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27.4.17

Eleição na França: a delicadíssima situação política da “extrema-esquerda”, de Melénchon, no segundo turno (2/3)

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Eleição na França: a delicadíssima situação política da “extrema-esquerda”, de Melénchon, no segundo turno

(Parte 2 de 3)



Por Romulus & Núcleo Duro


- Inusitado (?): a ~enorme~ interseção eleitoral entre Jean-Luc Melénchon, de “extrema-esquerda” – ou “esquerda da esquerda”, ou “esquerda de verdade”, ou o que o leitor preferir... e...


- Marine Le Pen, de extrema direita – essa, sem aspas e sem reticências!


- A disputa pela bandeira “soberanista” é desigual: em um país com passado colonial, como a França, o nacionalismo - vinculado ao "orgulho nacional" e ao abraço incondicional ao "romance nacional" (como se diz na França), i.e. a História idealizada, romanceada - não casa bem com a esquerda, desde sempre crítica do colonialismo.


- As ações do establishment para garantir o sucesso de Macron: (1) maximizar a "ameaça Marine" ("caos"); (2) inflá-la artificialmente nas pesquisas; (3) vender a narrativa de "Frente ampla de salvação nacional" contra "o mal".


- “É política (e luta de classes), estúpido”! Maquiavel, Marx, Gramsci e suas obras clássicas são sempre atuais...


- Mas cabem algumas “glosas” nesta era de superação gradual do “proletariado”... em que a riqueza se descola, pouco a pouco, do trabalho (humano). Deixando para trás trabalhadores precários, "uberizados", num capitalismo financeiro (e não predominantemente industrial).




Patricia: No domingo, na France 2, teve um cara do PS criticando Melénchon pelo discurso e por ñ ter assumido a responsabilidade pelo seu fracasso. Nessa lógica será q Macron tem condição de assumir SOZINHO a responsabilidade do seu sucesso?


Romulus: E levou chicotadas do porta-voz do Melénchon na sequencia. É "má fé" "desconsiderar" a situação delicadíssima politicamente de Melénchon.


Patricia: Te juro q ver Macron esse playboyzinho filhinho de papai “meritocrático” ganhar a eleição depois de um anos e meio de ministro da economia é o fim. To quase fazendo campanha pra MLP. Que se dane


Maria: Depois sou eu que não tenho senso de humor, não é, Romulus? Li, sim, o comentário lá em cima. Mas é só sarcasmo ou má fé mesmo dizer que o programa de Melenchon era o mesmo de MLP, o que o deixa agora em situação "delicadíssima"? Tinha assembleia constituinte pra discutir durante 2 anos o sistema político inteiro? Tinha negociação com participação popular pra rediscutir as relações com Bruxelas ou era Frexit e ponto? A questão dos imigrantes era "apenas" um ponto de divergência? O tom da campanha, os valores e a mobilização popular era "apenas" populismo (e ainda por cima tecnológico!) tal como a proposta de MLP? Acho que é um defeito meu irremediável não conseguir pensar "programas" a partir do papel e das projeções catastróficas, econômicas e outras, que podem ensejar. Continuo a pensar ação política, na análise concreta de situações concretas. Estratégicas são passos dessa ação, não panoramas do deslocamento das peças num tabuleiro de xadrez. Talvez por não saber o suficiente de economia e política e ter lido demais Maquiavel e Gramsci, além de observar Brizola e Lula em ação.


Entendo a Patrícia. Acho que ela pensa num diapasão parecido com o meu. Depois a gente repensa, volta um senso de responsabilidade e então decide o que fazer. A contra gosto e enojada em qualquer hipótese.


Romulus: Perfeito, Maria: você pensa política da maneira que melhor fala a... você.


Eu estou escrevendo no ~Facebook~ comentários ~sumários~ como o meio e a ocasião pedem. Não estou fazendo um ensaio (ou mesmo um singelo artigo).


Além disso, estou falando (já te disse...) dos ~nichos~ eleitorais abocanhados por cada um dos candidatos. E não seus gostos pessoais ou "coisas lindas" escritas nos programas (de papel...).


Por isso, estou falando do que ~realmente~ motiva os eleitores da ~enorme~ interseção eleitoral entre Melénchon e Le Pen (que é ~fato~ ... Deve ~ele~ ceder à teoria linda Gramsciana?)


Aliás, talvez o problema seja sim você ser tão reverente a esses clássicos, como você, humildemente, aponta.


