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Queria poder dizer que criei esta montagem, mas não... recebi de um seguidor no Facebook, como comentário a um artigo anterior. rs ...

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22.9.17

ALERTA: a (muito!) perigosa "Fake News" de "golpe militar" (sic)

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ALERTA: a (muito!) perigosa "Fake News" do "golpe militar" (sic)


Por Romulus & Núcleo Duro


- A provocação do General Mourão: “se não forem capazes, através do Poder Judiciário, de barrar Lula, as Forças Armadas o farão”.


- A sinuca de bico do General Villas Boas, Comandante do Exército: como manter a “legalidade constitucional” tendo de bater continência para um...


(UNIVERSALMENTE reconhecido...)


- ... chefe de quadrilha??


- Mourão - a “síndrome do vice” (golpista!) ataca de novo: General tenta a última cartada para cacifar-se. Ao produzir a “fake news”, avaliou, corretamente, que o “seu” (?) momento era agora...


- ... ou nunca!


- Decifrando o “mistério” (?) narrativo: quando o (civil...) Ministro da Defesa, Raul Jungmann, para (de maneira estabanada...) mostrar serviço, cobra a punição de Mourão, Villas Boas recusa-se.
Ora, o Comandante, corretamente, não quis promover o espetáculo reclamado pela mídia - inclusive a “de esquerda”!
Espetáculo esse...


– ... ANSIADO pelo próprio Mourão (!)


- Dããããã!


- Cumpre registrar: o Brasil do(s) Golpe(s) – e do caos “institucional” (sic) dele(s) resultante – deve MUITO ao bravo General Villas Boas. Bem como à sua resiliência cívica e altruísta – inclusive em nível pessoal e, até mesmo, físico.


- Desastre na “blogosfera progressista”: o único a sacar o “jogo” - e a sinuca de bico - foi Fernando Brito, do Tijolaço. Evidente: ter andado tantos anos ao lado de Leonel Brizola fez toda a diferença.


- Lamentavelmente, todos os demais blogueiros derraparam feio na nova “batalha de narrativas”. Pior: foram PAUTADOS por interesses de direita (de novo, Senhor!). Desta feita, dos mais perigosos que há: nem mais, nem menos!


- Destaque, em especial, para a inverossímil análise dessa “nova polêmica” feita por Luis Nassif, no GGN.

*


Prólogo (1): o paradigma do(s) Golpe(s) contemporâneo(s):


- “democratorship”/ “creeping coup d'etat”/ “illeberal democracy


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*


Prólogo (2): o paradigma "creeping" no Golpe brasileiro:


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4 hrs ·


SOBRE A NATUREZA DO GOLPE E A CANDIDATURA LULA


A derrubada da presidente Dilma, através de uma fraude processual, constituiu um golpe de natureza parlamentar, pois referendado pelas instituições legislativas, recorrendo à manipulação da lei do impeachment e à construção de uma fraude que atropelou a Constituição.


Uma operação dessa natureza, por si só antidemocrática, difere dos golpes tradicionais, de caráter extra-institucional, porque não muda abruptamente o regime político.


O golpe de 1964, por exemplo, não se limitou a derrubar um governo constitucional: deu passagem imediata a um novo regime político, a ditadura militar.


Embora sejam claros e contundentes os sinais de desmonte da Sexta República, ancorada sobre a Constituição de 1988, desmilinguindo-se garantias democráticas, essa transição a outro regime ainda não ocorreu.


A fronteira dessa passagem é exatamente a candidatura do ex-presidente Lula: sua interdição judicial ou a adoção de medidas como o parlamentarismo representariam o desfecho da derrocada constitucional, com a substituição da democracia liberal por um Estado de exceção com delineamento imprevisível, que não exclui sequer um novo regime militar.


Aliás, essa foi a ameaça implícita do general Mourão: se vocês não forem capazes, através do Poder Judiciário, de barrar "certos elementos", as Forças Armadas o farão em algum momento, depois de "sucessivas aproximações".


