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19.4.17

Alerta na França (e Brasil!): quando a mídia se dará conta de que o Séc. XX já acabou?

Espelho do post desta semana - muito lido - que misteriosamente "sumiu" em algum momento de ontem para hoje. Escrevi ao Google / Blogger no Twitter perguntando o que aconteceu (o link dá que o artigo "não existe", mas no cache do próprio Google, gravado 4 dias antes, está perfeito). Aguardemos.


Publicado 18/4 - 12:25

Atualizado 19/4 - 21:20
(Replicado 23/4 - 17:40 - faltam os maravilhosos comentários, disponíveis no cache do Google, aqui)



ALERTA NA FRANÇA (E BRASIL!): QUANDO A MÍDIA SE DARÁ CONTA DE QUE O SÉC. XX JÁ ACABOU?


Por Romulus

- Quando?? Bem, ao que parece tarde...

- "Gênio indomável": o que acontece quanto um “gênio” é tirado da garrafa, para ser instrumentalizado pelo... hmmm... “amo”, mas depois não quer mais voltar para dentro?

- Na França – como no Brasil – um alerta para a grande mídia, diante da sua insistência em brincar de feiticeiro nos complicados cenários político-eleitorais atuais.

- Dança-se, irresponsavelmente, no fio da navalha. Num contexto já bastante complicado em nível global, propenso à polarização, à radicalização e à intolerância na disputa política. Realidade que leva à precarização da governabilidade - quem quer que seja o governante de plantão.

- "A Era dos Extremos": se “as paralelas se encontram no infinito”, os extremos do espectro político, fechando o círculo, encontram-se (novamente) em 2017.

- O alvo? A “terceira via”... o “neoliberalismo progressista globalista”: “de direita” na economia e “de esquerda” em questões societárias.

- A luta: de um lado, o projeto liberal-globalizante, que vive crise aguda, e, do outro, a resposta "soberanista", empunhada tanto pela extrema-esquerda como pela extrema-direita.

- Atualização (sim... já!): a (pseudo) "bomba" - o "atentado terrorista ~desarmado~ a um candidato".




*

“França 2017” – o plano:

A mídia passou toda a eleição levando o candidato da extrema-esquerda, Jean-Luc Melénchon “no colo”:



- Zero críticas + pautas discretamente favoráveis (cobertura benévola dos debates, agenda, comícios, etc.).

Pergunto:

Ora, e por que uma coisa inusitada dessas?!

Pois eu mesmo respondo:

- Para que ele, no mínimo, tirasse votos e, no máximo, ultrapassasse o candidato da ala esquerda do Partido Socialista, Benoît Hamon.

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Hamon tinha 18% de intenções de voto no lançamento da sua campanha, num quarto lugar não muito distante dos três primeiros colocados, de extrema-direita (Marine Le Pen), direita (François Fillon) e centro (Emmanuel Macron), que oscilavam todos na faixa dos 22%.

Melénchon, num distante quinto lugar, tinha então 11%.

- Da esquerda (opa!) para a direita: Benoît Hamon, François Fillon, Emmanuel Macron, Jean-Luc Melénchon e Marine Le Pen.
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Com a desidratação de Hamon, calculavam os barões da mídia e seus prepostos nas redações, fortaleceriam o seu candidato preferido:

- o “dauphin (príncipe-herdeiro) de François Hollande, Emmanuel Macron.

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O objetivo era duplo:

- Fariam-no para o “presente” – já que Macron disputa, pela “direita”, o eleitorado do PS com o mesmo Hamon nesta eleição;

- Mas, principalmente, pelo “amanhã”: a “humilhação eleitoral” (imaginem algo como o PT tendo menos votos que o PSOL numa eleição) calaria a ala esquerda do PS, encabeçada hoje por não outro que... Hamon, e entregaria o partido de bandeja, sob o comando da ala “direita”, a um Macron eleito presidente.

Assim, Macron presidente teria menos dificuldade para formar maioria no Parlamento. Afinal, poderia contar já de saída com as cadeiras de um dos dois grandes partidos da França, o PS.

