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4.6.17

Moro, Janot e Fachin dançam no “baile” do "Acordão"

Publicado 30/5/2017 - 16:57
Atualizações 1, 2, 3 e 4/6/2017 - 14:20
(no final do artigo)
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Moro, Janot e Fachin dançam no “baile” do "Acordão"


Por Romulus & Núcleo Duro

Como temos registrado no blog, houve nos últimos dias muitas “piscadelas”, de um lado, e “exibição de músculo”, do outro, entre os diferentes atores do “baile” do acordão possível. E segue a valsa!

Depois da confirmação, pela fonte de Fernando Morais, de TODAS as nossas especulações, surge mais uma peça: Nassif revela um dos vários “esqueletos no armário” que empurrarão, ao fim e ao cabo, a PGR e o MPF para esse acordão.

Eis o que foi colocado na mesa de negociação nesta semana.


*

Nos meus perfis nas redes sociais, o resumo mais cedo:







*

Ciro: Rocha Loures não deve ir para o Moro não. Acho que vai ficar no STF mesmo, já que o caso dele envolve o Temer (afinal de contas, ele seria o "cúmplice" do temerário). Plus: impede qualquer receio que o Fachin tivesse de prender o agora ex-deputado...

Romulus: Tá incerto se Loures sobe ou se desce.

Ninguém sabe ainda.

Lembremos: no Brasil não tem mais “juiz natural”, minha gente!

O STF não fez ziguezague, “sem problema nenhum”, entre o “mensalão” (sic) do PT e o do PSDB no que tange a fatiamento?

Pois então...

P.S.: quem acredita nessa (auto!) "narrativa" de "Serraglio retaliando Temer (!) por ficar insatisfeito (!!) com mudar de Ministério (!!!)" acredita em...

- ... Q U A L - Q U E R coisa!




Mais álibi para "mascarar" (hahaha) o que está combinadíssimo impossível!

Gilberto: Se surgirem outros crimes de Loures, o que não é difícil, ele pode ter que se explicar ao Moro. Mas Moro, como vimos com relação à Cláudia Cruz, é um gatinho inofensivo quando interessa.

Romulus: Correto.

E o pobre do Moro às vezes é “um gatinho” até involuntariamente!







O Moro não desmembrou sitio/triplex/acervo presidencial em 3 (!) ações separadas – todas com o mesmo "crime", o mesmo "corruptor", a mesma “vantagem indevida” ao “corruptor” e a mesma “forma de pagamento” ao “corrupto”?

Como todos sabemos, lawfare explica. Tem que sufocar o alvo com o número máximo de procedimentos judiciais, mesmo que redundantes, e maximizar as possibilidades de manchetes no Cartel Midiático, aliado, ao longo de toda a campanha. Um retro-alimentando o outro.

Como já tratei em post anterior falando da eleição na França deste ano, um dos pressupostos do lawfare visando a neutralizar um político com densidade eleitoral é, justamente, a novelização, a serialização, em capítulos, de forma a manter o noticiário quente.

Além de, assim, manter-se o controle da pauta, com o alvo sempre tendo de reagir – com uma “agenda de mídia” ~negativa~.

Ou alguém acha que as notinhas do talentoso e empenhado advogado de Lula, Cristiano Zanin (meu amigo no Face!), lidas pelo William Bonner depois de 20 minutos de massacre fazem grande diferença no “jogo”?

É exceção, e não regra, a possibilidade de contra-atacar e tomar dos autores do lawfare, momentaneamente, a pauta na guerra midiática.

(e inverter os papéis, colocando o outro lado na defensiva)

Alguns exemplos seriam:

(i) representações no CNJ e processos contra Moro / Procuradores / Delegados;

(os quais o próprio Moro, passando recibo, teve o desplante de apontar a Lula, em pessoa!, como "tentativas de intimidação"...
Sim... Moro seria "intimidado" por...
- ... colegas dele de magistratura!
Sensacional, não??)

(ii) a reclamação de Lula à ONU, gerando noticiário próprio ao longo do tempo - inclusive internacional, furando o bloqueio do Cartel Midiático;

(Não me recordo agora se Moro se queixou a Lula de mais essa "tentativa de intimidação" (rs) - internacional! - na audiência na provincial Curitiba.
Não me surpreenderia!)

(iii) os incontáveis apoios que recebe de personalidades dentro e fora do Brasil - que também devem ser serializados para serem mais efetivos;

(mais "intimidação" ao pobre do Moro de Maringá?? rs)

(iv) as turnês internacionais dos advogados de Lula em instituições de respeito ligadas ao “império da lei”, às “garantias fundamentais” e à “legalidade”, como Parlamentos e Universidades estrangeiros, bem como Organizações Internacionais intergovernamentais e não governamentais, etc.
Turnês que, novamente, também devem ser serializadas para serem mais efetivas;

(ditto!!)

E, como não poderia deixar de ser...

(v) todos os monumentais tiros no pé dos autores (“intelectuais”?? rs) do lawfare.

Exemplos?

- Os “miados” de Moro diante de Lula (ver acima);

- O PowerPoint do Dallagnol (que identifiquei como “masturbação em local público”);



 e...

- Mais esta ontem (entre tantas):



Gilberto: Essa auditoria internacional que o Moro mandou fazer para descobrir pelo em ovo contra Lula mostra o quanto eles estão dispostos a dar nó me pingo d'água para condena-lo.

Romulus: Exato! Justamente por isso que regras de competência, como vimos, bem “flexíveis”, podem ser novamente “flexionadas”.

É sempre bom lembrar, além disso, que no Brasil atual a literalidade da Lei foi pro espaço. Quem diz o que a Lei “quer dizer”, mesmo contrariamente ao próprio texto da Lei!, é o STF.

(p.e., lembremos da prisão em segunda instância rasgando inciso do Art. 5o da Constituição!)

Marc: Com relação ao adiamento do julgamento de Moro no CNJ, já não sei se não se deve, na verdade, à coisa não estar boa pro lado do Moro. Se estivesse no nível máximo de segurança, tinham tratorado e absolvido ele de cara. Como não puderam, adiaram. É assim que funciona o CNJ.

Romulus: Exato! Mas note bem: não “puderam” ou não... quiseram absolve-lo. E isso não prejudica a hipótese de acordão. Pelo contrário: mantem-se Moro “pendurado”, para ser “incentivado” a “conversar”, sabe...

Por o lado dele estar “fraco” (você foi gentil), Moro deveria ser ~demitido~ do Serviço Público – sem prejuízo da persecução penal. Isso, se a sanção administrativa de “demissão” também se aplicasse ao Judiciário, evidentemente.

O que não é o caso.

Mas ele sempre pode ser “aposentado compulsoriamente”.

Sim, mantém o salário integral...

Mas...

Perde holofote e microfone, o pobre.

É por aí que Moro poderá "ser entrado" no acordão...

Além, é claro, das suas digitais e pegadas na parceria – cheia de ilegalidades! – com a comunidade de inteligência dos EUA.

Como disse ontem, nas audiências Moro revela – involuntariamente, mas impingido pela ~necessidade~ – um verdadeiro PAVOR em relação ao tema. O que o leva a impedir, arbitrariamente, a produção de provas testemunhais pela defesa de Lula a esse respeito.

Mais claro impossível!

Afinal...

Quem tem ** tem medo, não é verdade?


Há, ao menos, a questão de como os Procuradores atropelaram o Ministério da Justiça nos acordos de cooperação bilateral - nos quais o MJ é especificamente denominado como ~a~ "autoridade central". Ou seja: o ponto focal no Brasil para ~qualquer~ interação com estrangeiros.









(i) Na "melhor" das hipóteses, isso tudo pode embasar pedido de nulidade das provas obtidas / produzidas em parceira.

Os advogados das empreiteiras, no início, faziam esse tipo de alegação. Antes da fase de "delações" e "leniências" começar.

Pararam.

Não apenas porque essa fase começou, mas, principalmente porque esse será um argumento invocado ~depois~...

"Por cima"...

Lá em Brasília...

Como uma das pernas do...

- ... acordão!

(ii) na pior das hipóteses, as estripulias (quais??) dos Procuradores, do juiz Moro e da PGR com seus "coleguinhas gringos" podem gerar responsabilidade ~penal~ e sanções administrativas pesadas, como o afastamento de seus cargos.

Entendem por que Moro, arbitrariamente, impede a defesa de Lula de produzir provas sobre esse tema - inclusive negando o registro em ata (!) das perguntas de Zanin a testemunhas, réus e até ao MPF (!) sobre o tema?

Que faz Moro sair do sério:

- Moro indefere pergunta de Zanin sobre "acordo de cooperação"... antes mesmo de ouvi-la!

- E ~impede~ o registro em ata (!)...

- Para... "ganhar tempo" (rs)

- Diante de um mero "capricho da defesa" (rsrs)




- "Estrangeiros" (!) na sala de audiência (?!).

- Zanin pergunta se estão ~identificados~ (para poder depois levantar a ficha, lógico) e Moro desconversa... ¬¬




No verso da moeda, compreendem por que a defesa - e o próprio Lula em pessoa! - fazem questão de bater nessa tecla olhando no olho de Moro e dos Procuradores??