Por esse motivo, a consigna "Eleição sem Lula é fraude" reveste-se de importância estratégica: essa é a grande batalha democrática de nossos dias, na qual será decidido se o golpe irá confluir em um novo regime autoritário ou se as forças progressistas serão capazes de derrota-lo pela via institucional.


*


Prólogo (3): “o que desejam, de fato, as FFAA” (do Brasil)




*


Chega l’enfant terrible da blogosfera (junto ao bravo Núcleo Duro!) para desagradar, novamente, o “establishment...


- ... ALTERNATIVO” (!)


(um oximoro??)


Ou:


- “ALERTA: a (muito!) perigosa ‘Fake News’ do ‘golpe militar’ (sic)”


Passemos, pois, a mais um bate-bola do Núcleo Duro...


Este, no caso, um bate-BOLA-...


- ... -de-demolição.


- Um bate-“(wrecking) ball”:


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Mas, é claro, na - muito mais original! - versão BRASILEIRA...


Aquela que, ainda por cima, além de demolir...


- ... QUEIMA!


(as “Fake News”)




*


Essa pequena risada visa, deliberadamente, a aliviar um pouco na largada... isso porque o tema é gravíssimo!


Vambora, amigos??


*


Dorotea shared a link.
September 18


Preocupante:


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General do Exército ameaça 'impor solução' para crise política no país
17/09/2017 - Poder - Folha de S.Paulo
WWW1.FOLHA.UOL.COM.BR


Maria: Confronte isso com a nossa análise anterior sobre a "crise" do Exército com a próxima saída do comandante, Gen. Villas Boas (“Enigma fardado: as FFAA e a crise política) e aí se verá que é muuuito mais que preocupante. Inclusive porque falam de ações "do bem" a longo prazo, com maçonaria, lyons club e que tais, junto com o Exército, trabalhando em áreas de educação, esporte, formação moral de valores etc.! Em suma, a capilaridade de um processo de fascistização tenebroso! Deus nos defenda, credo!!


Roberto:


“Minha intenção é pacificar o país e, ao fim do meu governo, devolver o poder aos civis, Se isso não for possível, se, ao final de meu mandato, o pais ainda estiver em estado de ebulição em que o encontrei ao assumir, só me restará devolver o bastão ao Alto Comando que, seguramente, indicará um general da ativa para me substituir. Se, no entanto conseguir pacificar, vou trabalhar para fazer um civil meu sucessor. E se as coisas estiverem a meio caminho, vou indicar um general da reserva para fazer a transição a um governo civil.”



Trecho de uma declaração do General Médici no inicio de seu governo em 1969.

O Regime Militar durou ainda mais 16 anos e 3 outros generais foram eleitos de maneira indireta.

A História será sempre um bálsamo para tempos absurdos.


Maria: Excelente lembrança, Roberto!


Tania:


https://external-vie1-1.xx.fbcdn.net/safe_image.php?d=AQCgsml-zGhYWR6a&w=90&h=90&url=https%3A%2F%2Fwww.brasil247.com%2Fimages%2Fcms-image-000561667.jpg&cfs=1&upscale=1&sx=193&sy=0&sw=2362&sh=2362&_nc_hash=AQA8IwYPCoFspZ0o


O comandante do Exército, general Eduardo Villas…
BRASIL247.COM


Maria: Enquanto ele permanecer no comando, temos esse mínimo de garantia. Depois...


Dorotea: Parece que ele já está mudando de ideia.


Maria: Não dá pra saber Dorotea! Quando o Jungmann, pra mostrar serviço, cobra a punição ao Mourão, o V-B se recusa a promover o espetáculo reclamado pela mídia, que é justamente o que queriam o próprio Mourão e os demais golpistas babando ódio (o Gen. Heleno, p.ex., e os oficiais da AMAN que adoram Bolsonaro).


É aí que, perguntado mais uma vez sobre possibilidade de intervenção, ele diz a frase pinçada pelos jornais, afirmando que as FFAA "têm mandato" pra intervenção em caso de "ameaça de caos social". Por conta própria ou se "convocadas por qualquer um dos poderes", segundo a Constituição, como ele não se cansou de repetir até agora?


