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Estado brasileiro na encruzilhada. Já sabemos o que a Globo quer... e você?

Queria poder dizer que criei esta montagem, mas não... recebi de um seguidor no Facebook, como comentário a um artigo anterior. rs ...

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30.3.16

MPF e Polícia Federal não contavam com o cinismo do PMDB, por Romulus

Por Romulus
Coincidência ou não, volta-me à mente uma citação de Ortega y Gasset muito repetida pelo Min. (e ex-professor meu) Barroso:
"Entre querer ser e pensar que já se é, vai a distância entre o sublime e o ridículo".
MPF e PF - com Moro a reboque - foram com muita sede ao pote. Enfraqueceram tanto e tão rápido o governo e o PT, sem atacar os demais, que mudaram a correlação de forças de forma significativa e deixaram oposição e Congresso na frente do gol. Sem barreira. Só com uma goleira manca, depois de tantos pisões, como último obstáculo para matarem a partida.
E por que a citação de Ortega e Gasset? Ora, embriagados pelo megalomania e pelos holofotes, procuradores e delegados acharam que já estavam na nova era. Pensavam já ter sedimentado para todo o sempre o novo peso de suas corporações no desenho institucional brasileiro. Que nada! Não contavam eles com o cinismo-máster e a cara de pau do PMDB. Assim como não hesitará em votar impeachment sem crime de responsabilidade, terá o partido escrúpulos de votar no Senado afastamento de PGR? De colocar um interventor linha dura na PF sob um Nelson Jobin no Min. Justiça? De aprovar emenda à Constituição colocando mais 4 ministros alinhados no STF?

29.3.16

O dia em que Faoro enfrentou o arbítrio em defesa de Barroso

 & Romulus
O enfrentamento do arbítrio é para os grandes homens. Entender a desproporção do jogo político e ficar na trincheira da defesa de princípios independe de conhecimento: é questão de formaçào de caráter.
O grande Ministro Luís Roberto Barroso, do STF, pode testemunhar de perto a importância dos diques de contenção dos abusos, quando pediu ajuda ao então presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Raymundo Faoro.
Abaixo, o relato de um ex-aluno de Barroso sobre aqueles tempos bicudos. Resta saber quanto desse exemplo foi assimilado pelo Ministro.
Por Romulus
PEQUENA NARRATIVA QUE NÃO POR ACASO ME VEIO À MENTE...LEIA MAIS »

26.3.16

Por Romulo S
Faltou apenas acrescentar mais um aparente fator de pressão para a saída pelo "entendimento político", ou "acordão", dependendo do gosto do freguês: a participação ativa da Odebrecht e qual jogo jogará. A planilha liberada e depois posta em sigilo subirá para o STF pelos diversos nomes com foro privilegiado. Assim, eventual negociação dar-se-á com a PGR e não mais com a "força tarefa" em Curitiba. Bem sabemos que ao MPF-PR só interessa delação que se encaixe no roteiro por ele já traçado. Já sobre a PGR ainda temos dúvida. Ainda mais após a carta de Janot desta semana.
Aspecto interessante: um amigo notou que as planilhas da Odebrecht e notas e offs subsequentes tem saído em veículos de fora da Globo. Como, p.e., Mônica Bergamo mencionando ontem que a planilha de Moro era só um cheirinho e que pode vir por aí material arrolando MP, Judiciário, diplomacia, governos desde os anos 80... que dirá até imprensa. Os veículos da Globo parecem fazer de tudo para tirar o destaque dessas bombas em potencial. Ora, essas bombas são o maior fator de resolução rápida para o problema via "entendimento".

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