*

“França 2017” – a realidade:

Mas...

Nem tudo sai conforme planejado, não é mesmo?

De fato, a mídia conseguiu implodir a candidatura Hamon, vista por ela, na largada, como "mais perigosa" que a de Melénchon.

Isso porque parecia ser a mais viável... com a maior possibilidade de decolar no campo progressista e, com esse “momentum”, crescer para cima do Centro.

Fatores:

- Hamon vinha com muito elã, depois da vitória com folga – totalmente surpreendente – em uma grande primária, multipartidária.
Feito notável: derrotou, de forma acachapante, o candidato da máquina partidária no segundo turno.
Algo como se Bernie Sanders tivesse derrotado Hilary Clinton na primária do Partido Democrata, nos EUA, de 65% a 35%;

- Trazia o programa mais inovador, tendo a “renda mínima universal” como carro chefe. Contava, ademais, com o melhor time de formuladores, a começar pelo economista Thomas Pikkety;

- Era menos iconoclasta: pró-União Europeia / permanência no Euro e na OTAN.
Seu programa despertaria, portanto, rejeição potencial menor no eleitorado, na comparação com o da extrema-esquerda, de Jean-Luc Melénchon.
Melénchon é contrário a tudo isso: UE, Euro e OTAN. Além de defender uma aproximação com a Rússia.

(Aliás, em todos esses aspectos Melénchon coincide com o programa da extrema-direita, de Marine Le Pen.
Hmmm... se “as paralelas se encontram no infinito”, os extremos do espectro político fecham o círculo e se encontram (novamente) em 2017).

- Com habilidade, costurou de cara o apoio do Partido Verde (mais à esquerda que o PS).
Outro baita feito: os ecologistas pela primeira vez desde 1974 (!) não lançariam candidato próprio, passando a apoiar Hamon.

- Por fim, Hamon é mais jovem e conta com a melhor estampa, na comparação com o veterano Melénchon.

Dito e feito:

- O massacre midiático do programa de Hamon – principalmente com a estigmatização da renda mínima universal (“uma bolsa-vagabundagem??”) – concertado com o boicote de todo o establishment do PS – devidamente ~novelizado~ nos meios audiovisuais(*) – reduziu as intenções de voto de Hamon à metade.

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[(*) Em mais um sinal de concertação, a cada dois ou três dias um grande nome do PS ia a um programa de grande audiência criticar o programa de Hamon e declarar apoio a...
- Emmanuel Macron.
Para piorar, mesmo os (fogos) “amigos”, que, ao contrário, declaravam apoio “por disciplina partidária” a Hamon, iam à mídia, no mesmo ritmo novelizado, para marretar seu programa. Depois de "declarar apoio" sem nenhum entusiasmo, claro.
Mui “amigos”... ../Fotos%20Artigos/Emojis/eye%20roll.jpg ]


Mas o candidato da extrema-esquerda, o trotskista Melénchon, não parou na ultrapassagem - "humilhante" (como a mídia queria...) - de Hamon...

Seguiu subindo e agora está emparelhado com os 3 da dianteira, num desfecho imprevisível a menos de 5 (!) dias do pleito.

- 4 candidatos com chances de chegar ao 2o turno, em empate técnico (!), com intenções entre 18 e 22%, de acordo com pesquisa divulgada hoje.

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Melénchon (“providencialmente”... ../Fotos%20Artigos/Emojis/eye%20roll.jpg) agora estacionado em 18%, Fillon (direita) recuperando 2 pontos (voltando a 20%), Macron e Le Pen caindo de leve, de 24 para 22%.

O queridinho da mídia, Macron, antes isolado na liderança, caiu diante do ataque dos adversários. Esses ataques conseguiram, sem muita dificuldade, ir onde a mídia disse amém: evidenciaram sua inconsistência programática (e de postura).

Suas posições podem ser resumidas por:


<<Concorda um pouco com todos,
mas não concorda totalmente com ninguém...
não é de esquerda nem de direita, mas sim...
de esquerda ~e~ de direita (?)...
a favor do progresso (?) e contra o conservadorismo”>>

Como cravou Marine Le Pen num debate:

- O vazio mais absoluto!