Nem Gramsci, nem Marx, nem Maquiavel viveram a era da democracia de massa...






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Imagina então falar de internet e redes (anti?) sociais!


Mestres como eles e seus clássicos são sempre atuais... mas cabe uma atualizaçãozinha... uma “glosa” dos seus usuários em outros... ~séculos~ , não?


Ciro: Eu entendo 100% a Patrícia... E eleição justamente atua sobre nosso senso de pertencimento a um grupo, exacerba as diferenças, etc.. Aí vem o segundo turno e vc. se vê forçado a ter que "aturar" aquele que vc. acabou de dizer que é o capeta encarnado. A verdade é que o capeta é bem ruim, mas não é tão ruim quanto o pintado, especialmente em comparação com o outro capeta.


Minha opinião é que, na Europa discurso nacionalista só vai vingar "a direita". Não estamos tratando de povos oprimidos colonizados, mas de povos com passado imperial recente que preferem resgatar esses "dias de glória". E tem sido assim em todas as eleições recentes na Europa (incluindo Rússia), estou tentando imaginar um caso de esquerda "nacionalista" ganhando no velho mundo nos últimos anos e não consigo, pelo contrário... Brexit, Fidez, Putin, Ucrania, etc...


Maria: Pois é, Romulus, além de não saber economia, quando penso política estou "desatualizada" de alguns séculos, apesar de não ser ainda tão velha assim! No entanto, deve ser por isso que falo de valores, do estrago do individualismo neoliberal em termos da velha "consciência de classe" com que sempre contou a esquerda, que repasso toda sorte de informação sobre os evangélicos (que vão além de acusá-los de manipuladores e ladrões), que insisto sobre a necessidade de se encontrar novas formas de comunicação e mobilização de massa etc etc. Tudo isso porque penso política que melhor fala... a mim, e não de problemas reais que vejo no dia a dia. Deve ser por conta dessa maldita incapacidade de atualização à distância de alguns séculos!


Acho que você tem razão, Ciro, em relação à Europa. No nosso caso, só restaria mesmo lutar pela restauração da monarquia e as glórias do Império. Mas quando vejo o país esquartejado, suas instituições em frangalhos e a possibilidade do povo voltar a viver sob o regime do coronelismo da I República ou até antes de 1888, tenho impressão que o nacionalismo pode significar outra coisa.


Tiago: Como na reta final me tornei eleitor de Melénchon, não sairia para votar no caso de escolher entre Le Pen e Macron. Entre o fascismo e o liberalismo do ex-banqueiro, prefiro ficar em casa.


"Non, moi qui vote à gauche et qui croît à une économie social et humaniste ne tombera pas dans le vote utile du second tour. Nous ne choisirons pas entre la peste et le choléra, ce sera blanc" - Badis Somethin agora no Facebook.


Romulus: O ponto do Ciro é MUITO válido (obrigado!): em país com passado colonial, o nacionalismo - vinculado ao "orgulho nacional" e o abraço ao " ~Romance~ nacional" (como se diz na França), i.e. a História idealizada, romanceada (*) - não casa bem com a esquerda, desde sempre crítica do colonialismo.

[(*) Esse tipo de tentativa de instrumentalização da historiografia pela política é bem ilustrada pela ridícula "recomendação" de Sarkozy para que se ensinasse às crianças nas escolas que "os franceses descendem (só) dos gauleses".

Gauleses??

Isso mesmo: todos "filhos de... Asterix!".




Só mesmo Sarkozy, aquele que jogou politicamente na divisão da sociedade, para sugerir tal despautério. Mas não podia ser diferente: o ex-presidente pavimentou a sua ascensão na direita tradicional contrabandeando para dentro dela o galo-identitarismo xenófobo, vindo da extrema-direita (bem como os eleitores a ele correspondentes).

Por estudos genéticos, senão por mais nada - p.e., as invasões bárbaras - dos... ~Francos~ !, a peste negra, todo o fluxo migratório dos Séc. XIX e XX, etc.) - sabe-se que somente 1 em cada 10 franceses tem ~algum traço~ de ancestralidade gaulesa.

Tsc, tsc, tsc...]


Mesmo o "cavaleiro branco", Melénchon, espertamente se recusou a entrar na polêmica, quando Emmanuel Macron - corajosíssimo, reconheçamos - foi à Argélia e falou - ao vivo na TV nacional - que a colonização havia sido "um crime contra humanidade".


