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Atualizado em 7/12: O <<juízo final>> no STF hoje Queria poder dizer que criei esta montagem, mas não......

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6.6.17

Nova “Constituinte”? Alerta pro golpe!

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Nova “Constituinte”? Alerta pro golpe!


Por Romulus

Do GGN:


Por Luis Nassif

(...)

A saída ideal - Qualquer saída – diretas ou indiretas – terá que levar em conta a resultante final: eleições gerais com regras que impeçam a manutenção do controle do Congresso pela bancada eleita por empreiteiras e pela JBS.

A saída ideal seria uma Constituinte exclusiva, com candidatos eleitos pela população para um mandato de no máximo dois anos, não podendo voltar a se candidatar.

Seria a maneira da sociedade brasileira assumir o controle, dar uma arrumação geral na casa e devolver a política aos políticos profissionais.

*

Comentário crítico:


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Foi o Tarso Genro quem lançou em 2013, né?

Sei não...

Alguém já ouviu falar disso em algum outro lugar do mundo?

"Constituinte exclusiva" para reforma política??

Mais uma jabuticaba?

E com altas chances de sair bem amarga...

Isso porque uma vez convocado o Poder Constituinte ~originário~ - soberaníssimo, acima de Presidente, Parlamento, STF, PGR, FFAA e tudo mais - quem é que vai dizer onde começa e onde termina esse tal de "mandato ~exclusivo~" para "Reforma Política"??

Quem vai dizer que eles não podem ~mudar~ essa "regrinha" de mandado de 2 anos sem reeleição?

Obviamente serão os próprios “constituintes” quem determinará o escopo da sua competência. A “sociedade” fica, no máximo, com um “contrato de gaveta”.

E...

Sequer assinado pelos próprios “constituintes”!, posto que anterior à sua “convocação pelo povo” (numa eleição).

No mais, resta o bom e velho fio do bigode:

-¡Tranquilitos, brasileños!

- ¡La garantía soy yo!

*

Aliás... tenho uma dúvida adicional...

Alguém pode me dizer:

- O que, na literalidade, se exclui da palavrinha... "Política"??


(…)

Concepto amplio de política

Una definición más amplia (acuñada de diversas lecturas) nos haría definir la política como toda actividad, arte, doctrina u opinión, cortesía o diplomacia; tendientes a la búsqueda, al ejercicio, a la modificación, al mantenimiento, a la preservación o a la desaparición del poder público.

(…)

Es por ello que cuando se utiliza la definición más amplia de 'política', se suele aclarar que esta es una actividad de la que es muy difícil sustraerse, por encontrarse en casi ~todos~ los ámbitos de la vida humana.

(!!!)

Pois me parece o bom e velho "jeitinho brasileiro"...

Habilidade excepcional para gambiarras e casuísmos ...

E que não nos tem dado muito motivo para orgulho na nossa vida institucional recente, sabe...

Pior:

- Essa história de "se livrar dos políticos profissionais (essa raça maldita...)";

... e...

- Substituí-los - magicamente? Mediante eleição na Suécia? - por gente "da sociedade" (qual, cara pálida??) cheira muito ao discurso de um JURISTOCRATA... um concursado, "meritocrático", à la Dallagnol.

#MEDO

*

Olhos (ainda mais) arregalados:

Estarmos sucumbindo a esse discurso no ~nosso~ campo é péssimo sinal para o prognóstico da guerra POLÍTICA vs. JURISTOCRACIA (Mercadista)!





Pois é disso que se trata!

Nem mais, nem menos!

*

E o artigo fecha com a seguinte conclusão:

É um tema capaz de mobilizar o Ministério Público, para impedir abusos de poder econômico, e abrir espaço para novas referências em uma sociedade em que os melhores nomes não têm espaço (...).

Ora!

Não tenho eu a mais remota dúvida a esse respeito!!!

Mas...

Na atual quadra, pensava eu ser óbvio:

- Isso é problema!

- E não solução!!

E tem mais:

- O MPF também vai assinar um “contrato de gaveta”?

- E vai arrancar um “fio do bigode” como prova (cabal, Dallagnol?) de que na “Constituinte” atuará da forma mais ~desprendida~ que a mente humana pode conceber, ocupando-se ~apenas~ de “impedir abusos do poder econômico”?!

Olha, eu tenho MUITO, mas muito, MEDO da definição dos... JURISTOCRATAS (!) ~MERCADISTAS~ (!!) de o que venham a ser essas tais de:

- “Novas (!) referências (!!) em uma sociedade (!!!) em que os ~melhores~ nomes (!!!!) não têm espaço (!!!!!).

Digam-me, por favor:

- E onde que faltou esse... “espaço” aos tais... “melhores nomes”, hein?

- Seria em... “eleições”?

- (antes?) Submetidas à regrinha do...

- ... “sufrágio ~universal~”?!

Soa ou não soa como o suprassumo da “meritocracia” anti-política demófoba e autoritária?!

Pois advirto:

Vai ser difícil fazer MPF/Judiciário/Mídia desistirem do protagonismo ~político~ que conquistaram nos últimos anos.