Cabe tudo aí dentro...

(Bem, tirando coisas como monarquistas e católicos fanáticos...)

*

Resultando:
- A gente morre sim, mas morre rindo!

Vou rir muito (antes de sucumbir junto no colapso financeiro na Europa...) se houver um segundo turno entre Marine Le Pen - extrema-direita - e...

- ... Jean-Luc Melénchon! (extrema-esquerda).

Os dois propondo:

- saída da UE, do Euro e da OTAN; bem como

- a aproximação com... a Rússia de Putin!

Além de explosão de gastos públicos, com um Estado-providência vindo diretamente da "era de ouro", pré-desmonte neoliberal. Tanto no social como nas intervenções no domínio econômico.

Ora, ora...

Extrema-esquerda e extrema direita com o mesmo programa econômico e com a mesma política externa?

Tenho de me repetir:

<<Se “as paralelas se encontram no infinito”,
os dois extremos do espectro político fecham o círculo
e se encontram (novamente) em...
2017!>>

O alvo?

A “terceira via” dos anos 90, de Tony Blair e compahia...





Tão mal representada no Brasil por... FHC.

Aquilo que Nancy Fraser chama de “neoliberalismo progressista”, ao que acrescento “globalista”:

<<“de direita”, liberal e internacionalizante na economia,
e...
“de esquerda” em questões societárias>>

(“valores” / temas "morais" – p.e., direito ao aborto e à eutanásia, descriminalização das drogas; direito penal mínimo; proteção e promoção de minorias – e.g., negros, mulheres e LGBTs; multiculturalismo / anti-xenofobia)

../../Desktop/nancy%20fraser.jpg
../../Desktop/nancy%20fraser.png


*

Acorda mídia!

Não estamos mais nos anos 1950!



A grande mídia tem que entender que ela consegue sim ainda ~começar~ ou ~impulsionar~ ondas de opinião...

Mas...

Com as redes sociais, ~não~ consegue mais enterra-las ~quando bem entende~

- Elas se autonomizam!

Está assim hoje na França com Melénchon (e com Le Pen, que a mídia nunca conseguiu enterrar)... e também de certa forma com Bolsonaro no Brasil, alimentado por 13 anos de pautas exacerbando ódios antes subterrâneos, devidamente instrumentalizados na luta contra o PT.

Por exemplo:

<<Será que a Globo consegue cortar as asinhas da Força Tarefa da Lava Jato quando bem entender?>>

Num mundo em que cada celular se tornou uma...

- ... estação de televisão em potencial??

Com correntes de Whatsapp, blogs, exércitos de militância virtual no Facebook, Twitter, etc. e...


../../Desktop/Screen%20Shot%202017-04-18%20at%2012.55.34.png

(...)

../../Desktop/Screen%20Shot%202017-04-18%20at%2012.54.50.png

(...)

../../Desktop/Screen%20Shot%202017-04-18%20at%2012.53.59.png


Repeteco (francófono):

- Entrevista com o maior ~criador~ - confesso! - de "fake news" nos EUA!







Aproveitando citação do J.P. Cuenca da semana passada:





*


<<Acorda mídia! 2017 já...>>

*

"O Crepúsculo dos Deuses"

Sim, "o mundo vai acabar"...

Mas pelo menos acaba comigo podendo rir de alguém:

- Da grande mídia!

*

Ou melhor...

Vou poder continuar rindo deles:

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"Essa foto foi um flagrante ontem na redação da Folha de SP.

- constatação após giro no twitter: maior sequela do enterro do golpe será orgulho (ainda mais) ferido da imprensa familiar e seus colunistas.

- não fazem nem acontecem mais...

- editorial de Otavinho reconhecendo que não há base para impeachment mas exigindo 'renúncia já' dá peninha...

- cinema bom é sempre ótima pedida para escapar da realidade adversa por algumas horas.

- mas se recomenda que as “Glorias Swansons” da imprensa familiar não vejam "Crepúsculo dos Deuses" antes de ajustar o antidepressivo com o psiquiatra.