Quem tem ** tem medo. (2)

Exato: Lula deve expor muito bem todos os esqueletos do MPF/Moro.

("Palestras"? Fora do Brasil? ~Quem~ contratou? ~Quanto~ pagou? No meu tempo grana para juiz tinha ~outro~ nome...)

Assim, Lula aumenta a sua alavancagem para a negociação política por cima.

Pois esse "jogo" é tudo ~menos~ jurídico.

*


Atualização 31/5: o "advogado da União"


Se o juiz nega a produção de provas pedida, o réu tem que recorrer na hora, na própria audiência. A priori, caso o recurso prospere, será determinada a produção da prova pelo ~mesmo juiz~.

*

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Como os EUA passaram a controlar a Petrobras e a JBS

TER, 30/05/2017 - 16:36

Luis Nassif

A respeito do post “Xadrez de como Janot foi conduzido no caso JBS” (https://goo.gl/ubAHLX) recebo informações de leitores que complementam a questão geopolítica apresentada.

Há duas áreas estratégicas no Brasil, de interesse direto dos Estados Unidos. Uma, a área de energia/petróleo; outra, a área de alimentos. Nelas, a Petrobras e a JBS.

O interesse estratégico na JBS se deve ao fato de ter se transformado no maior fornecedor de proteína animal para a Rússia e a China. Na Petrobras, obviamente pelo acesso ao pré-sal.

Nos dois casos, o Departamento de Justiça logrou colocar sob fiscalização direta do escritório Baker & McKenzie, de Chicago, o maior dos Estados Unidos, o segundo maior do mundo, com 4.600 advogados e 13.000 funcionários mundo e com estrutura legal de uma sociedade registrada na Suíça (Verein) para pagar menos impostos. É considerado ligado ao Departamento de Estado e ao Departamento de Justiça e é visto em todo o mundo como um "braço" do governo americano, atuando em alinhamento com ele na proteção dos interesses essenciais dos EUA.

No Brasil, o nome de fachada da Baker & McKenzie é o escritório de advocacia Trench, Rossi & Watanabe.

Trata-se de uma nova versão originaria do primeiro escritório Baker & Mackenzie no Brasil, fundado como Stroeter, Trench e Veirano em uma pequena casa na Rua Pará em Higienópolis em 1973. O cabeça era o advogado Carlos Alberto de Souza Rossi, filho do empresário Eduardo Garcia Rossi, ligado à SOFUNGE fundição do grupo Simonsen. Depois o Veirano saiu e montou seu próprio escritório e entrou o desembargador aposentado Kazuo Watanabe, um dos pais dos Juizados de Pequenas Causas.

O Trench, Rossi & Watanabe foi indicado pelo Departamento de Justiça como fiscal dentro da Petrobras, serviço pelo qual já cobrou mais de 100 milhões de reais. Hoje a Petrobras está sob supervisão direta  do BAKER MCKENZIE, que analisa todos seus contratos, vasculha seus e-mails, tentando identificar novas áreas de atuação suspeita.

Agora, assumiu a defesa da JBS, inclusive nas negociações com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O Baker McKenzie é o principal escritório da JBS nos EUA. O caso JBS está sendo monitorado de perto pelo governo dos EUA porque os EUA poderão ter de graça sob seu controle a maior empresa de proteína animal do mundo.

Na realidade a JBS "salvou" a indústria de frigorificação de carne dos EUA, toda ela quebrada, e salvou com dinheiro publico brasileiro.
O Brasil praticamente "entregou" a JBS ao controle do EUA. Os Batista não têm saída a não ser virarem americanos. É mais um bom serviço prestado pelos  moralistas do Brasil.

Antes os EUA usavam pastores evangélicos para penetrar nos países, hoje usam promotores.


*

Valdir: Lembrando, ademais, que Loures era o homem de contato do embaixador Sobel no Paraná em 2008, um ano antes da investigação da Lava Jato começar através do ex-Dep. José Janene.

Fabio: Moro é o carrasco do golpe: Enquanto ele estiver com as acusações contra Lula em julgamento, mantendo o lawfare em funcionamento, será poupado.

Mas se tiver de absolver o ex-presidente será crucificado por seus pares.

Romulus: Não há essa chance. Ele vai condenar mesmo sem provas.

Fabio: A questão será qual o impacto disso. Transformará Lula em mártir perante a população como imagina a militância ou acabará com o pêtê como sonha o coxinhistão?

Romulus: Algo no meio. Como sempre. Rs


*

A volta do “Interlocutor”

Interlocutor: A verdade é que Moro pode fazer isso sim. Ele tá marcado para ser rifado. Mas mesmo agora acho mais fácil o próprio Fachin prender o Loures.
Romulus: pois é. De qualquer forma, Fachin e Moro tocam de ouvido. Vai ser “coordenado”.

Interlocutor: Fachin e Moro estão em duas correntes distintas.

Moro tá perfeitamente contente com sua vendetta judicial-midiática contra o Lula.

E, em consequência, em conter a Lava Jato ao PT.

Fachin/Janot até agora parecem não estar.

Mas o pior para mim é essa “delação” do Palocci.

Ela simplesmente “não pode” acontecer.

(se não for seletiva!)

Imagina... Itaú, Bradesco...

Acaba tudo!

Romulus: Sim, você tem toda a razão.

Por isso que digo que Moro/MPF-PR e Fachin/PGR atuam “coordenados” – entre aspas!

Não há “partitura”, mas eles... “tocam de ouvido”...

Lá e cá!

Não têm os mesmos objetivos, mas um não vai agir para prejudicar – muito – o do outro.

Perceba: a outra perna do acordão pode ser justamente isso!

(i) Moro condena Lula por "pedalinhos", sem prendê-lo!, para – depois de “2018”! – ser inocentado;

(no TRF ou, senão, no STJ e STF mesmo)

E...

(ii) Em troca da sua liberdade (ou mitigação da pena), Palocci ~não~ delata.

Interlocutor: É... porque uma “delação” – seletiva – do Palocci provavelmente seria o suficiente para condenar "de verdade" (aspas!) o Lula.

E não por “pedalinhos”...

Romulus: Sim...

E é exatamente por isso que, do lado do PT, o “bem-estar” de Palocci é condição sine qua non para um acordão.

Uma regra fundamental do acordão:

- Se não estiverem todos ~muito~ “amarrados”, cada um pode traí-lo ~depois~ de receber a sua quota.

Note bem:

Condenar Lula “por pedalinho” não desagrada nem “coxinhas” nem “mortadelas”.

Todo mundo “save face”, preserva a imagem, diante do seu respectivo público. Moro e Lula!

*

Do GGN:

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Romulus: Temos analisado há semanas - eu e meus parceiros de blog - os termos das diferentes minutas de "acordão" e a sua evolução - desde dezembro de 2015! - à luz dos desdobramentos político-judiciais-midiáticos.

Nessa linha, já abordamos como MORO pode, não entrar, mas "ser entrado" no arranjo.

Hoje sai mais um indício no CNJ e com a possível ida de Rodrigo Rocha Loures para Curitiba.

Lendo este artigo do Nassif, além de outras barbaridades conhecidas, não é difícil imaginar como a PGR/MPF também "serão entrados".

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No STF, o partido da ~JURISTOCRACIA~ já perdeu a maioria. Restam firmes Barroso e Fachin no seu comando. Isso fica claro com Gilmar se sentindo cacifado para suas investidas recentes em favor do acordão (revisão da prisão em segunda instância / da delação da JBS / derrotas impostas a Fachin na 2a turma nos HCs dos reféns de Moro, entre outros).

Vou citar este artigo, Nassif, na atualização do meu de ontem, que tá com um bom nível de acessos.

*

Xadrez de como Janot foi conduzido no caso JBS

TER, 30/05/2017 - 12:38

Luis Nassif

Teoria do Fato é um método de investigação que o Ministério Público Federal introduziu na Lava Jato. É um nome vistoso para uma metodologia utilizada empiricamente por repórteres na cobertura de casos complexos.

Trata-se de montar uma narrativa com um conjunto de deduções amarradas a algumas informações objetivas.

Vamos montar nossa Teoria do Fato sobre o acordo de delação da JBS.

Movimento 1 – Janot e a Operação Norbert

Fatos: No dia 2 de janeiro de 2015 o GGN divulgava em primeira mão a ação penal 209.51.01.813801- que mofava desde 2010 na gaveta do PGR – na época era Roberto Gurgel (https://goo.gl/kd7LeA). Na noite do jantar de posse de Dilma Rousseff, antes de publicar a matéria, cobrei de Janot posição sobre o inquérito.

- Quando você tirará da gaveta a Operação Norbert?

A primeira reação de Janot foi demonstrar surpresa, sugerindo nada saber sobre o tema. Como já tinha todos os dados, despejei em cima dele: a operação em cima de um casal de doleiros no Rio de Janeiro, Norbert Muller e sua mulher, Christine Puschmann , montada por três procuradores de ponta do MPF – que você chamou para trabalhar na PGR -, que descobriu contas de Aécio Neves em Liechtenstein abertas em nome de uma tal Fundação Bogart & Taylor.

Aí Janot se lembrou e me disse que daria parecer no máximo até abril.

