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Atualizado em 7/12: O <<juízo final>> no STF hoje Queria poder dizer que criei esta montagem, mas não......

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9.1.17

"Diretas Já" ou "Volta, Dilma": o falso dilema


"Diretas Já" ou "Volta, Dilma": o falso dilema

Admiro os participantes do evento. Conheci Rui Costa Pimenta melhor vendo suas certeiras análises políticas durante o processo de "golpeachment".

Aragão todos nós já conhecíamos e admirávamos, né?

Mas...

Vendo postagem no Facebook divulgando esse evento, só pude comentar o que segue:





Fora que...

Né??

Quem, por acaso, julgaria a ação pedindo a anulação?

Seria - excepcionalmente... - a Corte Constitucional...

- ... da Alemanha??

*

Parece que, na lavagem cerebral coletiva por que passaremos, também esqueceremos ~ quem são ~ os Ministros do STF...

- ... inclusive eles próprios!



9 comentários:

  1. Concordo inteiramente. A força neoliberal está a todo vapor, mesmo com os fracassos registrados até agora. Quem aprovou o golpe ainda acredita que ele pode dar algum resultado, e os golpeados não se sentem fortes o suficiente para encaminhar uma campanha como essa com a mínima chance de sucesso. Isso tudo além do que você já citou, como a outra campanha, a das Diretas, e a falta de um poder julgador isento. Acho que as forças devem se unir agora em torno de uma reação forte contra o desmonte do Estado e dos direitos coletivos e individuais.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Mesmo com as armadilhas deixadas pelo caminho. Por exemplo: Não há outra forma tão eficiente de barrar todo esse retrocesso como uma constituinte q não retalhe ainda mais a CF88; mas aí reside um enorme perigo...quem seriam os seus condutores? Esse congresso q aí está ? Com o poder imenso de uma mídia comprometida com esse retrocesso ? O q surgiria desse parto ?

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  2. Está aí uma questão difícil de opinar. A priori, diríamos Não. Não é melhor que Dilma volte. O que ela conseguirá reverter dessa imundície que estão fazendo neste país? Como enfrentar um Congresso corrupto, apadrinhado por uma mídia inescrupulosa? Tomar pra si a culpa desse destroço? O espaço deixado não tem luz, não tem aresta, porque a única força que poderia fazer com que auxiliasse e alavancasse seu retorno à administração do país seria o povo, e este teve o cérebro abduzido pela força fascista. Isso tudo seria o princípio e também o fim. Infelizmente, isso! Adoraria vê-la novamente em seu posto que foi arrancado, usurpado, pois através disto nos arrancaram as vísceras, os pulmões, deixando-nos apenas com o coração batendo fraco, mas insistente em busca de solução.
    Agora, um único ponto: tentar desmantelar o golpe e exigir diretas põe no chão, se vitória tiver, toda essa arruaça, e isso é um abridor de caminho para retomarmos a Democracia, não que seja juntando os cacos. E, já que o Brasileiro tem boa cola, não custa partir pra esta luta. Simbora!

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  3. corrigindo e completando a postagem feita: nem que seja juntando os cacos.
    ...não custa nada partir pra luta e assim deixar marcada na história deste país a desmoralização da quadrilha composta pela Mídia, pelo Congresso, e pela "Justiça". Simbora!

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  4. Nem Dilma agora, nem Lula 2018.

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  5. Esse é o grande impasse. Concordo com o Romulus. O golpe foi muito bem tramado, mesmo a colocação do mordomo do Drácula foi criteriosamente arquitetado. Não descarto mesmo a hipótese de que o todo poderoso juiz de província tenha recebido instruções claras do seu big boss, o Tio Sam. Os 12 anos de PT no governo troxe avanços, sem dúvida, mas foram avanços frágeis, para usar uma palavra em moda, sem sustentabilidade. E o que daria sustentabilidade? Um esforço no sentido de politizar o processo, de elevar o grau de politização popular. Quando digo politização, não me refiro à adesão ao partido A, B, C ... Z, mas o empoderamento popular para discutir questões relevantes, para que se possa discutir questões como homoerotismo, democratização do funcionamento das instituições republicanas, enfim um sistema realmente participativo.
    O PT, preso à sua visão economicista do processo, acreditou que os programas de renda mínima, investimentos sociais do tipo Minha Casa Minha Vida, e o maior de todos os feitos, a saída do Brasil do mapa da fome, automaticamente carreariam votos para o PT. Não foi assim, os programas de elevação de renda foram virtuais, centrados em empréstimos bancários; a banca ficou feliz da vida, o próprio Lula disse não entender porque os bancos cerraram fileiras contra o PT, pois nunca haviam ganhado tanto. Só que vivemos uma gravíssima crise do Capital, como todas as crises do sistema capitalista, é uma crise de superprodução, mas superprodução de quê? De dinheiro, lembremos que dinheiro é mercadoria, a mercadoria universal. O capital financeiro, a fração dominante do capital, tem produzido dinheiro à rodo. E o mecanismo de dominação dá-se por intermédio da dívida. O Estado brasileiro endividou-se com a banca, 50% do PIB vai para a ela. Produzimos rios de dinheiro, as famílias estão endividadas, as indústrias são vendidas a preço de banana e o capitalista industrial torna-se sócio dos bancos. Daí o apoio deles ao golpe. Só que esta dívida é uma bolha, ela é impagável, e o capital não tem onde investir. Na China? A China mudou o seu perfil de investimentos e hoje privilegia o mercado interno.
    O mecanismo imediato da política econômica do golpe é implantar políticas neoliberais para ampliar a exploração da força de trabalho a todo custo, com isso aumentar a margem de lucro das empresas que vierem a se instalar aqui. Há grandes canditadas a isso. Se a Odebrecht, a OAS, e Petrobras quebrarem serão substituídas por empresas estrangeiras que para garantir a sua taxa de lucro precisam que a exploração da força de trabalho seja intensa e que os gastos sociais sejam reduzidos ao mínimo. O ideário econômico do golpe tem sido claro nesse sentido. Mesmo declarações bizarras como as do deputado Marchezelli (acho que é esse o nome do cidadão) de que estudar é pra filho de rico mesmo, nunca foram tão verdadeiras. Essa é a verdade obscena do Capital. Para que investimentos em pesquisa e desenvolvimento se as soluções que serão trazidas para cá, as soluções modernas, já estão prontas?
    Há saída? Não há saída que não seja política, não há saída que não passe pelo trabalho de formiguinhas de discutir nos locais de trabalho, nos templos, nos sindicatos, nas ruas. Trabalho de reorganização da estrutura política, com partidos com ampla base popular, há que se fazer grandes alianças de esquerda, com propostas claras e concretas para resolver a crise. Pois a crise será resolvida, resta saber se no quadro da hiperexploração da força de trabalho, com a precarização das condições de vida dos trabalhadores; ou por uma saída democrática que para ser viável tem que ter força e responder às questões que se colocam para a sociedade.
    A solução não passa nem pela volta da Dilma, nem Lula 2018. Passa pelo acúmulo de forças e por uma proposta revolucionária para resolver a crise.

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  6. Ou seja, parte da esquerda (digo parte porque houve gente mais consciente que já sabia que essa proposta não daria certo) defendeu "diretas já" quando era para defender a permanência de Dilma e agora defende "volta Dilma" quando deveria lutar pelas eleições diretas. Simples falta de "timing", rsrsrs...
    P. S.: Romulus, adoro seus textos! Parabéns pelo blog.

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