Vamos medicar logo os editorialistas e colunistas para deixar a fala: "Mr. Demille, Mr. Demille... I'm ready for my closeup" apenas para a interpretação trágica da verdadeira Gloria Swanson.

Não perceberam eles - ou resistem a aceitar - que o calendário passou. Não estamos mais nos anos 90. A mídia familiar, reverbera, acentua, exacerba, mas não define a pauta.

*

Bom dia, Cinderela...
Corre que você tá atrasada, gata!

Em tempo: desde a semana passada a grande mídia francesa voltou, tardiamente, suas baterias contra Melénchon.

Como?

Ora, sem o mínimo de imaginação e originalidade...

Promete, como era de se esperar, o (bom e velho) "caos" com ele.

E, sem medo do ridículo, ameaça, inclusive, com o “espantalho-mor”:

<<o nosso velho conhecido...
- ... o “Chavismo”!>>

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... naquela mítica acepção “comuno-bolivariana-da ditadura gayzista-feminazi-do foro de São Paulo- ... ... ...”, que tanto choca aquela nossa tia-avó, veterana da “Marcha pela Família com Deus” de 64, sabe...

O melhor comentário (do ano!) foi o do cartunista Aroeira lá no Face:

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../../Desktop/Screen%20Shot%202017-04-18%20at%2013.59.10.png../../Desktop/Screen%20Shot%202017-04-18%20at%2014.00.05.png../../Desktop/Screen%20Shot%202017-04-18%20at%2014.01.07.png


*

Haverá ainda tempo para esse joguinho?

Bem, a minha torcida já deixei claro qual é, não?

Cansei:

#QueimaAporraToda !!

#Dracarys

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*

Bônus: a Segolène Royal () tá no meu time...

Sabiam que não sou só eu quem vai afundar no dilúvio sim, mas rindo pacas??

 
 


*

Para quem entende francês - vídeos im-per-dí-veis:

(1) Journal de 20h

Noticiário da semana passada (13/4), fortuitamente resumindo, em apenas 10min (!), todos os movimentos de último minuto.

Tanto dos candidatos como da mídia:



- Campanha de Macron perde, visivelmente, o gás. Tenta estancar a sangria;

- Hamon foca no núcleo duro da sua base, os pobres urbanos, para assegurar uma votação mínima digna;

- O “Beijo da morte”: François Hollande finalmente revela o óbvio - seu candidato é...
... Emmanuel Macron (dããã!).
Completamente descolado da realidade, como só a solidão do poder permite, ele acredita que faz um ~favor~ à campanha de Macron declarando seu apoio e atacando Melénchon (!).
Ha… ha… ha, Monsieur Hollande!;

- François Fillon, da direita tradicional, tenta tirar preciosos votos de Marine Le Pen, acenando às franjas galo-identitárias, xenófobas, e católicas reacionárias.
Só gente "fina"...



Na retaguarda de Fillon, "novas pesquisas", amplamente reverberadas pela mídia, revelam uma "recuperação" (sei... ¬¬ ) de Fillon na reta final, dando "mais uma razão" para quem tinha largado ele em favor de Le Pen "voltar pra casa". (sei... (2))

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- Mídia, desesperada (!), tenta visivelmente incensar...
- ... um candidato nanico!
Quem?
Philippe Poutou, candidato trotskista do (micro) Novo Partido Anticapitalista.
Por quê?
Ora, para que - "oxalá!!" - ele possa roubar preciosos 2 ou 3 pontos percentuais de Melénchon...
E, assim, evitar que esse último vá ao segundo turno.

Sim, patético...

Eu sei!

Mas a grande mídia - na França e no Brasil - é assim mesmo, não?




Notem, sobretudo, a matéria final, destacando que Poutou:

- É o único dos candidatos que é gente como a gente… trabalhador de verdade… não mais um desses políticos profissionais (como aquele tal de Melénchon!).

Não por acaso...

A matéria reproduz - exatamente! - o slogan do candidato, considerado seu ponto de maior apelo junto ao eleitorado:

- Votemos em ~um dos nossos~ (um trabalhador): Philippe Poutou.