Publiquei a matéria. No dia 25 de março de 2015, o jornalista mineiro Marco Aurélio Flores Carone entrou com uma denúncia na Sala de Atendimento ao Cidadão, solicitando providências em relação à denúncia (https://goo.gl/EwgyPs).

Constatou-se que havia sido arquivada em 23 de fevereiro de 2010 pelo procurador Rodrigo Ramos Poerson, sob a alegação de que o Principal de Liechtenstein não tinha acordo de troca de informações com o Brasil.

No dia 15 de dezembro de 2015 Janot respondeu, informando que havia determinado o arquivamento dos autos alegando que a conta era de propriedade da mãe de Aécio, Inês Maria Neves Faria, com Aécio e irmãos figurando apenas como herdeiros. Além disso, segundo Janot, a mãe de Aécio não autorizara ninguém a abrir conta em seu nome e os valores movimentados eram inferiores ao mínimo a ser declarado ao Banco Central.

Em vista disso, determinava o arquivamento dos autos.

Esse era o Janot-Aécio antes do fator JBS.

Peça central em todas as etapas das investigações foi Marcelo Miller, procurador que conduziu a Operação Norbert, que viu indícios contra Aécio para remeter a denúncia para a PGR e que depois foi convocado por Janot para compor seu estado maior na Procuradoria Geral da República. Ou seja, o procurador Miller, em Brasília, não viu nenhum dos indícios apontados pelo Procurador Miller, quando no Rio de Janeiro.

Movimento 2 – a JBS ensaia a delação premiada

A água começou a bater no nariz da JBS com a delação de Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa Econômica federal, ligado a Eduardo Cunha. A empresa foi alvo de três operações da Polícia Federal, Sépsis, Greenfield e Cui Bono, bens foram bloqueados e os irmãos afastados da direção do grupo.

Os irmãos Batista já haviam traçado sua estratégia. Primeiro, mudar a sede da empresa e suas residências para os Estados Unidos. A maior parte dos negócios já estava por lá e seu pedido de mudança da sede seria muitíssimo bem acolhido porque daria aos Estados Unidos poder amplo sobre o maior fornecedor de proteínas animais para a China e para a Rússia. Não foi difícil um acordo de leniência com o Departamento de Justiça local.

Mas, antes, precisaria se livrar dos empecilhos legais no Brasil. E o caminho seria um acordo de delação que limpasse definitivamente a barra por aqui.

Advogados de Joesley Batista sondaram procuradores da Lava Jato em Brasília querendo abrir caminho para a delação premiada.

Um deles era Marcelo Miller, braço direito do PGR Rodrigo Janot e profundo conhecedor dos intestinos da Lava Jato. Além disso, profundo conhecedor da falta de vontade da PGR em investigar Aécio Neves.

Movimento 3 – Miller monta a estratégia

No final de 2016 Joesley Batista percebeu que precisaria de uma estratégia fulminante para impedir que a Lava Jato destruísse a empresa, a exemplo do que fez com a Odebrecht.

Há alguns meses, Miller manifestara a colegas a vontade de deixar o MPF. A partir de fins de 2016 provavelmente deu-se a aproximação de Joesley com ele. Vamos imaginar o diálogo:

Joesley conversou com Miller indagando como poderia obter uma delação premiada que o livrasse de todos os problemas no Brasil. O procurador alegou que seria difícil, mas não impossível. Teria que apresentar uma bomba atômica maior do que todas as anteriores. Mas teria que apresentar de tal modo que não restasse outra alternativa a Janot senão aceitar.

Qual seria o caminho?

Provavelmente a resposta foi algo do gênero: “Não posso dizer, porque não sou seu advogado”.

Foi um acerto rápido – a julgar pela cronologia dos fatos. Miller seria contratado pelo escritório Trech, Rossi & Watanabe, conceituado, contratado pela Petrobras para uma auditoria em todos os contratos e e-mails da companhia desde 2003.

Movimento 4 – preparando o bote
Antes mesmo de sair do MPF, Miller ajudou a montar a estratégia.

Primeiro, analisou com Joesley todos os trunfos que teria à mão. E Joesley apresentou seus dois maiores trunfos: a possibilidade de grampear conversas comprometedoras com Michel Temer e Aécio Neves.

Mas como convencer Janot a aceitar? Desde 2014, Janot sempre tergiversara quando as investigações roçavam Aécio Neves (https://goo.gl/iuSuxK). No Supremo, havia uma disputa entre ele e o Ministro Gilmar Mendes, inimigos declarados, mas revezando-se na blindagem a Aécio. Deixara incólume Dimas Toledo, o operador de Aécio em Furnas; recusara a delação da OAS, que seguramente incriminaria caciques tucanos.

Qual o caminho das pedras para aceitar a delação da JBS?

A estratégia consistiria, então, em apresentar provas tão bombásticas que Janot não teria outra alternativa senão aceitar. E nada melhor do que um grampo em Aécio Neves, o lado mais vulnerável de Janot, devido às suspeitas sobre sua falta de vontade de atuar contra o conterrâneo.

Miller pediu exoneração do MPF no dia 6 de março de 2017. O primeiro grampo de Joesley Batista foi um dia depois, no dia 7 de março de 2017 (https://goo.gl/OzX0Oi).

No dia 2 de abril de 2017 surgiram as primeiras informações de que Joesley estaria disposto a fazer as delações.

No decorrer do mês, houve a abordagem formal da PGR pela JBS para negociar o acordo de delação. O pacote incluía grampos com Aécio e Temer, em conversas comprometedoras; extratos bancários, números de contas no exterior por onde transitavam as propinas. E a informação de que já estavam de partida para os Estados Unidos.

Jogaram um elefante na sala de Janot, sem a menor possibilidade que fosse escondido debaixo do tapete, como foram escondidas as capivaras de Dimas Toledo, dos esquemas de Furnas, das parcerias com a Andrade Gutierrez.

Em pungente artigo publicado na UOL no dia 23 de maio de 2017, Janot admite como praticamente foi obrigado a aceitar a delação (https://goo.gl/CIb6oN).

“Em abril deste ano, fui procurado pelos irmãos Batista. Trouxeram eles indícios consistentes de crimes em andamento – vou repetir: crimes graves em execução –, praticados em tese por um senador da República e por um deputado federal.

Os colaboradores, no entanto, tinham outros fatos graves a revelar. Corromperam um procurador no Ministério Público Federal. Apresentaram gravações de conversas com o presidente da República, em uma das quais se narravam diversos crimes supostamente destinado a turbar as investigações da Lava Jato.

Além desses fatos aterradores, foram apresentadas dezenas de documentos e informações concretas sobre contas bancárias no exterior e pagamento de propinas envolvendo quase duas mil figuras políticas”.

Não é a declaração assertiva de um PGR no pleno comando das operações, mas explicações titubeantes de como foi obrigado a aceitar a delação e negociar termos bastantes favoráveis aos delatores:

“Que juízo faria a sociedade do MPF se os demais fatos delituosos apresentados, como a conta-corrente no exterior que atendia a dois ex-presidentes, fossem simplesmente ignorados? Foram as perguntas que precisei responder na solidão do meu cargo”.

Foi a chamada sinuca de bico. Ou aceitava ou haveria dois dos mais cobiçados alvos da Lava Jato livres, leves e soltos em Nova York e o fantasma do pacote de delação pairando sobre o pescoço de Janot.

“Finalmente, tivesse o acordo sido recusado, os colaboradores, no mundo real, continuariam circulando pelas ruas de Nova York, até que os crimes prescrevessem, sem pagar um tostão a ninguém e sem nada revelar, o que, aliás, era o usual no Brasil até pouco tempo”.

Movimento 5 – a adesão da Globo
Mas não bastaria. Entrava-se, agora, em um terreno tabu para a mídia, a criminalização dos seus aliados. Afinal, Aécio Neves quase se tornou presidente da República com jornais escondendo seu passado e todas as suspeitas que pairavam sobre ele. E membros da força tarefa da Lava Jato, de Curitiba, fazendo campanha ostensiva para ele através das redes sociais.

Além disso, já havia um cansaço com as estripulias da Lava Jato paranaense e críticas cada vez mais amplas contra o estado de arbítrio. Sem o bate-bumbo da mídia, o Ministro Luiz Edson Fachin dificilmente homologaria uma delação na qual o elemento de maior destaque era um grampo no próprio presidente da República.

Como furar o balão da cumplicidade da mídia, regada pelas verbas publicitárias articuladas por Eliseu Padilha?

Aí entrou a rede Globo e seu principal patrocinador – a JBS.

No dia 10 de maio de 2017 Joesley, mais sete executivos da JBS foram até o Ministro Luiz Edson Fachin confirmar os termos da delação premiada acertada com o PGR (https://goo.gl/D07n1Z). À noite, o Jornal Nacional monta uma cobertura de quase uma hora, improvisada. No dia 17 de maio de 2017, a notícia da delação é vazada para O Globo. No dia 18 de maio de 2017 Fachin anuncia a homologação da delação.

Imediatamente, a Polícia Federal prende Andreá Neves, invade os apartamentos de Aécio Neves, criando o episódio de maior impacto da Lava Jato desde a condução coercitiva de Lula.