Tenho uma pena imensa do V-B, no final de uma carreira exemplar, doente, e tentando segurar a loucura da extrema direita, mas naquela sinuca de bico que a gente comentou antes, entre perder sua legitimidade institucional democrática frente à sociedade ou perder o controle da tropa e o comando junto com ele.


Mas como manter a legalidade constitucional tendo de bater continência pro chefe de uma gangue de verdadeiros facínoras que tomaram de assalto o poder??


Dorotea: De fato, não é uma posição confortável a dele. A impressão que fica é de que as FFAA estão passando pelo mesmo desgaste institucional das demais instituições nacionais, como MP, legislativo, executivo. Todas se esfarelando, sem mínima unidade, coerência e organização. Aff 😤 até quando vamos suportar tanta instabilidade?

Maria: Não sei é dá pra falar em desgaste institucional das FFAA como do resto do Estado. A coisa grave é que as forças que se uniram no golpe jurídico-midiático-parlamentar ao grande capital eram heterogêneas demais pra não resultar no escândalo do governo Temer.

Foi daí pra diante que começaram a se escancarar as contradições - da roubalheira do Congresso e do Executivo às disputas dos juristocratas pelo controle do Estado - que levaram ao desgaste de ~ todas~ as instituições e à descrença na própria política. Daí por que o apelo às FFAA, como ~única~ instituição que ficou fora desse melê.

Internamente o que há é uma politização insana e, diante do caos do país, uma disputa surda pela redefinição dos rumos do Exército na próxima troca do seu comando. E se isso não extrapola os limites da caserna, é justamente porque há organização, unidade e coerência em torno da ~hierarquia e disciplina~ que definem a instituição.

A disputa é de visão política, que vai do centro-direita à extrema direita, reunindo desde democratas que defendem a subordinação ao poder civil como o Villas-Boas até viúvas de 64 e jovens oficiais loucos pra seguir algum caudilho (até Bolsonaro serve se não puder ser o Mourão ou o Etchegoyen), com ou sem golpe de Estado explícito.

O que é claro é a oposição a qualquer posição de esquerda, que se agravou com a Dilma e a Comissão da Verdade, abrindo espaço pra extrema-direita que baba anticomunismo, com certeza a mais perigosa. Por isso acho que desgaste não é como o esfarelamento das demais instituições, mas essa “crise” na disputa da sucessão do V-B, que se agrava quanto mais se aproxima o fim do seu comando e piora a situação nacional no seu conjunto.


Piero: Naquela publicação do blog tem uma discussão sobre Mourão...


Maria: Alguma ideia do porquê desse confronto direto do V-B agora? Provocação irresponsável de sempre? Aumento da temperatura na guerra pela sucessão? Orquestração? Contra ou com o Etchegoyen?


Tobias: Não sei, gente... O que me parece é que tem umas coisas que se desencontram aí. Deixem eu tentar organizar em pontos:


1. Ele foi exonerado do CMSul em outubro de 2015, se não me engano. Foi uma espécie de "punição", bem "leve", mas teve sua autoridade contestada pelo VB. Acredito que ele guarda certo rancor disso, e agora resolveu forçar a barra.


VB entra numa sinuca de bico: se deixar quieto, perde autoridade; se demitir a bem da disciplina, pode gerar conflito interno. Esse sujeito tem uma certa liderança, não sei dizer quanta, mas poderia fazer um estrago. Creio que ele calculou isso, e achou que o momento era agora ou nunca, dado que o VB tá pra sair.


2. VB deu pra ele o comando da secretaria de finanças, e, não sei se vocês prestaram atenção nisso, mas 6a feira o EB paralisou a patrulha no RJ, pq levou "calote" do governo. Isso também pode ser um mecanismo de pressão pro Temer liberar logo o $.


3. Tinha na minha cabeça que esse sujeito é afinado ao Etchegoyen; então, das duas, uma: ou "desafinou", ou este resolveu "desafinar" com Temer.