Fillon e Le Pen, logico, bateram duro. E enfrentou piquetes de "pieds noirs" em cada comício seu, velhinhos e velhinhas, ex-colonos pobres, com lagrimas nos olhos dizendo pras TVs que Macron os chamara de "genocidas" e "criminosos contra a humanidade". Macron sofreu o seu 1o revés na campanha e perdeu uns 3 ou 4 pontos nas pesquisas!


Pois foram saber do "cavaleiro branco", Melénchon, o que ele tinha a dizer sobre o tema...


E sabe o que ele disse?


- "A guerra já acabou. Hoje argelinos e franceses ~se amam~ (???)".


Pois logo Melénchon.... ele mesmo um "pied noir", nascido na África!!


Isso é Gramsci ou Maquiavel, Maria?


Tiago Nunes... e vc. não é o único.
Como disse em algum lugar aí em cima, a "vantagem" é que Macron tem uma larga vantagem... muita gordura pra queimar.


O problema é todo mundo pensar isso e ficar em casa porque "Macron não precisa do voto dela".


Por isso, como especulei acima, acredito que o establishment fara 3 ações:


(1) maximizar a "ameaça Marine": intensificar a campanha do medo ("caos");


(2) (aqui sim interessante) inflá-la mentirosamente nas pesquisas (para não desmobilizar o voto-rejeição a Marine da esquerda);


(3) Passar a narrativa de "Frente de salvação nacional" contra "o mal". Vão tentar mostrar Marine - "la fea" - isoladíssima.


Como já falei antes, se Marine tirar o "6" da casa das dezenas da votação em Macron será não só a vencedora "moral" da eleição como será quase que uma "vencedora técnica": sairá cacifada para as eleições locais (tem todo ano) - e assim aumentará sua capilaridade - e surfará no "mais do mesmo" do "Emmanuel ~Hollande~ ".


Maria: De repente me ocorre que Melénchon poderia estar pensando a questão nacional em termos semelhantes ao que eu coloquei sobre o Brasil. O neoliberalismo de Bruxelas está acabando com o povo de cada país da UE, e aí, tem que pensar mesmo na situação atual, porque, a menos que se queira reeditar o ressentimento das guerras coloniais, todos estão na mesma merda hoje. Então, a palavra de ordem é mesmo do Marx (embora certamente também do Maquiavel e do Gramsci) "proletários de todo mundo, uni-vos". Ainda que esse "proletário" seja hoje o indivíduo atomizado e "uberizado" sob o domínio do capital financeiro (de Bruxelas ou doméstico). Essa foi a mensagem de força e de esperança do discurso de Mélenchon, como dos velhos tempos de luta da Internacional (ai, minha incorrigível desatualização!) que mais me impressionou. Voltar a por em cena a força do coletivo, da solidariedade (em escala planetária!), da participação e do protagonismo, contra a falta de humanidade da descrença do individualismo neoliberal. Aí, concordo 100% com o Tiago: "moi, qui crois à une économie sociale et humaniste ne choisirai pas entre la peste et le choléra". O problema é que o Romulus ta coberto de razão quanto às alternativas estratégicas de sustentação do Macron. Aí, conforme a situação for se definindo, a gente pode repensar e votar, a contra gosto e com nojo, pra evitar um mal maior. Arghh!


Romulus: Maria, Melénchon é um mestre absoluto em discursos de tribunas e em palanques. Todos anotaram que ele era o grande "tribuno" nesta eleição.


Mas...


Vc., emocionada, ficou muito no que ele ~falou~ e não prestou atenção ao que ele ~não~ falou.


Diferentemente de 2012, em que não saiu dos 11, ele não repetiu lá em Marseille que "a mestiçagem é linda... um verdadeiro patrimônio de uma França ~multicultural~".


Nem tampouco repetiu "fronteiras abertas para todos os refugiados e miseráveis do mundo", como em 2012.


Espertamente (2), disse que estava errado ao defender que essas pessoas viessem para a França... pois o "certo seria que ficassem nos seus países... com condições dignas p/sobreviver... então em vez de traze-los pra cá, temos de desenvolver a casa deles".


QUEM NAO CONCORDA COM ISSO?


- É na mesma linha do "cota racial em universidade é errado... o certo é melhorar o ensino publico fundamental e faze-los entrar pelo mérito sem descer o nível do que esta funcionando".


A proposta "vamos desenvolver a África em vez de deixar imigrante vir" é tão factível, até no longo prazo, quanto igualar a escola publica e a privada no Brasil.