O que cativou a Globo e a fez apostar todas as fichas na denúncia e, por consequência, no impeachment de Michel Temer? Quem vazou o acordo para ela, Janot ou os Batista? Como explicar quase uma hora de Jornal Nacional improvisado, com repórteres e comentaristas de olhos arregalados, balbuciantes, sem conseguir sequer seguir o script? E, mais ainda, contra o maior anunciante da Globo e rompendo o pacto com outros grupos de mídia?

Há um conjunto de possibilidades:

1.     A Globo foi convencida de que não haveria mais condições de apoiar Temer, depois que o pacote fosse revelado. A alternativa seria ela faturar jornalisticamente em cima da denúncia, cacifando-se para os jogos da sucessão.

2.     Houve uma negociação da Globo com a própria JBS, visando criar o fato consumado. Nenhum veículo investe a seco contra seu maior patrocinador com a desenvoltura com que a Globo endossou as denúncias.

Foi uma adesão tão rápida e improvisada que, de manhã, Mirian Leitão produziu uma bela reportagem com o ínclito Eliseu Padilha defendendo o governo; e à tarde, depois do editorial da Globo pedindo o impeachment, correu a retificar com uma notinha em que dizia que, à luz das últimas informações, o governo Temer não tinha remédio. As últimas informações eram o editorial de O Globo.

*

C.Q.D. !!

#Acordão !!

- Sim ou com certeza??

*

Lembrando que Fachin e Barroso, embora sigam unidos no Partido do Golpe Juristocrático no STF, sempre podem “ser entrados” no acordão – ou entrar de livre e espontânea vontade mesmo, quem sabe... – uma vez que a Rede Globo (na mídia só resta ela de fora) seja, por sua vez, “entrada”.

*

Parênteses (31/5) - o Cartel Midiático no acordão




*

Isso porque ambos, Fachin e Barroso, têm telhados de vidro.

E, como ~ensinou~ o Chico:

🎼 🎼
Procurando bem
~Todo mundo~ tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem

🎼 🎼

Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a ~missa~ termina

🎼 🎼

O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a ~batina~
Reparando bem, todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem

🎼 🎼






Ou, da mesma forma, Barroso e Fachin podem ficar “de fora” (aspas!), como “grilos falantes” ~light~ (olho no realce!)...

Devidamente recolhidos à sua insignificância de derrotados no ~PLENO~.

*

E, aí, o Barroso vai passar à “refundação da República”...

- ... lá na casa dele mesmo!

Afinal, senão os filhos, ao menos a mulher o ~elegeu~, não é mesmo?

O Brasil não!

*

Só a “bailarina” mesmo!!



*

Atualização: resolvi fazer uma "enquete"... rs




*


Atualização 31/5

Um... "tira-gosto" destinado a... "animar" o pessoal para a... "conversa"


- "~Pré~delação"...

- ~vazada~ em termos vagos...

Como não amar o Brasil??




Se isso foi vazado não pelos advogados de Palocci, mas pelos Procuradores, a coisa é ainda pior do que se pensava...

Não é só incompetência e provincianismo, não...

São BURROS mesmo!

Sequer percebem o que os favorece e os prejudica no "jogo". Estão sendo, candidamente, ~operados~!

Coitado do Dallagnol... melhor pedir baixa e ir abrir igreja mesmo... não hão de exigir tanta argúcia por lá...

Tadinho... o pobre não conseguiu traduzir "too big to fail" até agora!!

P.S.: o alvo escolhido - BTG Pactual - para o "petardo-tira-gosto", evidentemente, não é aleatório. Recado claríssimo!

E duplo:

(i) ao Mercado e aos bancos (enquadrem quem têm que enquadrar: Globo. E logo!);

(ii) aos políticos que articulam Nelson Jobim: "resolvam essa M. E logo!".

Afinal, Jobim era sócio do BTG Pactual até dias atrás.

(Assim como Pérsio Arida!)

Já "Abílio Diniz" serve ao mesmo propósito. Mas o destinatário do recado, dessa vez, é PIB industrial.

Tá claro ou preciso desenhar usando bichinhos?

Bem... talvez pro Dallagnol, né...


*

EXTRA: "Senado ~aderiu~ às DIRETAS! E por unanimidade!" - SQN!






*

Atualização 1/6

#Acordão

Como disse:

"Músculos"...




... e "piscadelas"!





E caiu num "independente"...

Nem do Partido do Golpe Juristocrático, nem do Partido do Acordão no STF:





*





Procurador preso por mesada da JBS pode ajudar defesa de Michel Temer

Por Andrei Meireles

Maio 31, 2017, 20:21

É grande a preocupação entre importantes procuradores da República com o que pode aparecer em relação a Marcello Miller. Sua reputação e competência profissional sempre foram consideradas impecáveis.

Miller teve atuação destacada, por exemplo, na Operação Lava Jato. Em março, ele surpreendeu os colegas ao sair do Ministério Público para ir trabalhar em um escritório de advocacia.

Mais do que o fato do tal escritório participar dos termos do acordo de leniência com o grupo JBS, o que causa apreensão foi o papel que Miller até então exercia nas investigações sobre o BNDES, inclusive de empresas dos donos da Friboi.

Pela ótica dos investigadores de Brasília, a apuração pelos colegas no Rio de Janeiro seguia lenta. Em algum momento, Marcelo Miller virou a esperança de acelerá-la.

Foram encaminhadas para ele várias investigações sobre negócios suspeitos do BNDES, algumas até hoje em sigilo.

O receio é de que um curto-circuito em algum fio desencapado possa atingi-lo. Um deles é o procurador da República Ângelo Goulart Villela. Hoje, ele é inquilino de uma cela na Penitenciária da Papuda, preso sob a acusação de receber mesada para repassar informações sigilosas para a JBS.

Ângelo tem mandado recados. Ele não seria o único do time da JBS. Teria colegas a entregar em uma delação premiada.

Pode ser blefe.

[Romulus: E pode não ser! Vamos ver abaixo a explicação dos incentivos econômicos, Andrei?

Se bem que... com quem ele negociaria essa “delação premiada”??

Com a...

- ... PGR!

As chances de isso sair são as mesmas de passar a emenda das “Diretas já”, sabe... ¬¬]

Mesmo assim seria mais uma carta nas mãos de quem quer colocar Rodrigo Janot na berlinda para tentar anular a investigação contra Michel Temer.

[Romulus: A única “carta na manga” dele é ameaçar vazar o que sabe – para além da PGR e do Judiciário – criando um fato ~midiático~.

Resta ver como o Cartel Midiático – para além da blogosfera – trataria ESSE vazamento. Se novelizaria, como todos os que interessavam à sua agenda política, ou se abafaria em algum rodapé na página 5 de uma sexta-feira.

É absurdo...

- ... mas em tese o Procurador preso poderia negociar esse vazamento/”delação” com quem quer puxar o tapete da PGR e tem – também! – o poder de...

- ... tirá-lo da cadeia!

Sabe quem??

- Um tal de... Michel Temer...

Que, por hora, tem uma certa “caneta”...

Que assina um tal de... “indulto presidencial”!

“Absurdo”, não?

Bem...

O Brasil, especialmente o de 3 anos para cá, ~é~ absurdo, não é verdade?

Pode alguém jurar de pés juntos que isso não poderia acontecer jamais??

Mesmo porque, com um vazamento com muita “carne” (da JBS?), criar-se-ia (opa... mesóclise!) um fait accompli – tal qual fez o Joesley! – obrigando MPF/Judiciário a aceitar/homologar.

Como é interessante o “jogo”, não??]

A conferir.


Sim, a conferir, Andrei...

E, enquanto esperamos, eu e você, sugiro a leitura a seguir.

Ela explica, com base na ciência econômica, por que é inteiramente possível (chegando já na fronteira do provável?) que o Procurador preso não seja o único “vazo comunicante” do MPF com empresas investigadas na Lava a Jato (e operações filhas).

E explica, também, por que ele serviria de “boi de piranha”.

Vamos lá?



(...)

Ciro: ah, sabe aquele juiz que fechou o instituto lula? É o cara que o Josley comprou...

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Romulus: Então...

O Joesley diz pro Temer no grampo que “comprou 2 juízes”.

Aí - na delação... - ele diz que "era mentirinha"!

Mas que o procurador "era verdade".

Já adianto: a “ciência econômica”, mais adiante, vai explicar essa... “discrepância” no tratamento juízes vs. procurador ~na delação~.

Mas voltando...

No relato, o advogado “dos 8 milhões” tinha só "amizade" com esse juiz aí, sabe...

O juiz ia ajudar o Joesley sim.... mas inconscientemente:

- Apenas porque ia sorrir involuntariamente no momento de despachar com esse advogado, por estar reencontrando um “velho amigo” (!).

Ah, tá...

Verossimilhança mandou lembranças, PGR!

Já o procurador...

Bem, o procurador, ao contrário dos 2 juízes, foi rifado.

E por quê?

Porque estava - obedecendo ao incentivo econômico para trair! - rompendo, na surdina, o ~cartel~ da sua corporação (MPF).

O Cartel, atuando em conjunto, tem poder de mercado monopolista. Ou seja: consegue impor “o preço” no enorme “mercado” das jogadas de poder e econômicas, movimentando os gigantescos interesses envolvidos na Operação Lava a Jato – e derivadas, como a Greenfield (JBS).