4. O cenário agora não está pior que o de 2016, portanto essa súbita elevada de "tom" deve ter mais a ver com esses jogos internos do que uma real avaliação sobre a conjuntura do País.


5. Olhe abaixo, o Josias jogando gasolina na fogueira.


6. Vamos ver a próxima jogada no defesa.net. Acho que lá a gente vai perceber alguma coisa a mais...


Zeca: Até o Josias deixou seu esporte predileto (malhar o lula) de lado pra comentar essa zona...


https://external-vie1-1.xx.fbcdn.net/safe_image.php?d=AQDGtUZONO2JjPAC&w=90&h=90&url=https%3A%2F%2Fconteudo.imguol.com.br%2Fblogs%2F58%2Ffiles%2F2015%2F03%2Fjosias-souza.png&cfs=1&upscale=1&sx=0&sy=0&sw=315&sh=315&_nc_hash=AQCat5k99_2nmxAL


JOSIASDESOUZA.BLOGOSFERA.UOL.COM.BR|BY BLOG DO JOSIAS


Maria: Perfeito, Tobias. Acho que é isso mesmo. Concordo que o cenário, do ponto de vista do lado de lá, não está pior que em 2016. Portanto, egos, corporativismo e partidarismo pequeno não é privilégio das esquerdas, né não?


Tobias: É isso. Agora não lembro, e com o telefone não consegui achar, mas tenho a impressão que ele ocupa o No. 2 ou 3 do almanaque, neste momento é dos mais antigos. É a síndrome do "vice"...


Maria: Você tá certo. Tem um na frente dele no almanaque, que parece mais moderado e é da preferência do VB, ferrenhamente apegado à regra. Mas também no artigo dizia que tem o mais popular da lista, e esse era justamente o Mourão, embora o de maior prestígio fosse o Etchegoyen, pela ocupação atual e também pela popularidade. Então o problema é saber qual critério deverá prevalecer e por influência de quem, não é?


Tobias: Pra sucessão sim. Mas o que é essa história de "o alto-comando está alinhado comigo". Blefe? Será que ninguém vai se manifestar?


Romulus: sim, aquela discussão sobre o Mourão no artigo no Blog foi premonitória! Por isso republiquei tudo nesta semana. Bola dentro!!


A única pessoa na blogosfera que sacou o jogo e a sinuca foi o Fernando Brito. Andar com Brizola faz diferença.


Maria: A gente sabe quem é o Mourão, porque você, Tobias, que conhece tudo aquilo de trás pra diante, nos alertou. Mas, e o público? Nem mesmo os leitores do blog se interessaram muito pelo assunto.


Esse é o perigo. A superficialidade não é só da mídia, mas de quem só se interessa pelas notícias quentes do dia, do mundo que conhecem e sobre o qual podem opinar. Isso também faz parte da guerra dos likes, de blogueiros e leitores?


E enquanto isso o lugar e papel das FFAA na organização do poder de Estado passam batidos! E depois a gente reclama da falta de politização e da ignorância política dos brasileiros! Tem hora que lembro dos cursos de OSPB nas escolas do tempo dos milicos e sou obrigada a dizer que eles entendiam mais do riscado do que nós, "progressistas"! Vixe!!


Piero: sabe o que mais me espanta nisso tudo? O silêncio absoluto dos cientistas políticos sobre o assunto! Não vi um, sequer um daqueles que estudam o tema, pronunciar qualquer coisa que seja.


Maria: Pois é, eu ia dizer no comentário acima que esse "desconhecimento" me deixa estarrecida. Será que só minha idade e meu amor incondicional pelos clássicos explicam meu interesse obrigatório pelas FFAA, a relação entre "boas leis e boas armas"??


Piero: Vai ver é isso. Falta Hobbes pro pessoal...


omulus Maya


Romulus: Pois é... infelizmente não gritar "olha o Comandante do Exército (VB) querendo dar o golpe também!", para fazer "scare", não dá like nem visualizações. O post do Nassif vai por aí, mas por outros motivos. Nesse caminho, só não entrou o Fernando Brito, mais safo pela convivência com o Brizola. E também menos afeito que o PHA a tentar "fazer a política", manipulando os fatos e pautando a militância/ lideranças.

