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21.11.16

Golpe, dê licença: Santería, Candomblé e Calypso pedem passagem (Vol. 1)


ESPECIAL CONSCIÊNCIA NEGRA:
RACISMO E HERANÇA AFRICANA


Golpe, dê licença: Santería, Candomblé e Calypso pedem passagem (Vol. 1)

- Post originalmente publicado em 25/7/2016.

Por Romulus

– Enfim um post não político.

– E uma dúvida: coincidências existem?

– O enxame de mais de 20 mil navios negreiros cruza o Atlântico: a animação chocante que deveria ser vista por todos.

– Cuba e a Santería: paralelos com os nossos cultos afro-ameríndios.

– E, de repente, a TV Francesa resolve tocar tambor também. E dá passagem a Rose, a "Rainha do Calypso".

– Não pratico religião de matriz africana. Sou cristão. Mas não sou cretino. Assim, tento conter uma (lamentável) pulsão natural do ser humano ao etnocentrismo e à xenofobia, quando não ao genocídio.

– Afinal, um post não político?

*

Coincidências existem?

De várias fontes tem-me chegado elementos que apontam para um mesmo tema. Para uma certa herança.

De lugares tão díspares como o disco que é divulgado de hora em hora em comercial na TV francesa a diversas conversas com amigos brasileiros. Mas passando também pelos relatos do mais recente membro da minha família, um cubano, e por um post vintage da Cynara Menezes, a socialista morena. Sem esquecer, é claro, de um tuite com a animação mais chocante da minha vida.

Coincidências?

Conexões cósmicas?

Julguem vocês.

Vamos por partes e depois a gente amarra tudo.

Ou, ao contrário, soltamos tudo por aí, num grande banho de pipoca.


*

“Eu podia estar roubando, mas estou aqui trabalhando e pedindo para vocês me ajudarem comprando estas balinhas”.

Esse, salvo alterações microscópicas, era o discurso das crianças e jovens pobres que vendiam balas nos ônibus do Rio de Janeiro enquanto eu crescia.

Da mesma forma que eles diziam, eu podia estar também aqui roubando...

Quer dizer... poderia estar aqui escrevendo sobre “Alckmin perdoa dívida de 116 milhões da Alstom” – que na manchete da Folha, no link, perde o nome “Alstom” e vira apenas “empresa acusada de c-a-r-t-e-l.

>> Pausa para uma risada. Decibéis apurados pelo Datafolha! <<

Mas, em vez disso, estou aqui escrevendo um post que não é sobre política.

E não é sobre “roubo”. Nem da Alstom, nem sob Alckmin.

E nem do Datafolha, tampouco.

[Nota: Oi, Ombudsman da Folha! Tudo bom? Como assim você mata o Otavinho de vergonha? Como assim fala, sem hesitação, que “a Folha errou e persistiu no erro?” Como assim você conclui o seu artigo-reprimenda dizendo que a imagem da Folha e do seu instituo de pesquisa ficou maculada?

Eita!

Pensando bem... convenhamos: como assim imagem maculada? É possível notar mácula no que já está mais sujo que pau de galinheiro?

Mas deixa para lá...

Disse que não ia falar sobre roubos hoje. Voltemos, pois. Fim da nota]

Será mesmo que este post não é sobre política?

Em nada?

Julguem vocês. (2)

*

A animação chocante que deveria ser obrigatória

Os navios negreiros chegaram aqui no Brasil em quantidade, todos sabemos. Mas também chegaram maciçamente a Cuba e ao Sul dos Estados Unidos, entre outras destinações – e outros degredos.

Como adiantei acima, um tempo atrás vi um tuite com a animação mais chocante da minha vida:

– Retrata a explosão do tráfico negreiro de forma gráfica.

Mostra-se, no mapa do mundo, os percursos dos milhares de navios negreiros. No total, mais de 20 mil!

Vai-se de 1545 a 1860. Essa animação deveria ser vista por todo mundo nos países destinatários, bem como nos países de origem – senão por toda a humanidade.

Está lá publicada num artigo do Slate, com o texto que explica as suas circunstâncias na sequência.

Trata-se de um choque sim, mas necessário.





*

Cuba e a Santería: paralelos com os nossos cultos afro-ameríndios

Como dizia, além do Brasil – de longe o maior destinatário, esses navios, carregados de almas, mortes e banzos, também chegaram maciçamente a Cuba.

E aí chegamos ao interessantíssimo relato do Cubano que entrou para a minha família anos atrás, como padrasto. Nesse caso, anoto algumas diferenças e semelhanças entre a Santería, o culto afro que lá se pratica, e o nosso Candomblé ou a Umbanda.