Mas sabe-se, da ciência econômica e do direito da concorrência, que há um enorme incentivo para cada um dos membros do cartel, individualmente - e na surdina!, trai-lo.

Com isso, ele consegue vender o seu “bem” por um “preço” alto: quase o mesmo praticado “oficialmente” pelo cartel...

Mas com um pequeno “deságio” para, mesmo com a “clandestinidade” da operação, a compra ainda ser interessante para o “comprador”.

Assim, o “traidor” individual maximiza os seus ganhos:

- Ganha com os ganhos comuns do Cartel (o preço de monopólio); mas...

- Não fica restrito aos tetos individuais para “produção e venda”, que visam a manter o preço.

Assim, ganha em jogada ~individual~ quase o mesmo do preço de monopólio.

Ou seja: “produz” tanto quanto pode individualmente, mas o preço ainda é o de monopólio – o acordado pelo cartel.

Preço muito maior do que o que o “preço de equilíbrio” se houvesse competição entre os membros do cartel, num “mercado competitivo”.

Isso porque, não sabendo da “traição”, os demais membros do cartel continuarão adstritos aos seus tetos individuais de “produção e venda”, praticando o preço único do cartel.

Novamente: o traidor ganha por vender tanto quanto pode produzir – sem “dar muito na pinta”, claro – mas ainda pelo alto preço do cartel.

Subtraindo-se apenas, como dito acima, um “pequeno desconto” para atrair o comprador.

(espero que alguns leitores ao menos tenham chegado até aqui (rs)... apesar do tema mais complexo e da explicação mais técnica)

Exemplo concreto disso tudo em ação:

- Observem o que acontece com os países da OPEP – o cartel mais famoso do mundo - e seus tetos individuais de produção – sempre ultrapassados (cladestinamente) pelos seus membros individualmente.

O raciocínio é o mesmo nessa história do procurador preso!

Mas...

Infelizmente para ele...

O Cartel – o MPF! – descobriu a “traição”.

E teve de agir!

Não apenas para punir aquele traidor individual, que prejudicava de fato o poder de mercado monopolista do Cartel no “mercado de jogadas”, mas, principalmente, pelo caráter pedagógico:

- “Punição exemplar” – para mostrar para todos os outros membros individuais do Cartel (todos os demais procuradores) o que acontece a quem trai o pacto.

Ciro: E, como bônus, ainda mostram para todo mundo que eles são capazes de "cortar na carne" (rs)... e estão dispostos a ir até o final...

Romulus: Exato – mostram que acima de qualquer um está o coletivo: o cartel!

Já os juízes...

Bem, esses não são rifados porque:

(1) Já agem, majoritariamente, em caráter individual nas suas jogadas – decisões monocráticas, apenas sujeitas a eventual concertação com os juízes de tribunais superiores;

(2) não têm relevância para jogadas futuras do cartel. Pelo princípio do juiz natural e do sorteio, a chance de voltarem a interagir nesse “mercado” (operações derivadas da Lava a Jato) é aleatória: 1 entre o conjunto de juízes aptos a serem sorteados;

(3) Caso a “álea da vida” fizesse alguma dessas operações cair com esses juízes, o cenário não poderia ser melhor para o Cartel: ambos os juízes ~já~ estão na sua mão com essa delação – que sempre pode ser “retificada”, não??

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(4) em sendo rifados os juízes, queimam o Judiciário "independente" e "meritocrático" como um todo.

Ora, quando provocado pelo Cartel, quem é que decide "soberanamente" num cenário de "instituições funcionando normalmente" (sic)?

- O Judiciário, claro!

*

Fecho com um comentário extremamente pertinente de um dos leitores do blog (os melhores do mundo!):

Des: O [escritório de advocacia] Trench Rossi e Watanabe [e o pobre do recém contratado da casa, o ex (!) Procurador Marcello Miller] "abriram" mão de uma negociação de 8 bi, para no dia seguinte ser fechada pela Bottini e Tamasaukas por 10,3 bi.

Viram que o Trench era bomba relógio, abriram mão de um acordo negociado durante meses... o caso mais caro de "assina pra mim" da história do Brasil.

Pobre Trench não vai receber nada. SQN.

Romulus: Pois é... dos meus dias de advocacia em grandes bancas de direito empresarial, sei bem como funciona "referral fee", “finder’s fee” e “success fee”, sabe...

Para (muito!) além das “billable hours”...

(só não sei como funciona “contrato de gaveta” com escritório-laranja...)

Sabe até que, coincidentemente, já tive o prazer de visitar o escritório do Trench, onde está hoje o Procurador, quer dizer, ex (!) Procurador Marcello Miller??

Lá no Prédio RB1, na Praça Mauá, no Centro do Rio.

Não fica, contudo, do lado que tem (a sensacional) vista pro mar...

Quem sabe essa delação da JBS não resolve esse problema?? 😉

*

Ciro: e novamente:

- Procurando bem, todo mundo tem pereba...

- Especialmente aqueles que ~Procuram~...


*

Inépcia ou má-fé?




Em qualquer um dos casos, inaceitável para quem quer "refundar Repúblicas", sabe...




*

Lembram da explicação dos incentivos econômicos para trair o cartel?

Eis exemplo de falta de coordenação vertical, deliberada ou não, no Judiciário/MPF, resultando na diminuição do seu poder de barganha ~coletivo~ :




*

A chantagem que paga bem

Ganham na ida e na volta...

Faça sol ou faça chuva...







*


Operação "Fica, Temer" em plena marcha


Entra a Monica Bergamo na rádio de manhã falando que ontem, no jantar do Conjur, sondou “advogados e Ministros”...

E que agora o "clima está melhor" para a ~chapa~ no TSE...

E que podem absolver Temer...

- ... e até a DILMA!

Alegam que "a ação começou com uma fundamentação e que depois entrou outra... e que não pode isso, coisa e tal..."

O que é obvio, mas nunca importou...

Até mesmo porque foi o GILMAR - né?? - quem reabriu o exame das contas de campanha da Dilma, já aprovadas, e mandou trazer os delatores da Lava a Jato, à la carte, para a ação no TSE.

Ação essa que Aécio tinha movido, originalmente, “só para encher o saco” (apud Aécio grampeado), né?

Como não amar o Brasil??

*

O passo casado “jurídico”-político


Tucanos querem que PSDB decida sobre Temer após relatório do ~TSE~

[Romulus: Opa!!]

Cresce no PSDB o movimento para que o partido decida sobre o desembarque do governo Temer já depois da leitura do relatório do ministro Herman Benjamin no Tribunal Superior Eleitoral, marcado para o próximo dia 6 de junho, informa o repórter Nilson Klava, da GloboNews.

A decisão, portanto, se prevalecer essa tese, sairá antes mesmo do fim do julgamento.

Durante um almoço que reuniu alguns dos principais caciques do PSDB nesta quarta, ficou claro para esses tucanos que seria contraditório o partido que entrou com a ação no TSE deixar de tomar uma posição quando o julgamento for retomado.

"Temos que tomar uma decisão até no máximo a próxima quinta-feira", disse um dos caciques que participou do almoço.

Apesar de o partido estar divido, tucanos dizem nos bastidores o movimento de desembarque do governo, já majoritário na Câmara, começa a ganhar força também no Senado.

"Hoje, o governo está insustentável. Os cabeças pretas do Senado estão se juntando com os cabeças pretas da Câmara", observou um outro senador.

Segundo relatos, existem atualmente três correntes no PSDB: aqueles querem sair; os querem ficar; e os que defendem uma "saída negociada". Os ministros tucanos Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) tentam conter o ímpeto da bancada pela saída.

Tucanos têm lembrado que, assim que estourou a delação da JBS, o também ministro tucano Bruno de Araújo (Cidades) quase deixou o governo.

Na ocasião, ele chegou a comentar com alguns parlamentares que não tinha condições de permanecer no governo, mas, segundo relatos, pensou que não precisaria tomar uma posição por avaliar que Temer anunciaria posteriormente a renúncia, o que não aconteceu.

Como Temer anunciou que permanecerá no governo, Bruno Araújo foi convencido de que o ideal seria uma saída conjunta dos ministros tucanos. Diante das divergências, a cúpula do partido passou a defender a solução negociada.

No início desta semana, em conversas com parlamentares da bancada, em São Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que está difícil convencer Temer de que a situação do governo é grave. FHC trabalha juntamente com o presidente interino do partido, Tasso Jereissati, para tentar reunificar o partido, seja dentro ou fora do governo.


*

O último a sair apaga a luz ~em Curitiba~

Desembarque:


  

E o choque:

- Um editorial do Estadão que ~eu~ poderia assinar embaixo.

Quer dizer...

Salvo por algum cacoete anti-petista e pró-Temer, que ninguém é de ferro...

Convenhamos: seria pedir demais de uma só vez, né?