Pra mim, no artigo do Nassif tem muito de "scare", pra tentar pressionar os políticos a chegarem ao tal "grande acordo nacional" que ele sempre quis.

Nesse pacote, entra uma visão "positiva" demais de o que seria um novo regime militar no Brasil, do ponto de vista econômico e estratégico. Até o ponto "negativo", da repressão, faz parte do pacote: ca-sa-ria (!) com a crescente fascistização da sociedade, não??


- “Lei e ordem!!”


Ou seja: com os pontos "positivos" e "negativos" (mas nem tanto assim...), o Nassif quer fazer (o mundo político) crer que haveria apoio social para um novo golpe militar.

- Scare...


- ... REVERSO!


(assustar o atual “Poder” (?) com a perspectiva “POSITIVA”...
    - ... de a “alternativa” de poder (FFAA), eventualmente, vir a ter “até” boa aceitação social, sabe...
"Peça política".
Quero supor que o Nassif é bem informado demais para acreditar naquilo)


Ora, todos sabemos que nem internamente nem na sociedade há uma maioria a favor de intervenção militar.


Acho que as considerações do Tobias merecem ir pro Blog. Mais importante agora que o Vol. 3, pendente, da trilogia “A Esfinge Fardada”, sobre "guerra híbrida". Mesmo não havendo interesse no público geral (definitivamente NÃO dá click/ like/ share!), acredito que chegue onde tem que chegar, que nem da outra vez.

Que acham??


Maria: Acho que vale a pena sim. Vou fazer um pequeno apanhado tb, resumindo a linha de pensamento do Nassif que explica as bolas fora: uma visão de nacionalismo desenvolvimentista que era dos militares de...


- ... 64 (!)


- ... não dos de hoje, ou pelo menos do Mourão e outros expoentes da direita, alinhados com os USA. É o mesmo discurso do Bolsonaro, uma vez em que foi obrigado a dizer o que "pensa" sobre política e economia...


Tobias: Acho que ainda tem uma memória coletiva muito ruim do regime militar...


Maria: Os militares que o Nassif tem na cabeça seriam próximos aos de 64, alinhados sim com os USA no combate ao comunismo, mas intensamente nacionalistas, tanto que se preocuparam com as grandes obras de infraestrutura como as hidrelétricas, em Itaipu ou na Amazonia, inclusive com a ideia de desenvolvimento como defesa da segurança nacional (auto-suficiência energética) + controle de fronteiras com Transamazônica, Calha norte etc.


Os de hoje não tem nada disso... Talvez o V-B tivesse uma espécie de nostalgia dessa postura, que inclusive marcou os governos do PT, que no entanto "se perderam" ao sucumbir ao "politicamente correto" (índios, barragens, meio ambiente, etc.).


Romulus: Corretíssimo, Maria.


Meu ponto é que desconfio que Nassif seja bem informado demais para "ter na cabeça", de fato, esses "militares de 64", sabe...


Como disse, pra mim é peça política...


Scare REVERSO...


Pra cavar o tal "grande pacto nacional" entre as elites políticas (“azuis” MAIS “vermelhos”) e a...


- ... Finança!


(e, ainda, o Cartel midiático.
Mais, a reboque, os... “Juristocratas”!)



Um bode na sala, digamos
.


Notem bem: o General Mourão Filho, que iniciou o levante de 1964, se autodenominava “Vaca Sagrada”, não é mesmo??


Pois agora estão tentando FABRICAR...


- o “bode sagrado” (!): “Mourão” – Vol. 2


Vejam que até a homonímia entre os dois Generais, o “Mourão” de ontem vs. o de hoje, ajuda nessa...


- ... fa-bri-ca-ção.


Tobias: Nassif: alguns acertos, vários erros.