Primeiro de tudo, lá a correspondência dos Orixás com os santos, no sincretismo com o Catolicismo, é, grosso modo, igual àquela do Rio de Janeiro. Pelo menos em Havana. Isto é, salvo pequeníssimas variações, como também as há entre Rio, Bahia e Pernambuco, por exemplo.

Mas, uma diferença capital:

– Lá não há terreiros para o culto!

Pelo menos não ostensivamente.

E o que ocorre na ausência de terreiros?

As pessoas praticam a Santería nas suas casas.

Mas não todas... é apenas uma fração que abriga as cerimônias nos seus lares. Suponho que os equivalentes às mães / pais de santo. Os demais têm de ser convidados à casa do anfitrião – deste e de outros mundos – para que possam, finalmente, fazer também o seu culto e as suas oferendas.

Mas por quê?

A Santería tem de ser praticada às escondidas?

Não exatamente. Diferentemente do Brasil, não há estigma de classe ou de nível de instrução ligado à Santería. Lá se veem pessoas das mais humildes e com menor escolaridade às com pós-doutorado praticando-a.

Assim, estigma negativo em âmbito social parece não existir.

E no – sensível – âmbito político da ilha?


Ora, vejam que interessante:

Segundo o relato, no movimento de independência, ainda com José Martí, surgiu certa hostilidade à Igreja Católica. Ela era vista, então, como um dos veículos de opressão do colonizador espanhol. Imagino que a Igreja, quase sempre reacionária na História, tenha mesmo se colocado contra o movimento de independência de Cuba. Imaginem os sermões dos padres de então, pregando “fidelidade a Deus e à Coroa”.

Parênteses: Igreja “quase sempre reacionária na História”?

Hmmm...

Aproveito a oportunidade para pedir a benção do Papa Francisco e fazer votos para que ele viva mais 100 anos. Pois ainda lhe resta muito a consertar!

O resultado do posicionamento da Igreja, com a vitória do movimento independentista, foi a sedimentação de um forte anti-clericalismo e anti-catolicismo. Isso já lá desde os fins do Século XIX.

Assim, na época da Revolução Cubana, 60 anos depois, as igrejas católicas, na prática, já estavam meio às moscas. Hoje, seriam praticamente museus para visita dos turistas. Fora, evidentemente, as datas festivas em que o sincretismo leva os muitos adeptos da Santería de volta aos altares das igrejas. Imaginem algo como a Festa do Bonfim ou o 4 de dezembro na igreja de Santa Bárbara em Salvador.


Já a Santería era vista como algo (semi) "autoctone", e, como tal, algo a ser valorizado na construção da identidade nacional. Ou, senão tanto, algo ao menos que deveria ser aceito, sem estigmas negativos.

Isso já desde a independência.

Ao que parece, a revolução de Castro e Che não mexeu muito com isso. Não teria havido repressão aos cultos afro – diferentemente do que ocorreu com a Igreja Católica.

Igreja, aliás, que, diversamente das mães / pais de santo, recebe ordens de fora, numa hierarquia rígida, certo?

Que o digam Joao Paulo II e Lech Walesa, não é mesmo?

Será que alguém faria diferente no lugar dos irmãos Castro?

E em caso positivo, não poderia o movimento “Solidariedade” – não confundir com um certo partideco cretino do Brasil – ter surgido no porto de Havana, e não em Gdansk, na Polônia?

Bem... Cuba não teve um Lech Walesa, é certo. Mas em seu lugar teve a grande Yaoni Sanchez, não foi?

¬¬


Orixás? Yaoni é filha de Tio Sam com Marilyn Monroe.

Mas voltando à Santería...

Como resultado da revolução, os cubanos passaram a "aprender" na escola, desde a mais tenra idade, que "são ateus”. E ponto final.

Assim, o próprio cubano do relato, se perguntado sobre a sua religião, dirá sem pestanejar:

– Sou ateu, ora!

Mas, caso se pergunte em outro momento sobre Orixás, ou, como se pronuncia em Cuba, “O-rí-xas”, ele dirá, também sem pestanejar:

– Sou filho de Iemanjá, ora!

Ou melhor, de “Yemaniá”.

Vemos logo que esse ateísmo entre aspas só vai até a página dois.

Aliás, assim como uns outros “ateus” da minha família, brasileiros esses, que “são céticos”, mas morrem de medo de espírito, de cemitério e de alma penada.

¬¬

Esquizofrenia religiosa?

Terá sido a preocupação da Revolução com as aparências, se não com a realidade, que empurrou a Santería de terreiros para a discrição das casas? Ou será que, de fato, esses nunca existiram na ilha? Algo a pesquisar...

Como vive há alguns anos no Rio Janeiro, o cubano “ateu” filho de Iemanjá vai de tempos em tempos fazer oferendas na praia, quando o bicho pega.