Em meio a grave crise, a agenda nacional foi contaminada pelo pressuposto de que o País só será salvo se a classe política for desbaratada, como se fosse uma quadrilha. Isso não costuma dar boa coisa

O Estado de S.Paulo
01 Junho 2017 | 03h01

O juiz federal Sérgio Moro defendeu as delações premiadas, dizendo que, sem elas, “não teria sido possível descobrir os esquemas de corrupção no Brasil”. Segundo o magistrado, “a ideia é usar um criminoso menor para chegar ao maior, para pegar os grandes”. Quanto ao fato de os delatores terem sua pena abrandada ou até ganharem a liberdade, Sérgio Moro afirmou que “é melhor você ter um esquema de corrupção descoberto e algumas pessoas punidas do que ter esse esquema de corrupção oculto para sempre”, ou seja, “é melhor ter alguém condenado do que ninguém condenado”.

Trata-se de uma visão muito peculiar de justiça. Não se pode negar que as delações premiadas foram importantes para puxar o fio da meada que levou o País a conhecer o petrolão, maior esquema de corrupção da história nacional.

[Romulus: gozado... jurava que os números do Banestado eram de uma ordem de grandeza (!) superiores... ¬¬]

O problema é que, atualmente, a julgar pelo que chega ao conhecimento do público, as múltiplas acusações feitas pelo Ministério Público contra figurões do mundo político estão baseadas somente, ou principalmente, nas delações, sem que venham acompanhadas de provas materiais suficientes para uma condenação. Quando muito, há provas testemunhais, nem sempre inteiramente dignas de crédito ou confiança.

Criou-se um ambiente em que as delações parecem bastar. Se é assim, o objetivo não é fazer justiça, mas uma certa justiça. Aliás, ensinava o juiz Oliver W. Holmes que juiz não faz justiça, aplica a lei. Há tempos ficou claro que certos membros do Ministério Público têm a pretensão de purgar o mundo político daqueles que consideram nocivos.

[Romulus: poxa, Estadão! Que ingratidão!! Vocês estão, inclusive, deixando o repórter da casa, Fausto Macedo, o vazador oficial da Lava a Jato, numa saia justíssima!

Parecida com o duplo-tuíste-carpado que os Marinho impõem agora ao pobre do Jorge Bastos Moreno:




 (não é ~hino religioso~, mas...)

Canta pro Estadão, Beth:



 🎼 🎼 Você pagou com traição
a quem sempre te deu a mão 🎼 🎼 ]

Para esse fim, basta espalhar por aí, por meio de vazamentos deliberados...

[Romulus: “vazamentos deliberados” “por aí” (!!)

Sim, meus amigos... cara de pau não tem limite no Cartel Midiático]

... que tal ou qual político foi citado nesta ou naquela delação para que o destino do delatado esteja selado, muito antes de qualquer tribunal pronunciar sua sentença.

Foi exatamente o que aconteceu no episódio envolvendo o presidente Michel Temer.

[Romulus: puxa... pensaria em tantas outras pessoas antes dele...



Inclusive duas que já se sentaram na “cadeira” ora ~infectada~ pelo Temer ¬¬]

Em mais um vazamento de material em poder do Ministério Público, chegou ao conhecimento dos brasileiros uma gravação feita pelo empresário Joesley Batista com Temer na qual o presidente, segundo se informou, teria avalizado a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha. Quando a íntegra da gravação foi finalmente liberada, dias depois, constatou-se que tal exegese era, no mínimo, controvertida.

[Romulus: hahaha]

Mas em todo o episódio prevaleceu a interpretação feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para quem o diálogo é expressão cabal de uma negociata – e isso bastou para Temer ser visto por muitos como imprestável para permanecer no cargo de presidente. Assim é a política, como bem sabem os vazadores.

[Romulus: e quem publica vazamento não sabe, né??]

Enquanto isso, o empresário Joesley Batista, por ter grampeado o presidente da República para flagrá-lo em suposto ato de corrupção e por ter informado ao Ministério Público que deu dinheiro para quase 2 mil políticos com o objetivo de suborná-los, não passará um dia sequer na cadeia nem terá de usar tornozeleira eletrônica. Poderá até morar nos Estados Unidos, para onde já levou a maior parte de seus negócios. Isso, nos termos do ~escandaloso~ acordo de delação endossado pelo sr. Janot.

[Romulus: Páááááááááááááá!]

Se é verdade, como diz o juiz Sérgio Moro, que o objetivo dos paladinos do Ministério Público é “pegar os grandes” criminosos, como explicar que alguém que confessa crimes dessa magnitude, como fez Joesley Batista, não será punido? A resposta é muito simples: o objetivo não é pegar os grandes criminosos, mas apenas aqueles que, na visão dos procuradores da República, devem ser alijados da vida nacional – isto é, os políticos.

[Romulus: o que, quando eram ~apenas~ os ~políticos~ de uma certa sigla, nunca foi problema, como sabemos todos]

Ainda que nenhuma prova apareça para corroborar as acusações, o estrago já estará feito. E, no entanto, há muitos políticos honestos neste país.

[Romulus: melhor deixar assim no “genérico” mesmo, não é?

Sim, porque os políticos de predileção do Estadão não entrariam num eventual rol, não é mesmo?]

Assim, as delações se tornaram instrumentos eminentemente políticos.

[Romulus: Páááááááááááááá! (2)]

Na ~patética~ articulação em curso para encontrar um “substituto” para Temer...

[Romulus: quanto custou ao Eliseu Padilha, na SECOM, essa adjetivação “patética”?]

... caso o presidente caia, a primeira qualificação exigida é que o nome do candidato não tenha sido sussurrado por nenhum delator. Só então será considerada sua capacidade de governar o País. Essa é a prova de que a agenda nacional, em meio a uma das mais graves crises da história, foi definitivamente contaminada pelo pressuposto de que o Brasil só será salvo se a classe política for desbaratada, como se fosse uma quadrilha. Isso não costuma dar boa coisa.


Romulus: Páááááááááááááá! (3)

*


Ciro: O Acordão com Temer está em pleno vapor.

Folha dando mais uma contribuição:



Resta saber qual será a reação dos juristocratas.

Última novidade:

- Alexandre de Moraes pede vistas na questão do foro privilegiado.

O Governo articula absolvição no TSE.

De ambos: Dilma e Temer.

Ancorados também na alta conjuntural do PIB (baseada na supersafra), vão tentar passar a imagem para a população de que esse governo "rouba mas faz".

É a máxima do sábio Ricupero se fazendo cada vez mais presente.


Ganha força tese de que TSE adotará solução salomônica e absolverá Dilma e Temer

POR PAINEL

Para ambas as partes Ganhou força no Congresso e no Judiciário a aposta de que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pode adotar uma solução salomônica ao julgar o pedido de cassação da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer. Os ministros não devem acolher a tese de separação das contas da campanha de 2014, mas sim a de que a ação teve seu objeto excessivamente ampliado no curso do processo. Haveria, aí, brecha para o argumento de que a acusação inicial não é forte o suficiente para condenação.

Intramuros A tese foi discutida após sessão da corte eleitoral desta terça (30). Em outros tribunais superiores, magistrados dizem que a falta de opção para o Planalto caso Temer perca o mandato pesa sobre o TSE.

Unidos A defesa de Dilma foi a primeira a contestar a adição, por exemplo, de delações da Lava Jato aos autos do TSE. Na reta final do processo, advogados de Temer colocaram peso no argumento e anexaram três pareceres sobre o assunto ao caso.


Para salvar Temer, defesa quer que TSE exclua Odebrecht de ação

Com a proximidade do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), auxiliares e advogados do presidente Michel Temer trabalham para convencer ministros da Corte a não analisar as provas da ação que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer.
Em outras palavras, defendem que o julgamento não entre no mérito, e, sim, seja resolvido nas preliminares, argumentando que o escopo da investigação da ação foi ampliado com casos da Lava Jato, especificamente, com a inclusão da delação da Odebrecht no processo.
O problema – apontado por um ministro do TSE ouvido pelo Blog – é que o tribunal teria de dar dois "cavalos de pau" em sua própria análise.
O primeiro é em relação a uma decisão da primeira relatora da ação, a ex-ministra do TSE Maria Thereza de Assis. Em 2015, a magistrada votou pelo não prosseguimento da ação alegando fragilidade no conjunto de provas.
Ela foi derrotada por 5 a 2, incluindo o voto de Gilmar Mendes, atual presidente do TSE.
Naquela ocasião, o ministro argumentou que o que se buscava verificar era se recursos provenientes de corrupção na Petrobras foram ou não repassados para a campanha presidencial.
Ou seja, o TSE admitiu a análise das provas da Lava Jato na ação naquele momento para justificar o prosseguimento da investigação.
Mais recentemente, os ministros do TSE decidiram, em abril, aceitar os depoimentos dos marqueteiros Mônica Moura e João Santana.
O pedido para ouvi-los partiu do Ministério Público, mas as oitivas foram autorizadas pela maioria dos ministros do TSE.
Para o ministro ouvido pelo Blog, o argumento discutido nos bastidores é "incoerente". Diz ele: "Por qual outro motivo, senão a conexão com a Odebrecht, os marqueteiros foram ouvidos? Para falar de suas viagens em experiências internacionais, como República Dominicana e Paris?".
Eles foram ouvidos na ação sobre recebimentos em 2014 de pagamentos de caixa 2. O dinheiro, segundo eles, viria da Odebrecht.


