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Atualizado em 7/12: O <<juízo final>> no STF hoje Queria poder dizer que criei esta montagem, mas não......

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12.3.17

“Contra tudo o que está aí... pero no mucho”: lições da eleição francesa para o Brasil (de 2018?) – Vol. 2

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Vol. 2: “Contra tudo o que está aí... pero no mucho” - lições da eleição francesa para o Brasil (de 2018?)



Por Romulus & Núcleo Duro


- Tragédia brasileira: a França quer acabar com a "monarquia republicana" da 5a República...

E enquanto isso, nos "mares do Sul"...

- ... o “antenadíssimo” (?) iluminista ~de botequim~, o Min. Barroso, do STF, sugere o (muito) desfuncional semi-presidencialismo francês como modelo de “redenção” para o Brasil!

Ai ai ai...

- Pelo menos o sotaque é chic, não?

- E o sempre atual chiste de Mitterrand: "esse tal de 'centro'... ele não é de esquerda, nem de...

- ... esquerda!



*


Discussão com base no artigo abaixo (o Vol. 1...):
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Romulus: Tem como explicar esse casamento de "golpe" midiático com dissonância cognitiva generalizada? Mesmo numa sociedade relativamente educada, como a francesa?


Maria: Não seria o caso de pensar numa fita de Möbius?


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Romulus: Com a debandada cada vez maior da ala direita do PS, da candidatura (esquerda) do Hamon - apoiada com entusiasmo pela "nossa" Christiane Taubira! - em direçao à do Macron, os analistas da mídia ficam divididos.


Por um lado, é bom o candidato deles ganhar apoio... ~e~ desidratar o "perigoso" Hamon.


Mas, por outro, pode desfazer o "feitiço" midiático-cognitivo... de repente as pessoas podem "acordar" para o fato de que o "príncipe" é... filho do "rei".


Eles diziam ontem, visivelmente preocupados, que um apoio explicito de Hollande a Macron seria "o beijo da morte".


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Romulus: Bertrand Delanoë é o ex-prefeito socialista de Paris, gay assumido. A notícia de ontem foi seu apoio publico a Macron, dizendo "não se reconhecer na candidatura Hamon".


Maria: Qual a diferença entre esse "pragmatismo" e apoiar a rebelião de Renan contra o STF ou a votação do PT na escolha do presidente da Câmara para garantir controle de comissões estratégicas como DH contra outros Felicianos da vida?


(posições suas passadas, expressas em artigos)


Sei que há diferença de escala e talvez alguma alternativa (Hamon->Freixo?), mais quand même...


Romulus: Hamon não é Freixo. Suas propostas são ousadas mas ele não é o "radical" que tentam pintar. Está longe de ser um "Freixo"...


Apesar do boicote interno no PS, costurou vários acordos fora do partido, como o - inédito! - apoio dos Verdes.


O "psolista" desta eleição é o "esquerda folclórica" Mélenchon - aquele “ex-PS” que saiu porque “não faz concessões" - e que divide os votos com Hamon, fazendo o jogo da direita.


Hamon perdeu várias semanas de campanha tentando convencer Mélenchon a fazer uma frente de esquerda. Mas não adianta... no final Mélenchon, depois de muito enrolar, como esperado disse que seria candidato “de qualquer jeito”.


Saiu do PS magoado e tem como missão de vida, já expressa inclusive, "destruir o PS, traidor dos trabalhadores".


Alguma semelhança?


Romulus: E mais: pragmatismo é votar no Macron... mas no ~segundo turno~, certo?


Em uma eleição em 2 turnos, por que pregar voto útil JA NO PRIMEIRO TURNO - senão desidratar o candidato do "novo" do PS, antenado com a militância, já visando o pós-eleição e o controle futuro do PS?


Ontem saiu uma pesquisa dando 65/35% para Macron contra Le Pen no 2o turno.


Antes estava 60/40. Macron esta em plena expansao da "onda".


E, hoje, já saiu outra dando, pela primeira vez, Macron como vencedor do primeiro turno. Já à frente de Le Pen...


Maria: Mélenchon? Tantos parentes...


De imediato penso na Erundina candidata em SP e em nível federal o inefável Cristóvão Buarque...


Confere?


Romulus: Mélenchon não é um impostor... então mais para Erundina que para Cristovam Buarque.


Maria: Esse voto útil no primeiro turno seria como escolher Freixo contra Jandira (na eleição municipal do Rio de 2016)?


Romulus: Aí é que está: não!


E por que "não"?


Porque Macron (hoje ao menos...) JA ESTÁ NO SEGUNDO TURNO contra Le Pen...


E já aparece na frente até no primeiro!


E não há (?) por que pregar "voto útil" há 50 dias (!!) do 1o turno.


Que pressa esquisita, né...




Querem detonar a candidatura Hamon, para que tenha um desempenho ruim AINDA NO 1o turno. Isso é que é “fundamental” para os sabotadores.


O sonho deles é que tenha menos até que Mélenchon...


Querem matar o "guri" (este, "o vermelho"... não o outro, "de ouro", o Macron...) logo agora... abate-lo na decolagem. O que esta em jogo é "a cara" (e o controle) do PS no pós-eleição.


Inclusive em um muito possível governo social-LIBERAL, "nem de esquerda nem de direita" (??), de MACRON.


- O PS vai continuar Hollandista e embarcar?