Diferentemente da tradição brasileira, em que se dão espelhinhos, pentes, perfume, etc., em Cuba, no seu lugar, se dão frutas para a Rainha do Mar. E ele continua com essa tradição no Rio, evidentemente.

Aliás, devo registrar: achei a tradição frutífera cubana muuuuuito interessante. Inclusive porque é mais barata e, sobretudo, porque é muito mais ecológica.

Assim, num espírito de cosmopolitismo e xenofilia aberta, penso, inclusive, que essa prática deveria ser mais difundida no Brasil. Essa, aliás, uma das várias razões de escrever este post.

Mais outra diferença. Essa na relação entre os devotos e os Orixás:

Diferentemente do Brasil, em que o devoto se dirige com muita reverência, respeito e humildade ao Orixá, os cubanos são, digamos, muito mais "altivos".

Um exemplo? Pois vejam só:

O padrasto cubano vai da quitanda à praia da Zona Sul do Rio carregado de maçãs, laranjas, bananas e uvas. Joga as frutas ao mar e, diante de eventuais agruras por que passa na vida, fala “altivamente”:

– Po, Iemanjá! Eu todo ferrado aqui, cheio de problema, te dando uma penca de frutas e você aí passeando pelos mares?!! O que que há, Iemanjá??!!


Achei essa “pequena” diferença sensacional. Será algo ancestral no culto da ilha ou reflete, em alguma medida, uma certa dessacralização dos Orixás diante da “lição de ateísmo” aprendida na escola?

Seria mais um sincretismo? Esse com Marx e Lênin vestidos de samambaia batendo cabeça ao som do batuque?

Ê-ê!

Outra coisa a pesquisar...

*

E, de repente, a France 2 entra na conspiração afro-americana: Calypso!

Há algumas semanas está sendo divulgado, de hora em hora em comerciais na TV Francesa, o novo álbum de uma certa cantora veterana de Trinidad e Tobago.

Esse, outro país insular do Caribe, aliás. Logo ao norte da Venezuela. E, assim como Cuba (e o Brasil!), mais um dos destinos daqueles navios carregados de almas, mortes e banzos.

Mas também de cultura e resistência, bem sabemos.

Não conhecia a cantora. No entanto, logo depois de apresentado, aprendo que ela não é nada menos que “a” rainha. Do quê? Do Calypso, ora!

Pensavam vocês que “Calypso” era aquela contrafação made in Belém do Pará? E que a sua rainha era Joelma?

Sabe de nada, inocente!

Pois aprendam:

Essa veterana cantora é quem tem o titulo de "rainha do Calypso". Aliás, a música divulgada de hora em hora na TV francesa trata justamente do seu longuíssimo reinado (parte de álbum produzido por Manu Chao, francês que já morou em Santa Tereza, no Rio!). E, mais importante, a melodia impõe o ritmo em que a cantora dá uma banana e samba na cara daqueles que querem tirar a coroa da sua cabeça.

Que ousadia!

Aliás, ainda não está claro para mim se na música ela samba ou dança Calypso na cara desses g-o-l-p-i-s-t-a-s da Cultura – aqui posso usar a expressão, Ministra Rosa Weber?

O fato é que a música tocou tanto na TV que acabei baixando-a. E, só então, fui dar uma olhada na vida da tal da rainha.

E quem é a soberana?


– "Calypso Rose". Que, como ela mesma acrescenta, é "Queen of Calypso"!

[Nota: não confundir com “Queen Khalese”. Essa, a rainha legítima dos Sete Reinos de Westeros, por direito de nascença, e da cidade de Meereen, por direito de conquista. Também intitulada “mãe de dragões” e “aquela que rompeu as correntes”.

E que correntes ela rompeu... justamente aquelas que aprisionavam os escravos de Meereen, ora senão.

Opa! Escravos? Mais “almas, mortes e banzos” (cultura e resistência)?

Mais uma coincidência? Desta vez com George R.R. Matin? Fim da nota]

Voltando à Dona Calypso Rose, ela é filha de um pastor batista lá na pequena ilha de Trinidad e Tobago. Repito: pastor batista. Mesmo assim, para desgosto da família, não resistiu ao chamado ancestral do batuque no seu sangue.

[Nota: aliás, "Batuque"? Não era esse justamente o antigo nome, grafado com letra maiúscula, que se dava ao Candomblé no Brasil? Fim da nota]

Como se vê então, o caminho não foi fácil para Rose. Como a Rainha do Calypso diz na música:

– Costumavam chama-la de “a garota que veio daquela ilhota”. Mas tiveram de lhe dar passagem porque, hoje, quem viaja o mundo todo é ela. Viaja por aqui, por lá, está em todo lugar. E eles podem rodar o mundo perguntando: Calypso Rose é e sempre será a verdadeira rainha do Calypso. Não tem ninguém, vivo ou já morto, que possa tirar a coroa da sua cabeça.