Romulus: Todo mundo em jogral comigo:

<<ACORDÃO??
EU JÁ SABIA! 😂>> 

Acho capaz de rolar um pedido de vista no TSE. O PSDB - Gilmar - não ia perder a espada em cima da cabeça de Temer assim por nada...

A não ser...

Bem, a não ser que a renuncia já esteja acertada – e bem amarrada no Temer.

Se, de fato, eles absolverem, isso significa que o PSDB - apesar da divisão interna - fechou por cima com o "Fica, Temer".

E vamos, todos juntos, até 2018.

O julgamento passou a ser sobre o PSDB.

*

O PT

Quem mais não acreditou na sinceridade de ~1~ palavra sequer no artigo do José Dirceu – o Sr. Pragmatismo – hoje na Folha...

("Na Folha??" É, na Folha sim... reparem na "beleza" de afiliação que o Otavinho Frias reservou pro Dirceu no final do texto. Bem-feito!)

... virando, na terceira idade, um “trotskista” tardio e gritando: “Diretas ou morte!”??

100% destinado às bases!

Não duvido nada que seja ~ele~ o interlocutor pelo PT no acórdão em Brasília. 😂

Da Follha:

As ruas e as urnas

01/06/2017  02h00

José Dirceu

Em visita recente, o produtor Luiz Carlos Barreto lembrou-me de que o filme "Terra em Transe", clássico de Glauber Rocha, completa meio século. Não pude deixar de comentar que, novamente, o Brasil está em transe.

A única solução razoável, antes como agora, é uma catarse, uma revolução política, econômica, social e cultural. Não é possível um acordo com quem rasgou o pacto constitucional de 1988 e atropelou a soberania popular.

Os golpistas e seus avalistas, ao derrubarem um governo legal e legítimo no intuito de revogar direitos e conquistas históricas do povo brasileiro, puxaram a faca e cometeram crime de alta traição à democracia.

Romperam o fio da história e colocaram em risco nossa soberania. Querem nos reduzir, de novo, à linha auxiliar do império.

A coalizão golpista deu origem a um governo abarrotado de históricos corruptos. Nada disso, porém, importa aos falsos santarrões que incensam a Operação Lava Jato, desde que os usurpadores fossem úteis para a aplicação de reformas que destruíssem o legado petista, a herança trabalhista e os êxitos do último processo constituinte.

Olhando e revisitando a história de nosso país, sabemos o que está em jogo: o desmonte do recente e precário Estado de bem-estar social, previsto na Constituição de 1988 e implementado durante as administrações de Lula e Dilma Rousseff.

Assalta-se a renda do trabalho para garantir o pagamento de juros exorbitantes, a ampliação da taxa de lucro das grandes corporações e a retomada dos fundos públicos pelas camadas mais ricas.

[Romulus: será que o Dirceu terceirizou a escrita e entregou o artigo para o Rui Costa Pimenta, do PCO?? 😂]

Os golpistas não hesitaram em sabotar o governo Dilma. Decretaram verdadeiro apagão nos investimentos e créditos, ampliando a recessão, levando pânico aos cidadãos e paralisando o país.

Tratou-se de um vale-tudo para recuperar o comando do Estado e impor uma agenda rejeitada pelos eleitores desde 2002.

Não se vacilou em pisotear as regras democráticas e forjar um arremedo de regime policial, no qual se opera a serviço de objetivos político-ideológicos.

O Brasil precisa de liberdade para decidir seu futuro, com eleições diretas, um novo governo popular e a convocação de Constituinte soberana. É vital romper a camisa de força do rentismo e da concentração de riqueza, reformar os sistemas financeiro e tributário. Só assim viabilizaremos o desenvolvimento econômico, social e cultural.

[ 😂😂😂]

Essa tarefa é histórica e pressupõe superar os limites comprovados dos governos petistas - apesar dos avanços reformistas, ainda não transformamos as estruturas de nossa sociedade e do poder político.

Não há espaço para conciliação. É necessário, para o bem-estar social do país, dar fim à armadilha de uma falsa harmonia nacional e um ludibrioso salvacionismo contra a corrupção.

[Romulus: pega mais leve, Rui! Tá dando na pinta demais que você foi o ghostwriter! 😂]

O horizonte das forças populares e de esquerda deve ir além das próximas eleições presidenciais, agora ou no próximo ano. Podemos até vencer, mas sem ilusões: sob quaisquer circunstâncias, nosso norte é o avanço no rumo de uma revolução política e social, democrática.

A meta é lutar, resistir e preparar um governo de amplas reformas. Sob a proteção de um novo pacto constitucional, originário das urnas, se a casa-grande voltar ao leito da democracia. Pela força rebelde das ruas, se nossas elites continuarem de costas para a nação.

José Dirceu foi deputado estadual e federal pelo PT e ministro da Casa Civil (governo Lula). Foi condenado em primeira instância na Lava Jato a 32 anos de prisão



*

Atualização 2/6 - Juristrocratas contra-atacam




*

Atualização 3/6 - Contra-ataque se intensifica.

- Novamente, em vários fronts.

- E com o velho "tocar de ouvido" Brasília-Curitiba:



- Tiros no PMDB:



- No sábado - e não ontem... - que é para impedir recurso da defesa, que só poderá ser apresentado na segunda.




- Tiros no PSDB:







- Tiros no “Partido do Acordão” no STF:



- Tiros em Lula / PT:



- Tiros na mídia: queimar a que aderiu ao acordão - Record - e ameaçar a que pode aderir - Globo



*

E o PMDB tira uma ~picanha~ (JBS!) do “Partido da Juristocracia” no STF:

(para além da PGR, com seus procuradores... “vira-casacas”)



*

PT ~fala~ "Diretas ou morte!"






Mas...

De novo a tática (aqui não restava muita opção mesmo...) de:

(i) gritar "é ~golpe~" (pra militância/sociedade); e

... na sequencia...

(ii) agir (institucional-politicamente) tão somente como se tivesse perdido uma... ~eleição~.

*

Escolha a correta dentre as opções abaixo:

- Se não sair "Diretas" (que não vai mesmo...) os parlamentares do PT irão:

- se retirar do Congresso Nacional.

- parar de negociar execução de emendas com o Executivo/Planejamento.

- chamar a população à desobediência civil.

- denunciar o Judiciário como coautor do (novo) golpe.

- Todas as alternativas acima.

... ou...

- Nenhuma das alternativas acima.

Pois é...

Pelo menos, com essa resolução, o PT adia o dilema entre, de um lado:

- O ~imperativo~ político-pragmático de sobrevivência (sua e, por tabela, da esquerda com viabilidade eleitoral em eleição ~majoritária~!)...

... e, do outro...

- A radicalização das suas bases, que não aceitam mais conciliação com... “golpistas” e "traidores".

Ok...

Mas adia o dilema por quanto tempo?

Um par de semanas?

Bem... se e tiver “tudo isso” até Temer cair ou não – em "definitivo".

Seja com TSE, seja com aceitação de denúncia (ou não) pelo ~PLENO~ do STF.

É bom as cabeças do PT já irem pensando numa nova redação para esse en même temps” à la Presidente Macron - aquele que adota a posição política de extremo...

- ... centro! rs




Porque esse "en même temps" aí de cima tem um prazo de validade de...

- ... dias!

*

P.S.: tudo o que vai acima - tanto com relação ao "é golpe!" de ontem, como com ao "Diretas ou morte" de hoje - vale também para o...

- ... PSOL!

A diferença - fundamental! - é que o PSOL ~não~ se propõe a vencer eleição majoritária. E, muito menos, a governar.

*

Já lanço o slogan de campanha:

<<VEM NI’MIN, JOBIM!>>

😂

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Jornal GGN - Em sua coluna no Valor Econômico, a jornalista Maria Cristina Fernandes fala sobre a possível candidatura do ex-ministro Nelson Jobim em uma eventual eleição indireta, em caso de impeachment ou renúncia de Michel Temer. 

Ela destaca que a coluna que Jobim escrevia no jornal gaúcho Zero Hora foi suspensa há duas semanas, coincidindo com a ascensão do ex-ministro como o “nome mais suprapartidário para o colégio eleitoral”. Fernandes afirma que o advogado tem o mérito de defende a tese impopular de que não há solução para a crise fora da política. 

"A criminalização da política serve a impostores e déspotas. A crise política se resolve pela política”, escreveu o ex-ministro, demonstrando preocupação com a aparição de uma aventureiro para 2018. A jornalista também pontua que, recentemente, Jobim deu uma palestra no BTG-Pactual dizendo que não acreditava mais que Temer iria permanecer no Planalto. 

Leia mais abaixo: 

Do Valor


1/6/2017

Por Maria Cristina Fernandes

Os leitores do "Zero Hora", de Porto Alegre, estão há duas semanas sem um dos seus principais colunistas. A seção fixa que o advogado Nelson Jobim mantinha no jornal às segundas-feiras foi descontinuada por tempo indeterminado. A suspensão de suas colunas coincidiu com a ascensão do ex-ministro de três governos, ex-ministro de dois tribunais superiores (STF e TSE) e sócio de André Esteves no BTG-Pactual, como o nome mais suprapartidário para o colégio eleitoral que pode vir a ser convocado para a escolha de um eventual substituto do presidente Michel Temer.