"Desenvolver a África" é que nem "saúde, educação e segurança" em programa eleitoral para deputado no Brasil. Quem é contra?


Maria, na sua fuga do horror do golpe no Brasil encontrou refugio no "cavaleiro branco", o “tribuno” Melénchon... Quem pode culpa-la?


Mas "Novelas de Cavalaria" medievais são, por definição estilística, (muito) idealizadas. Melénchon é bem menos "preso aos ideais" (que pode ter sim!). E bem mais eleitoreiro do que gostaríamos de admitir.


Exemplo máximo: agora mais “francês”, trocou a “Internacional” na abertura e do fechamento de seus comícios pela...


- Marseillaise!


OK... seu ponto de "não querer acordar antigas divisões para proporcionar o bom e velho "trabalhadores do mundo uni-vos" " é valido... e real, por que não?


Mas tem mais pragmatismo e "flexibilidade" (frouxidão?) programática do que isso?


Afinal, isso é muito conveniente pro proletariado branco precarizado... mas NADA conveniente para a França do "teto de vidro", onde a discriminação econômica de jovens de ascendência árabe - conforme atestado por estudos de universidades! - é 5 vezes maior do que aquela que enfrentam jovens negros nos EUA.


Um pais que não tem - tabu nacional - o item "raça" ou "religião" no seu censo (por causa do evento do Velódromo em 1942, quando se usou o censo para pegar os judeus e mandar pra Awschwitz). Como fazer ação afirmativa sem... números?


Um pais que nega o "multi-culturalisno" e o que chamam de "comunitarismo"...


O seu "não reavivar velhas feridas" é bem pragmático e maquiavélico, Maria... e isso não é - ou não deveria ser - "desabonador".


Só o é para quem se pretende (será?) ou é comprado como (mais provável... e não só por vc.) "cavaleiro branco" de... Novela de Cavalaria medieval.


Voltando ao Dupon-Aignan... o "Libé" deu a ele neste ano o troféu "Taubira de ouro".




Pois foi ela - com sua votação nanica - que tirou Lionel Jospin (PS) do 2o turno em 2002.


Mais uma insatisfeita com os "pelegos" - governo Jospin - que queria "uma saída pela esquerda".


- Na França?? A das marcas de luxo e cosméticos??


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Acabou com um 2o turno entre Chirac e Le Pen... e novo mandato para... Chirac - a quem os franceses deram o epiteto "o mentiroso".


Maria: Interessantíssimas essas disputas internas da esquerda! Quanto ao Melénchon, vejo num programa valores para os quais se aponta e desigualdades a corrigir em termos desses valores. Mais importante, quem se mobiliza para lutar por eles e ajudar a implementá-los. Os jovens árabes da periferia poderiam ser os futuros destinatários de um Prouni, não? Também o Lula não pensou em trazer todos os africanos miseráveis pro Brasil pra apagar a culpa da escravidão, mas tratou de levar empresas pra desenvolver os países africanos (verdade que, com a corrupção daqueles governos e a ganância dos empresários, só podia dar merda!). São exemplos de por quê eu fico com o Tiago e o Cavaleiro Branco das novelas de cavalaria. Sim, Melénchon 2022!


Romulus: O Tiago era Hamon! Ele apenas foi de voto util no Melénchon - como eu!.


A diferença é que o Lula - mesmo com "Carta aos Brasileiros", hein? - falava já na campanha ser a favor das cotas.


(inclusive num debate em 2002 derrapou e disse que haveria "métodos científicos para determinar a raça e quem poderia ser beneficiário ou não das cotas"... coisa que o esperto Ciro Gomes rapidamente pegou para bater em alguma replica, dizendo que isso era "perigosíssimo" e que deveria prevalecer a autodeclararão).


Se o "cavaleiro branco" queria fazer pro-Uni e cotas pros árabes na França, guardou bem guardadinho na campanha... tão guardadinho que ninguém soube.  ;-)


"Interessantíssimas disputas dentro da esquerda", Maria diz...


Pois é... como já disse em algum momento das nossas discussões, por honestidade intelectual - para comigo mesmo, mas também com os leitores - não consigo "simplificar" (em demasia) o que não é simples, e sim complexo (e pior: "caótico"!).


Por isso, nada de "cavaleiro branco" para mim.


Eu prefiro o Melénchon de carne e osso, com virtudes e defeitos. Foi meu candidato na reta final - com todos os seus defeitos.


Alias, não é nem "preferência"... por honestidade intelectual não consigo fazer diferente.