Esquematicamente:


https://external-vie1-1.xx.fbcdn.net/safe_image.php?d=AQDkpZgphuYbltMj&w=476&h=249&url=http%3A%2F%2Fjornalggn.com.br%2Fsites%2Fdefault%2Ffiles%2Fadmin%2Fphotovisi-download_7_1.jpg&cfs=1&upscale=1&sx=0&sy=0&sw=1200&sh=628&_nc_hash=AQAW7g7lzm-ZpD8L


Peça 1 – sobre os cenários improváveis Até a posse de Dilma Rousseff, já havia ocorrido os seguintes fenômenos, que passaram despercebidos dos partidos políticos e dos analistas em geral: 1 &nbs
JORNALGGN.COM.BR


- "Sua posição sobre a produção interna estratégica, o mercado interno e as estatais aproxima-se bastante das teses desenvolvimentistas, com o desenvolvimento sendo subordinado a visões sobre segurança nacional."


Eles sabem que sem elite não se governa. Não iam replicar esse modelo Geisel. Todo problema deles é acabar com o "inimigo interno" e restaurar a coesão na caserna. o resto é perfumaria.


- "As ameaças sobre a Amazônia e o pré-sal."


À Amazônia, ok. Ao pré-sal, já mostraram que tão cagando...


- "Setores estratégicos – revigorados, sob controle direto do Estado, infraestrutura (energia, transportes)."


Revigorados de onde? Com que $? Quem ia botar $ nesse país "desenvolvimentista" com que o Nassif sonha? Eles iriam cobrar mais imposto de banqueiro? Certeza?


- "Política econômica – levaria algum tempo para perceber o efeito deletério da política monetária sobre a atividade e o orçamento. Mas o modelo chinês seria de fácil assimilação, especialmente para o raciocínio militar."


Imagina. "Modelo chinês"???? Os caras tão completamente alinhados aos EUA!


- "Campeões nacionais – estariam de volta, já que as multinacionais brasileiras são vistas, pelo pensamento militar, como extensão do Poder nacional."


Campeões nacionais são made in Lulalândia, não na (atual) milicolândia. Pra isso precisa costurar com empresários, bancos e que tais. Diz aí: quem nesse meio quer militar? Em 2017?!


- "Geopolítica – sairiam procuradores e juízes alinhados com os EUA e voltariam as políticas diplomáticas soberanas."


E os militares alinhados com os EUA? Iriam pro buraco junto com procuradores?


- "Bolsonaro atrai o baixo clero militar. Mas é uma ameaça permanente."


Bolsonaro já atrai o baixo, e parte do médio e do alto!


Maria: Tobias, você pegou os principais pontos que eu também pincei. Acho que um eixo da viagem é esse sonho do Nassif de um nacionalismo desenvolvimentista, que subjaz aos erros sobre Amazônia, pre-sal, política externa, campeões nacionais, produção estratégica, mercado e infraestrutura, reservas ambientais, modelo chinês (?!), etc.


Bastaria ter ouvido com cuidado o próprio Mourão pra desfazer todas essas ilusões. A propósito da Amazônia ele falou de necessidade de desenvolvimento e tecnologia, abertura à exploração de minérios e matérias primas da floresta com investimento estrangeiro, “porque a gente precisa desse dinheiro”; “meio ambiente e índios é papo de ONG que quer impedir o país de explorar suas riquezas e para isso as empresas privadas são essenciais, nacionais ou internacionais, não tem mais essa de se fechar pro mundo globalizado”.


Em outros momentos deixou clara a rendição ao capitalismo neoliberal, e penso que se sobrou alguma coisa "nacionalista" é a obrigação de "defesa" do país (não da soberania!) que “será muito melhor executada” se contar com tecnologia dos consultores militares já instalados no...


- ... CONSULADO AMERICANO em SP (!)


Valdir: Achei muita viagem... também no sentido de "go ahead, milicos”... deu uma bela forçada de barra.


Romulus: jogo de cena, desconfio.