(Em francês, evidentemente, soa melhor, porque rima. Seria o equivalente local ao "contra burguês vote 16" rs).



(2) Journal de 13h



(16/4) - jornalistas de diversos veículos da grande mídia mostram visivelmente seu desconforto ao discutir a evolução da eleição deste ano.

Notam, abismados, a "inconsequência", o "comportamento irracional" e a "imprevisibilidade" dos eleitores.

De novo: ha… ha… ha!

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(3) On n’est pas couché (especial)



(15/4) - todos os debatedores do programa, que se sucederam de dois em dois nos seus 11 anos de existência, se reúnem nessa edição especial para discutir a campanha francesa.

Como manda o bom jornalismo (e o bom debate), cada um deles tem uma visão ideológica distinta. Vão da extrema-esquerda à extrema-direita, passando, é claro, pela centro-esquerda, pelo centro e pela direita... incluindo, ademais, legítimos representantes do "neoliberalismo progressista globalizante".

(devidamente esbofeteado pelos extremos)

~Indispensável~ para quem quer entender o que está em jogo na França (e no mundo!) hoje:

<<De um lado, o projeto liberal-globalizante,
que vive crise aguda...
e, do outro,
a resposta "soberanista", empunhada pelos dois extremos do espectro político,
extrema-esquerda e extrema-direita>>

Como disse antes:

- Se “as paralelas se encontram no infinito”, os extremos do espectro político fecham o círculo e se encontram (novamente) em 2017.



<<FIM?>>

*

Atualização (já depois de apenas 1h da publicação!):





"Terrorismo"!

Sim... a "novidade" da campanha agora é "terrorismo"...

Olha, como disse acima, está faltando imaginação e originalidade mesmo na França (e alhures??)...

"Providencialmente", hoje (!) vem o Ministro do Interior a público com uma "bomba":

- Acabam de desarmar "planos para um atentado terrorista a ~um candidato~ à Presidência", prendendo "os envolvidos", "ligados ao Estado Islâmico".

Sabem quem era o alvo??



Se você pensou "Marine Le Pen" - a candidata mais odiada e que mais provoca os muçulmanos - você está...

- ... enganado!

Bem...

Ao menos se você confiar nas informações "bombásticas" reveladas pelo Ministro...

Aparentemente, o alvo do atentado terrorista - tema tão caro às franjas galo-identitárias / xenófobas / católicas fundamentalistas - era...



- ... François Fillon!

Sim, ele mesmo...

O candidato da direita ~tradicional~ , que vai (ou não!) ao segundo turno a depender...

- ... dos votos que tire de... Marine Le Pen!

(¿¿ Será que votos justamente dessas mesmas "franjas galo-identitárias / xenófobas / católicas fundamentalistas"??)

  ... ... ...

*

E parece que não sou o único com o pé atrás não...

Olha a reação da candidata da Luta Operária agora há pouco:




*

Eu, que já estava de olho em golpe eleitoral desde 1989...

... fiquei só esperando a divulgação das fotos dos... "terroristas"... com camisas do Melénchon...




*

Cai na real, mídia! (2)

Por (excelente) sugestão do Piero. Aí embaixo, na seção de comentários:

- A mídia martela, martela, martela...







- Mas o povo, esse "danado"... "irracional, inconsequente e imprevisível" (2), tem mais com o que se preocupar, sabe...




*

Dica do Aroeira:

- NOAM CHOMSKY - The 5 Filters of the Mass Media Machine




Dica do Tiago:


- French Elections: Last Week Tonight with John Oliver (HBO)



*

Outras reações:

- "Ei, as suas comparações com políticos brasileiros são impróprias!"





Maria: Gostaria de entender o seu sarcasmo feroz em relação a Mélenchon! O que você diz que ele pensa - acabar com a França e a Europa numa debacle financeira geral - é o contrário do que estou vendo ele dizer. Só porque o economista do seu programa não é o Piketty, não quer dizer que não possa ser viável. Não acho que ele represente uma posição à la PSOL. Ele tem muitos anos de cancha na luta política, está nessa pra valer, não é moleque de DCE que não faz campanha além de Copacabana e da ZS. Que posição política é essa sua? Mélenchon, como o Fernando Morais ou o Marco Aurélio, defendeu o projeto do Chavez, o que me mostra que no mínimo está do lado da história que eu considero certo. Ou você, como a mídia, considera isso delírio bolivariano irresponsável?