Por não vir para simplificar o que é complexo (em demasia) é que escrevi aquele artigo "PT x PSOL", de que ambos tanto gostamos.


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Prefiro deixar perguntas no ar - o tal do texto aberto? - suscitar raciocínios, a dar respostas "simplificadoras"... e ~ordenar~ como o leitor deve pensar / interpretar, com um "texto fechado".


Maria: Pode ser, e até provável que espertamente Melénchon não quisesse falar disso. Mas se haveria ou não um Prouni é coisa pra se ~decidir~ conforme as circunstâncias de um governo em exercício - recursos, apoio social, quadros técnicos pra implementar, etc. É ou não é assim?


Romulus: É sim... mas quem focou no programa de governo (lindo de morrer!) em vez do ~nicho~ politico-eleitoral (e social!) do Melénchon não fui eu... foi você! Como todos sabemos, é o nicho (tamanho) que dará o cacife pra fazer ProUni (“secreto”?). Ou não!


Maria: Penso política no concreto, como lógica da ação política e seu desdobramento no tempo, focando o presente e seus problemas para tentar achar soluções. Romulus não acha "honesto" simplificar coisas complexas e dizer às pessoas o que "devem" pensar, daí seus textos "abertos", aos quais cada um poderá acrescentar sua própria interpretação. Eu, ao contrário, já acho que é minha obrigação dizer o que estou pensando, porque falo de um momento dado no tempo e tento apontar caminhos que talvez possam se tornar soluções de um problema, desde que outros o retomem e se possa discutir tais ideias em conjunto. Não estou dizendo o que as pessoas "devem" pensar, estou sugerindo que elaborem e testem ideias junto comigo, se acharem que isso tem interesse e vale a pena. São duas maneiras distintas de afirmar a mesma coisa: a importância do compartilhamento e da colaboração.


Patricia: Maria, pensando agora (demorei a manhã inteira pra identificar diferenças entre vcs. dois) percebo que é difícil do Romulus dizer logo o que ele pensa. Sinceramente não seria capaz de ver vcs. dois com maneiras distintas. Como só vejo o objetivo final de compartilhar, colaborar, se a maneira como vcs fazem é diferente, passou batido pra mim.... mas não tenho palavras pra definir o quanto é enriquecedor ouvir alguém como vc que tem um conhecimento teórico absurdo, que aplicou isso na prática, e que além de tudo sabe COMUNICAR isso tudo aos outros.


Romulus: Pois é... a chave é palavra "ação" politica.


Nos meus artigos eu estou ~analisando~ politica... não ~agindo~


É óbvio que a minha análise e o meu convite à reflexão buscam (desesperadamente) ensejar...


- ... a ~ação~ politica!


Essa que deve ter ~sim~ as simplificações (mais que) ~necessárias~ para o seu próprio sucesso (comunicativo).


Então, por isso que eu divulgo às vezes coisas da militância anti-golpe, mesmo que não concorde com a "simplificação" de turno, como dizer num meme que "não existe déficit na Previdência: ela é superavitária".


Mas ~eu~ sou incapaz - mesmo - de escrever um texto dizendo que "a previdência é superavitária". O que faço é dizer que ~este~ governo não tem legitimidade para reformar NADA. Porque nisso acredito mesmo.


E, no nível máximo de "desonestidade intelectual" que consigo “levar” à esfera pública, à "assembleia", prefiro não tratar do "déficit ou superávit", a menos que perguntado. E isso por puro pragmatismo: por saber que foi a Reforma da Previdência que fez a classe média, sempre egoísta, sair do barco do golpe.


Então...


Viva o “superávit da previdência!"


(mas na boca de outros)


Alias, nesse ponto, para o bem e para o mal, Patricia, eu sou parecido com o ... Macron (?!).


Mas isso fica para a Parte 3: “posicionamento político: extremo... centro?!”


*


Atualização 28/4

- Le Pen lança apelo aos "insubmissos" de Melénchon





- Melénchon, que "se pronunciaria" hoje, acaba não recomendando voto (de novo!).

Diz que irá votar... "por coerência", já que seu programa defendia o voto obrigatório.

Diz que não recomenda voto por respeito aos eleitores.

Mas pergunta?

"Alguém acredita que eu poderia votar no FN?"

Bem...

"No escurinho da urna"??

~Eu~ acredito! 😉

De qualquer forma, sobra o voto branco, não?? 😉





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Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como "uma esquerdista que sabe fazer conta". Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.





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