazer mesmo!

Até com uma inédita "retirada do plenário", já que Maia se recusou a suspender a sessão (ao contrario do Senado e até do... STF!).

Constatação:

"Intervenção militar" é, de fato, como arsenal nuclear: não é para "explodir"... é para ~dissuadir~ !

Não dissuadiu?

Perdeu a serventia.

Simples assim.

Repeteco:


A arma de destruição em massa do General de Gaulle


(...)

Registre-se que na França se chama essa faculdade da 5a República do General De Gaulle, de dissolução do Parlamento pelo Presidente da República, de...

- ... "a bomba nuclear".

Como com as armas de destruição em massa reais, a hipótese de dissolução do Parlamento pelo Presidente deve servir de dissuasão...

Não se almeja, efetivamente, a sua utilização, dados:

- (1) o alto risco de a cartada acabar sendo um tiro no pé; e

- (2) o inevitável traumatismo político-institucional, mesmo em caso de uma vitória do Presidente.

(com a provável radicalização da oposição derrotada)

Assim, como bons mecanismos de dissuasão, as “bombas nucleares” – reais ou “políticas – visam a facilitar "compromises".

Ou seja:


- Acordos mínimos, com concessões recíprocas, para vencer impasses políticos.


Repeteco: (2)


Lição de M. Thatcher a Temer


– Grão-Mestre do Golpe, deixe-me humildemente oferecer uma liçãozinha de política.

Cortesia de Margareth Thatcher:

>> Ter poder é como ter reputação de moça honesta. Quem realmente tem, não precisa afirmá-la. Quem precisa é porque não a tem.

Olha, não nutro nenhuma simpatia pela Baronesa... mas tenho que admitir que sua síntese é perfeita.

Aliás, por falar na Baronesa Thatcher, por coincidência na semana passada a TV francesa retransmitiu a sua recente cinebiografia, “The Iron Lady”. Recomendo que o Sr. veja o filme.

Se lhe falta tempo, com tantos ativos do Estado para operar agora, limite-se a assistir os últimos 20 minutos. Tratam da sua derrocada.

Por favor, contenha o seu choque:

– Thatcher caiu traída por seus próprios aliados! Oh!

E por quê?

Porque não soube a hora de parar o avanço ultra-liberal. Seu poll tax, imposto a ser pago – com a mesma alíquota! – por todos os cidadãos, independentemente da renda, foi a gota d’água. Imagine o Sr.: do indigente ao bilionário... a mesma taxa!

Todo mundo do Partido Conservador quis sair de perto da “Dama de Ferro”, que virara então Dama de Césio137. Rebelaram-se. E a “vencedora da Guerra Fria” foi avisada – em Paris, onde celebrava a vitória – que tinha caído.

Mas não é por nada não... recomendo o filme apenas por interesse artístico: a atuação premiada de Meryl Streep.

Não tem nada a ver com a desvinculação do piso do INSS ao salário mínimo. Nem tampouco com a previsível reação de 5 mil e tantos prefeitos – mais importantes cabos eleitorais de parlamentares, como o Sr. bem sabe – diante do congelamento das receitas para saúde e educação em níveis mínimos históricos por 20 anos.

Esqueça tudo isso!

Foco na Meryl!

Ah...

E, por favor, tire-me uma dúvida depois:

– A Baronesa Thatcher era moça honesta ou poderosa?
Não a vi afirmar de si nem uma coisa nem outra. Em momento algum do filme... nem mesmo quando estava prestes a cair, imagine o Sr.!

*

Por favor, deixe a sua interpretação aqui nos comentários mesmo, Grão-Mestre.

Não darei outro meio de contato...

Meu email pessoal eu guardo apenas para gente honesta.

Ou poderosa!

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*

Sem a cartada das FFAA, que ao que parece era um blefe, uma bravata (porque não seguram o tranco) o PMDBismo fica ainda mais débil.

*

- <<De Gaulle e Thatcher ensinam política a Temer - que... peida!>>



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Achou meu estilo “esquisito”? “Caótico”?


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*




Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como "uma esquerdista que sabe fazer conta". Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.

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