Maria: As pisadas na bola são tão gritantes que acho que você tem razão, Romulus. Jogo de cena pra assustar políticos e "chamar à razão" esses “irresponsáveis” que “não podem deixar uma coisa dessas acontecer”...


Romulus: a pergunta: expomos isso no Blog?


Mais uma vez... “ferimos suscetibilidades”??


Ficamos AINDA MAIS distantes da faixa de... “Miss simpatia”?


Espinhoso, mas penso que convém, sim.


Acho TEMERÁRIO usar as FFAA de "bode na sala".


A intenção pode ser a melhor... mas pode dar M.!


De boas intenções o inferno está cheio!


Maria: o “scare reverso”, como você diz, é uma narrativa na linha: “os milicos sendo tão bacanas, éticos e progressistas, devem contar com grande apoio na caserna e na sociedade, não é mesmo? Se vocês não correrem pra impedir, olha que eles chegam primeiro, hein...”


Romulus: pois é. É o "blefe" que pode... virar realidade (!)


Vou editar e publicar 6a de manha. Mesmo sendo o pior dia de movimento da semana - e apesar de o tema não interessar à media dos leitores- é urgente que isso chegue “onde tem que chegar”.


Piero:  E aí, eis que a gripe se espalhou. Agora é um general de brigada (2 estrelas).


https://external-vie1-1.xx.fbcdn.net/safe_image.php?d=AQBKCl1r7T9U350l&w=90&h=90&url=http%3A%2F%2Fwww.diariodobrasil.org%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F09%2Frandolfegeneral.jpg&cfs=1&upscale=1&sx=173&sy=0&sw=437&sh=437&_nc_hash=AQA4QnKAcRI9OiQC


DIARIODOBRASIL.ORG


Romulus: pois é... e o Nassif querendo alimentar a "polêmica" (fake!). Vamos ter que abrir o jogo sobre isso sim, Maria... le rôle de l’enfant terrible... encore une fois... (suspiro)


João Antônio:  "Estar atento ao que acontece na sociedade" é "comprar o discurso da velha mídia"...


Será que democracia comporta mesmo o direito à... mentira?


Romulus: “política” (mesmo na democracia!), João, comporta muito de blefe, simulação... a questão é a fronteira entre fazer política e fazer jornalismo e análise.


Veja o PHA, p.e.


Quem consegue dizer quando termina uma coisa e começa a outra nele?


Daí a sua GENIALIDADE!

A propósito: no geral, https://static.xx.fbcdn.net/images/emoji.php/v9/fed/2/16/2764.png esse "fazer política" deles...


Aqui, não é critica... é constatação.

~EU~ TAMBÉM viso a "fazer política" no Blog...


Mas a minha “feitura de política” é diferente:


- SEM recurso a simulação/ "fazer média"...


- Ora, o “meu papel” (suspiro) é, justamente, o de “grilo falante”... o com “preocupações sistêmicas”... o que não teme desagradar nenhum dos atores relevantes... o que fala as “verdades inconvenientes”... o que “compra brigas”... mesmo as perdidas de antemão nas batalhas de comunicação.


- E.g., “anistia ao caixa 2, sim!”;
etc.


- Pois a nova “batalha de comunicação” (perdida?) é: ALERTA: “golpe militar” é “Fake News”! (mas MUITO perigosa!)


Não é crítica, é constatação (2): são, “apenas”, propostas diferentes!

(e, no caso, até mesmo com objetivo final comum!)


João Antônio: Essa fronteira de que jornal faz política ainda não chegou nos quarteis. Por lá jornal é tão confiável quanto biologia ou física. É um "dado do mundo" (!) e não uma arma a ser posicionada contra alguém.


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Atualização (1): Brasil continua contando com sobre-humana resiliência - e SACO! - do Comandante Villas Boas


Não vamos abusar, por favor??




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Atualização (2): e no Twitter as coisas ficam mais claras...


À direita (Globo!) e à "esquerda da esquerda da esq..." (Intercept/ PSOL):



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Achou meu estilo “esquisito”? “Caótico”?

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Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como "uma esquerdista que sabe fazer conta". Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.

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