Ciro: Peaceful, ordered revolution - a contradiction in terms. Or perhaps he has different definitions of peace, order and revolution...


Maria: Engraçado é que, se eu me lembro bem, a maioria dos líderes mundiais se referiram mais ou menos nesses termos às pessoas que saíram da miséria, zerando a conta do Brasil no Mapa da Fome da ONU, e aos milhões de outros que saíram das classes D e E passando para a classe C durante os governos Lula e do PT.


Romulus: Maria… always reading too much into my (few) words + not getting my sense of humor (despite the "emojis" up there, huh?)


Eu mesmo disse hoje - como tá lá na seção de comentários do meu artigo - que Melenchon não tem essa pauta "societária" psolista.


Mas, se vc. reparar bem, em nenhum dos meus artigos - e nem aqui! - eu trato propriamente do que o candidato na "pessoa física" é, ou no que “acredita”.


Mesmo porque, além não conhecer nenhum deles pessoalmente, é de relevância menor na ética ~da politica~ .


O que importa - e o que eu enfatizo e "facilito" com os encaixes e comparações com políticos brasileiros - é o ~nicho~ eleitoral que cada um ocupa.


E sim: o "voto psolista" está com Melenchon - tanto os "indenitários" como os ex-PS "traídos pela capitulação covarde ao capital"... e que querem "destruir os pelegos desse OS de uma vez por todas".


Te soa familiar? ¬¬


(e nesse complexo parricida de Édipo, inclusive, se encaixa – assumidamente! - Melenchon sim...)


~Ele~ não é “psolista”... mas o “psolismo” é ele nesta eleição. Compreende?


- Dores do parto e risco de vida da parturiente


Quanto à pauta econômica soberanista, não ha duvida de que o Euro eh um fracasso e de que a UE capturada pelo 1% se tornou um desastre.


Mas tem dores do parto. Muitas dores, sabe...


E com sério risco da "parturiente" morrer de...


- ... "eclampsia"!


Mesmo que o bebe saia lindo!


Ainda mais se a “equipe medica” (vinda de Berlim/Bruxelas/Wall St./City) estiver determinada em fazer a paciente sair da sala de parto direto prum saco, rumo ao IML da História.


Compreende? (2)


Se, no desastre do Brasil, precisamos nos agarrar a esperanças de fora, acho mais recomendável se agarrar à brava união da Esquerda portuguesa.


Na França, mesmo que o final seja feliz, só se vai saber disso daqui a 10 anos. E com fortes emoções durante o período. Fortíssimas...


- Bíblia ensina


Bem... a Terra secou um tempo depois do DILUVIO, não??


O mundo antes, com Nefilins, era um horror!


Mas a "solução" não foi lá muito bacana pra quem teve a infelicidade de não ter um bilhete pra Arca de Noé, não foi?


Pois é...


P.S.: Hoje também sabemos que "o Noé estava do lado certo da História"... e??


(Outra discussão, tocando o mesmo tema)


(ver aí embaixo, na seção de comentários deste artigo, as "respostas")









*



- Alerta na França (e Brasil!): quando a mídia se dará conta de que o Séc. XX já acabou?


*

Leia mais (ou: eu avisei!):


(http://www.romulusbr.com/2017/03/impotencia-diante-da-trumpizacao-global.html)




*   *   *

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*


Achou meu estilo “esquisito”? “Caótico”?


- Pois você não está só! Clique na imagem e chore as suas mágoas:


(http://www.romulusbr.com/2016/12/que-poa-e-essa-vol-2-metalinguagem.html)


(http://jornalggn.com.br/blog/romulus/que-p-e-essa-ora-essa-p-e-romulus-por-o-proprio)


*





Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como "uma esquerdista que sabe fazer conta". Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.


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