No seu escritório de advocacia, informa-se que a suspensão temporária se deu em função do momento político do país. O ministro temia ser mal interpretado em seus contundentes artigos. Entre seus leitores mais atentos, e não apenas dentro das fronteiras gaúchas, a suspensão das colunas foi vista como uma iniciativa de Jobim para se preservar da percepção de que poderia vir a ser o coveiro da Lava-Jato. O colunista tem o destemido mérito de cultivar a tese, cada vez mais impopular, de que não há saída fora da política. A leitura dos textos sugere que a suspeita sobre sua licença procede.

Seis dias depois da divulgação da delação dos executivos da Odebrecht, Jobim publicou coluna intitulada "A crise". Dedicou-se, no texto, a desautorizar, com seis pontos de exclamação, a validação, como prova, daquilo que fora dito pelos delatores: "Aqueles que visaram a vantagens com suas delações passaram a ser fonte da verdade absoluta (!!!). (Os corruptores passaram a ser fonte de certeza (!!!))". O ex-ministro também contestou a interpretação de que o sistema político ruíra frente à abundância de deputados, senadores e governadores alvos de inquérito. Nas contas expostas no texto, apenas 12% dos congressistas haviam sido atingidos. Ao esgrimir seus conhecimentos na matéria, adquiridos em mestrado na Universidade Federal de Santa Maria, nunca concluído, disse que o país estaria diante do "erro lógico da generalização empírica", tese do filósofo austríaco Karl Popper.

A constatação de que o país está à beira de uma catástrofe, na visão de Jobim, viabilizaria o aparecimento de um "caudilho redentor" que apenas substituiria um problema por outro. A ausência do prefeito de São Paulo, João Doria, e do deputado Jair Bolsonaro das listas das empreiteiras não era tema de sua coluna, mas o ex-ministro não disfarçou a preocupação com as consequências das delações sobre o plantel de opções para 2018: "A criminalização da política serve a impostores e déspotas. A crise política se resolve pela política".



(eu não, porque não dou dinheiro ao Cartel Midiático...)



*

Atualização 4/6:

(1) “Pré” (!) “delação” “vazada” (!) do Palocci Vol. 2


Do GGN:

Lauro Jardim: Delação de Palocci só sai se tiver Lula e BTG Pactual

DOM, 04/06/2017 - 10:55
Jornal GGN - O jornalista Lauro Jardim publicou, neste domingo (4), que na negociação de delação de Antônio Palocci com a Lava Jato, a força-tarefa fez uma exigência: é preciso citar Lula e o BTG Pactual, de André Esteves.
"O MPF [Ministério Público Federal] fez um pedido explícito: que o ex-ministro fale sobre o...

... BTG Pactual (!) e Lula (dããã).

Na delação, há anexos sobre a CAOA, Cosan, BVA [~banco~ falido!] e...

... o CARF (!)", ....

.... afirmou. Palocci teria prometido contar esquemas de compra de Medidas Provisórias envolvendo Esteves.
Em depoimento a Sergio Moro, Palocci indicou que teria informações sobre empresários e pessoas que atuam no mercado financeiro que podem rendem um novo braço de investigação para a Lava Jato. Na semana passada, Folha publicou que além disso, Palocci teria dado sinais a investigadores de que está disposto a falar de Lula, especialmente da criação da Sete Brasil.
André Esteves chegou a ser preso pela Lava Jato na mesma operação que derrubou o senador cassado Delcídio do Amaral. O banqueiro revelou ter acesso a documentos sigilosos da operação e foi acusado por Delcídio de aceitar dar dinheiro para evitar uma delação de Nestor Cerveró. Ele conseguiu um habeas corpus e está em liberdade.
Ainda segundo Lauro Jardim, "enquanto Antônio Palocci negocia delação, seu irmão Adhemar (ex-diretor da Eletronorte) tem, com toda discrição possível, procurado alguns grandes empresários para ~conversar~."

Romulus: E mais uma vez o par de “Cassandras” do blog avisou...

Olhem a atualização de 31/5 aí em cima:

Um... "tira-gosto" destinado a... "animar" o pessoal para a... "conversa"

- "~Pré~delação"...

- ~vazada~ em termos vagos...

Como não amar o Brasil??

(...)

O alvo escolhido - BTG Pactual - para o "petardo-tira-gosto", evidentemente, não é aleatório. Recado claríssimo!

E duplo:

(i) ao Mercado e aos bancos (enquadrem quem têm que enquadrar: Globo. E logo!);

(ii) aos políticos que articulam Nelson Jobim: "resolvam essa M. E logo!".

Afinal, Jobim era sócio do BTG Pactual até dias atrás.

(Assim como Pérsio Arida!)


Se o conteúdo dessa “notinha” do Lauro Jardim for verdadeiro – o que está longe de ser o caso, como sabemos... – é seguro afirmar que esses “vazamentos” (!) da “pré” (!!) “delação” vêm mesmo dos emissários de Palocci.

Além dos alvos que mencionei acima – mercado financeiro e políticos pró-Jobim – acrescente-se:

- ~Todo~ o PIB brasileiro: CARF (!)

- ~Todo~ o Congresso Nacional: “compra de MPs”.

- Lula e o PT: delatar “Lula” + “compra de MPs”.

“Recado para Lula e o PT”?

“O que Lula e o PT poderiam fazer para ajudar Palocci?”

Ora, trata-se de um “incentivo” a mais para Lula e o PT... hmmm... “se engajarem”, ainda mais, nas tratativas do acordão...

E para sopesarem a radicalização dos discursos - para as bases... – de teor “Diretas ou morte!”.

Basicamente...

- Palocci fala para o PT ter cuidado com as suas palavras e ações... porque ~ele~ pode realizar esse “ou morte” sim...

De novo:

- Está claro? Ou eu preciso desenhar usando bichinhos (pro Dallagnol)?



*

(2) Os “meritocráticos” ~sem~ mérito (!)

Ciro: Aliás... a prisão que está cantada e anunciada em verso e prosa e a PF apreende papéis que incriminam Temer em posse do Rocha Loures?!

Pelamordedeus... é zombar da minha inteligência mesmo ou é recadinho para o Temerário?

Folha de S.Paulo on Twitter
TWITTER.COM

Romulus: diria que é recado. Mas nessa altura já aprendi a não descartar a burrice não...

E por que “recado” ao Temer e aos seus?

Ora...

Aquele "Loures é ~decente~ e não vai delatar" categórico do Eliseu Padilha em entrevista foi super "se for delatar a gente mata antes" (apud Aécio), não?

Senti uma vibe totalmente Camorra / Cosa Nostra!

Vai ver que esses “fortuitos” papeis encontrados pela PF já são...

- ... seguro de vida!

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Afinal, Loures está na Papuda, mas a mulher – grávida! – filhos, pais, irmãos, etc. tão fora, né?

“Conhecia a família dele” (!)

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*

Ciro: Sobre a juristocracia querer destruir a política, vou colocar aqui elemento ~probatório~.

Na peça em que a PGR/MPF pede a prisão de Aécio Neves, começa-se com uma citação de...

- ... Ayn Rand (!)

Digam se é possível haver governo (qualquer que seja) assim:

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Romulus: Ciro, me dá um abraço!!!

Agora, além de convicção temos a prova!!

Confissão de próprio punho dos juristocratas!

- Ayn Rand...

Como...

- ... epígrafe da peça em que o ~juristocrata~ pede prisão.

De um...

- ... Presidente de Partido Politico!

- C . Q . D . ! ! !

Prova cabal para a veeelha ~convicção~ do blog:




Fantástico!

- Ayn Rand vira uma anódina... "escritora russa" (!)

- Na citação MAIS BATIDA dela de TODAS (!)

Citação essa que LITERALMENTE a gente recebe daquela nossa tia por Whatsapp, sabe...

Bem...

"Literalmente", ao menos no meu caso, não é recurso discursivo de ênfase não...

É ~literal~ M E S - M O:

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../../Desktop/Ayn%20Rand%20WhatsApp%20Image%202016-11-26%20at%2010.59.56.jpeg


- Páááááááááá!!


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- Quem mais acha que o Procurador que escreveu essa peça acusatória também recebeu a citação por Whatsapp da tia dele e sequer leu um livro que seja dessa tal "escritora russa"??


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Cara... quando eu falo que o Brasil supera QUALQUER realismo fantástico em termos de falta de verossimilhança...

O Brasil é o ~rascunho~ da caricatura!!

Aceite isso:

- O ~juristocrata~ investe contra a política com epígrafe da...

- ... Ayn Rand (!)

Tipo...

O juristocrata SEQUER tem ideia do quanto entrega fazendo isso!!

E ~esse~ é o "meritocrático", hein??

Imagina os sem mérito!!


Ciro: Tem aquele outro Procurador da Lava a Jato que diz que a ausência de provas é a prova do crime (!)

Eu, se fosse ele, abria a peça com epígrafe bíblica:

Hebreus 11:1. "Ora, a é a certeza de coisas que se esperam, a ~convicção~ de fatos que se não veem."


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"Capítulo" seguinte:


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"Capítulo" anterior:





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<<Olho no “Acordão”: Moro, Janot e Fachin dançando nesse “baile”>>
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A tese central do blog:



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Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como "uma esquerdista que sabe fazer conta". Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.

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