- Provaram sangue...

- ... e gostaram!

Pensam os "neo-constituintes" que Procuradores (!), Juízes (!!) e os filhos do Roberto Marinho (!!!) ficarão esperando, candidamente tal qual cordeirinhos, os tais "representantes do Povo... reunidos em Assembleia Constituinte (!)" virem cortar as suas asinhas??

Pergunto:

- Isso é ingenuidade ou má-fé de políticos/ juristas/ cientistas ~políticos~ (!) que querem vender essa panaceia??

Nesta altura já aprendi que uma não necessariamente exclui a outra!





*

Discurso anti-política: será que não aprendemos nem com nossos próprios erros??

O “histórico” (como bem qualificou o Nassif) depoimento do ex-Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, sobre o seu percurso – e frustrações! – na Prefeitura traz muitas luzes sobre o quão tiro no pé é esse discurso "despolitizante" para a esquerda.

Mas parece que algumas pessoas têm dificuldades de aprender até com os próprios erros!




*

Abaixo o perfeccionismo filosófico!

Com muita adequação, o título da seção sobre a “Constituinte” no artigo do Nassif é:

- A saída ~ideal~

Sabem qual é o problema??

- Cada brasileiro tem um “ideal” para chamar de seu!

E o que é ainda pior?

- Que entre os mais de 200 milhões de habitantes do Brasil não encontraremos ~2~ definições de “ideal” – sequer! – que coincidam!

E sabe como a humanidade, desde que o mundo é mundo, resolve esse “probleminha insolúvel” da discrepância entre o que um e o outro chamam de “ideal”?

Respondo com um...

Repeteco (1):


(…)

Concepto amplio de…

<<POLÍTICA (!)>>

[Ah-rá!!]

Una definición más amplia (acuñada de diversas lecturas) nos haría definir la política como toda actividad, arte, doctrina u opinión, cortesía o diplomacia; tendientes a la búsqueda, al ejercicio, a la modificación, al mantenimiento, a la preservación o a la desaparición del poder público.


E fechando:


A tentação perfeccionista e do "despotismo esclarecido"

Zeca: Curioso para ver isto funcionar, em um Estado em que cada vez mais os juízes julgam com a bíblia nas mãos...

https://3.bp.blogspot.com/-LkoGE53OkyQ/WMJxrWSoXAI/AAAAAAAAPUc/0hN1U3gGkN4jzSqyxDqypPc6a6tGAPa6wCLcB/s1600/Screen%2BShot%2B2017-03-10%2Bat%2B10.12.12.png


Romulus: Gente, mais uma vez a gente entra na discussão do "jeitinho" ~juristocrático~ para resolver desfuncionalidades da democracia.

Sei não...

No caso, é o medo do consórcio PSDB-Casta Jurídica-Mídia de o "baixo clero" cansar do papel secundário em eleição majoritária e lançar candidatura autônoma.

Talvez com o...

- ... Bolsonaro?! (PSC, né...)

https://3.bp.blogspot.com/-njMl7OatZaI/WMJyL2jEXlI/AAAAAAAAPUg/Z10DWLvYSCsT6rsX6hpRO6F8i0mrJpEewCLcB/s1600/Screen%2BShot%2B2017-03-10%2Bat%2B10.29.38.png


Para sair daí e pular para um tirar a “influência ~indevida~” dos...

- Movimentos sociais, sindicatos, etc. nas eleições é um pulo!

<<Temos de resistir à tentação do perfeccionismo e do
despotismo esclarecido...
Porque cada um tem uma
"sociedade perfeita" pra chamar de
sua. E, por incrível que pareça (!),
NENHUMA é igual à outra!>>

Giselle: No caso é pior: é apenas o mau caratismo “esclarecido”!


https://2.bp.blogspot.com/-2bPihzA7s1g/WMJyebU_FXI/AAAAAAAAPUo/c_yikFq93Q4_MJUyvDyYtRCH9d_aJ42wwCLcB/s1600/Screen%2BShot%2B2017-03-10%2Bat%2B10.24.05.png


https://1.bp.blogspot.com/-B0FROzY-qaQ/WMJyeYmFVxI/AAAAAAAAPUs/eOxHkHNjRmcIUSCH4j6Ku28UdLi4ZZzZACLcB/s1600/Screen%2BShot%2B2017-03-10%2Bat%2B10.25.33.png


*

Aqui, a íntegra do artigo do Nassif.

Tirando a parte final, que comentei acima, assino embaixo de todo o resto:

Xadrez de um país controlado pelo crime organizado

SEG, 05/06/2017 - 09:18

Luis Nassif

Peça 1 – o crime apossando-se do Estado

Há uma preocupação global com a tomada do poder nacional pelo crime organizado. O Brasil se tornou um caso emblemático, inédito de jovem democracia que, após inúmeros avanços sociais, morais e econômicos, teve como desfecho a subordinação do país ao crime organizado. E não se está falando das vinculações entre o tráfico e o Congresso, que ainda não foram devidamente apuradas.