[Nota: livremente traduzido e adaptado (com certa “empolgação”) a partir de “they used to call me "small island girl". Now I travel the world! Anywhere they go they now I’m Calypso Rose, Queen of Calypso”. E mais: “everywhere I reign supreme. The one and only Calypso queen. No man alive or dead could come and take the crown off my head”. Fim da nota]


Tá bom ou quer mais?

Além de tudo, achei Dona Calypso Rose uma simpatia. Fiquei imaginando uma feijoada (será esse o prato?) e uma roda de samba, digo, de Calypso, na casa dela num domingo preguiçoso.

– Convida, Dona Calypso Rose! Tem essas coisas aqui na Suíça não!

Aliás, que sotaque afro-caribenho maravilhoso é esse, hein?

E por que outra caribenha, Dona Rihanna, só gravou uma música até hoje com o seu sotaque nativo, de Barbados – música essa que nem de álbum seu era?

Está merecendo uns cascudos de Dona Calypso Rose, não está não?

Aliás, por falar em cascudos, o pai da Rainha do Calypso, o pastor batista, torceu o nariz para o chamado que batuque fez à moça, lembram?

Graças a Deus (e aos Orixás?) parece que depois as coisas se resolveram e ficou tudo bem. Ao que parece, a rainha não guarda mágoas do pai rigoroso. Ainda na música, aos que querem roubar a sua coroa, ela adverte:

– Sou a filha de um guerreiro (ou terá sido uma guerreira?). Ora, não tenho tempo nem para descansar nem para me aposentar. Outros também chegaram, mas depois sumiram, não foi? Enquanto isso, Calypso Rose continua aqui cantando. É ou não é?

[Do original: “I am the daughter of the warrior. No time to rest or retire. Others have come and gone, but Calypso Rose is still singing on”]

Por fim, uma confissão: a cabeça de advogado fez com que as primeiras palavras que me chamassem a atenção para a música do comercial da TV "que tocava toda hora" fossem as seguintes:

– Esquecem que a minha constituição é forte.

[“Forgetting that my constitution is strong.”]

Sorte sua, Dona Calypso Rose. A do Brasil é fraquíssima. Aliás, não sei se existe ainda.

*

Pelo que vi, como na Salsa de Cuba, o Calypso tem metais e cordas mais marcados, diferentemente do samba, com cordas mais discretas e sem metais.

Isso no popular. No tradicional, jongo, tambor de crioula e que tais sequer sofreram essas “invasões bárbaras”.

Nesses, ficou apenas o mais ancestral, o batuque.

*

E aí, falando de música, a Cynara Menezes entra na conexão cósmica afro-americano-caribenha, com um post seu de 2015, intitulado “Por que nos EUA não tem batucada?”. Ali, respondendo ao título, ela explica como é que os tambores sumiram dos Estados Unidos.

Sim, sumiram... azar o dos gringos!

Abaixo, parte do post da baiana Cynara, “a socialista morena”. “Morenismo” esse que não deixa de ser, em si, a tradução mais simples, e, portanto, mais elegante, de um certo sincretismo. Esse, político. E com as bênçãos do (branco) velho Brizola.
Ao texto:

No dia 9 de setembro de 1739, um domingo, em uma localidade próxima a Charleston, na Carolina do Sul, um grupo de escravos iniciou uma marcha gritando por liberdade [...], conhecida como a “Insurreição de Stono”. [...]

A reação dos senhores foi severa. O governo da Carolina do Sul baixou o “Ato Negro” (Negro Act) em 1740, trazendo uma série de proibições. [...] Como os brancos suspeitavam que os tambores eram utilizados como uma forma de comunicação pelos negros, foram sumariamente vetados. [...]

A proibição se espalhou pelo país e só foi abolida após a guerra civil, mais de um século depois, em 1866.

*

Fecho o post com algumas observações que oxalá – aliás, oxalá, insha’Allah e Oxalá também – um dia não serão mais necessárias:

– Não sou praticante de religiões de matriz africana (perdoem, portanto, imprecisões!).

– Sou cristão.

– Mas não sou um cretino. Assim, tento conter uma (lamentável) pulsão natural do ser humano. Pulsão essa que o empurra para, no mínimo, o etnocentrismo e, no máximo, a xenofobia. Quando não para o genocídio apregoado por uma “solução final”.



– Será agir assim sinônimo de ser filho de Oxalá?

– Ou será Jesus?

– Ou os dois?

– Ou outros?

– Ou nenhum?

– De qualquer forma: osana / saravá / evoé!

*

Fim do post “não político”.


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