Por aqui, montou-se o mais esdrúxulo pacto da atualidade. Em troca de entregar reformas profundamente antipopulares, excessivamente radicais, enfiadas goela abaixo da população sem nenhuma negociação - e, por isso mesmo, de vida curta -, a organização que se apossou do poder ganhou salvo conduto para assaltar.

Temas de alto interesse nacional, com reflexos sobre as próximas décadas, como a venda de terras públicas, a flexibilização ampla no licenciamento ambiental, a demarcação de terras indígenas, concessões portuárias, tudo está sendo entregue, no mais amplo processo de desmonte a que o país foi submetido.

Há muitas dúvidas sobre a oportunidade ou não das diretas-já. Mas há uma certeza: Temer não pode continuar.

O país está no estágio do chamado trem desgovernado. Há um início de reorganização da opinião pública, os partidos políticos tentando entender o momento, mas ainda assim, um estado de estupor generalizado, caracterizado pelos seguintes pontos:

1. Um assalto ao Estado, através de aparelhamento indiscriminado da máquina, disseminação de portarias, sede para negociatas, sem nenhuma forma de controle.

2. Uso do Estado para subornar todos os poderes, incluindo a mídia, conforme se apurou em grampo recentes do senador Aécio Neves. Compra a mídia com publicidade, parlamentares com leis e portarias, autorização para venda de terras públicas, flexibilização selvagem das leis ambientais, concessões de portos e de teles.

3. O único fator de contenção é a perspectiva de queda de Michel Temer. Qualquer sinal de fortalecimento de Temer significará uma ampliação desmedida dos processos de assalto aos cofres públicos.

Peça 2 – Temer é insustentável

Por qualquer ângulo que se imagine, só há uma certeza inabalável: o governo Temer é insustentável.

Ele comanda uma organização criminosa que se aboletou no comando do país. É o grupo que chantageou todos os governos eleitos, desde a redemocratização, composto por políticos sem compromisso de país empenhados exclusivamente em fazer negócios.

Mais que isso, não parou depois de assumir o cargo. Levou para dentro do governo seus próprios operadores pessoais. E foi flagrado combinando acertos com Joesley Batista, da JBS, todos os passos documentados: a indicação de Rodrigo Loures, como seu homem de confiança; o acerto de taxa de sucesso, se o pleito junto ao CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico) fosse acolhido; e o pagamento de propina, em dinheiro, devidamente registrado pela Polícia Federal.

Em qualquer outro país, o escândalo levaria multidões à rua, a vergonha se espalharia pelas páginas de jornais, revistas, pelas imagens de TV, pelos programas de rádio.

No entanto, com o controle do governo, Temer apossou-se de um conjunto de poderes que estão sendo utilizados para impor as negociatas. A organização Temer ganha salvo-conduto para depenar o Estado.

Enquanto persistir com o Executivo na mão, há o risco do mesmo poder corruptor ser exercido sobre outras instâncias, além do Congresso e da mídia. É evidente o chamado periculum in mora para a democracia brasileira.

Peça 3 – as eleições indiretas

O risco de eleições indiretas seria subordinar a presidência à mesma quadrilha parlamentar.

Ora, hoje em dia a presidência está entregue ao alto comando dessa quadrilha. Por tal, se entenda o pessoal mais profissional no exercício da corrupção política, que mantém a grande articulação do assalto sistemático ao Estado.

Na pior das hipóteses, mantém-se o polvo sem cabeça, se dá um freio nesse assalto indiscriminado ao país e de impõe um mínimo de recato na vida pública.

Na melhor das hipóteses, há a possibilidade do novo eleito promover um mínimo de conciliação, visando pacificar o país com vistas às eleições de 2018.

Peça 4 – as eleições diretas

Nada tira a legitimidade do voto direto.  O que se discute são as eleições diretas agora ou no próximo ano.

A vantagem das eleições diretas seria promover uma reaglutinação de forças e voltar a discutir o futuro. O inconveniente seria reacender o clima bélico da polarização, além de acirrar o protagonismo político da Polícia Federal e da Lava Jato. E, no quadro atual de desestruturação partidária, a possibilidade de abrir espaço para aventureiros.

Peça 5 – a saída ideal

Qualquer saída – diretas ou indiretas – terá que levar em conta a resultante final: eleições gerais com regras que impeçam a manutenção do controle do Congresso pela bancada eleita por empreiteiras e pela JBS.

A saída ideal seria uma Constituinte exclusiva, com candidatos eleitos pela população para um mandato de no máximo dois anos, não podendo voltar a se candidatar.

Seria a maneira da sociedade brasileira assumir o controle, dar uma arrumação geral na casa e devolver a política aos políticos profissionais.

É um tema capaz de mobilizar o Ministério Público, para impedir abusos de poder econômico, e abrir espaço para novas referências em uma sociedade em que os melhores nomes não têm espaço dentro do universo de banalidades criado pela mídia e pelas redes sociais.


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<<Nova “Constituinte”? Alerta pro golpe!>>
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