- Ou vai pra esquerda e fazer oposição?


O jogo é pesado!


A praxe é que o candidato a presidente derrotado se torne ~secretário-geral~ do PS. E, portando, o líder da oposição.


Mas se Hamon for um "fiasco"...




Patricia: Se vc for ver, Macron propõe a continuidade de Hollande e Valls.


À exceção de Ségolène Royal, que tinha Piketty também na sua turma e foi traída na cara dura pelo seu companheiro de luta.


Ela foi derrotada nas eleições e não assumiu a frente do partido...


Quem assumiu foi a outra (Martine Aubry).


Romulus: Sim... e como se vê num documentário que vou linkar aqui, abaixo, foi COM FRAUDE ELEITORAL (OH, NA FRANÇA??!!) e tudo...


... e com o pai de seus filhos como complotista!


Patricia: Como votar num PS que já tomou diversas medidas liberais contra os direitos sociais?

O engraçado é que Hamon propõe um "retorno" desses valores, mas pregam que “estão ultrapassados”, que “não funcionam mais”?

Na verdade, quem tá pagando pelo fracasso do governo Hollande como governo de esquerda é o Hamon! O Macron, com todo politica econômica neoliberal tá posando de jovem gênio e a galera tá engolindo isso...

Tirando os mais críticos, claro.


A mulher – Ségolène Royal – teve estômago inclusive pra continuar no partido e ser ministra da ecologia do seu traidor, Hollande...


Isso é politica!


Romulus: Como se vê no documentário, "isso é politica" sim... mas isso é também "família"!


Apoiou seu duplo traidor - na vida privada e na politica - na eleição presidencial seguinte (2012). Revela que também o fez pela "paz de espírito dos seus filhos". Fala isso visivelmente emocionada, inclusive.


E é das poucas integrantes do governo com boa aprovação. Diferentemente dos complotistas que detonaram a sua ascensão em 2007/2008, ela sempre deixou às claras sua identificação com Macron (que deve apoiar, embora esteja à sua esquerda ideologicamente).


A mim parece que a afinidade dela com o Macron é pessoal. Foram colegas no Ministério e tal. Deve ter uma coisa "mãe/filho" light...


Acho ela muito digna.


E perdeu logo pro... Sarkozy??


Argh, ninguém merece!


Patricia: Pois é! Em 2007, o movimento em torno dela era bem dinâmico, mas sentia um preconceito, por ela ser mulher e mais de esquerda... E esse documentário mostra que ela se fez sozinha, pq os graúdos do PS não apoiavam a sua candidatura...


Romulus: Fora isso já teve outros aderindo ao “príncipe” do social(?)-liberalismo, Macron: o (ex!) "Dani le rouge", o Daniel Cohn-Bendit, líder do "Maio de 68", hoje euro-deputado ecologista. Entre outros...


Hollande, que não é bobo, mandou ontem os ministros de seu governo que ainda não tenham se manifestado ficarem QUIETOS... até o fim de março, nas vésperas da votaçao! Não devem dizer quem apoiam, se Hamon (rsrs) ou Macron.


*


Documentário 1

"Les Enfants Terrible : La Guerre des Gauches" (2017)
YOUTUBE.COM



Romulus: Lembram que tempos atrás falei do documentário que explica o histórico de guerra fratricida dentro da esquerda francesa?


Pois finalmente agora posso postar!


Porque com os artigos desta semana, já dei pra vcs alguns dos "mediadores" (apud nossa antropóloga, Maria rsrs) pra entenderem.


Infelizmente é em francês, sem legenda!



Mas imperdível!


A parte de Ségolène Royal falando da traição do partido - inclusive do seu marido e pai de seus filhos, o então secretário-geral do PS, Mr. Hollande! - é histórica (e emocionante).


Patricia: Hollande é o "méchant" do documentário. Sacaneou tudo e todos pra chegar à presidência, pra fazer tudo o que fez e entregar o poder pra direita?


Onde foi parar o candidato Hollande? Porque o presidente se revelou um Hollande completamente diferente...


Romulus: Tem mais: a armação pra cima do Dominique Strauss-Khan, o “DSK”, foi feita a mando do Sarkozy. Mas serviu muito bem ao Hollande, que pra mim devia estar a par da "operação" nos EUA.


Patricia: Foi o que pensei, também...


Romulus: Até uma pessoa no documentário dá a entender isso, quando fala q "DSK errou... Hollande não é o tipo de pessoa a quem se faça ~ameaças~ impunemente"


Patricia: To revendo o documentário e é realmente incrível... só a Justiça mesmo pra tirar um candidato do páreo!!


DSK em 2012 e... Fillon em 2017?


Tania: A arte dos belos discursos e das tramas de bastidor.


Romulus: pois é... a ~juristocracia~ vem avançando há tempos. Devagar e sempre.


Tania: A sacanagem contra DSK era realmente a cara do Sarkozy.


Quem saiu por cima moralmente foi única e exclusivamente Ségolène Royal. E ficou claro o quanto, nesse universo da política francesa, a mulher ainda é autorizada a desempenhar apenas um papel de coadjuvante.


Romulus: Convenhamos: DSK é um porco.

Mas aquele "flagrante" nos EUA foi armadíssimo. Olha a equipe infiltrada (serviço secreto?) no Hotel, comemorando logo após a ligação da "vítima" à policia de NY:





Patricia: Olha a parte do documentário sobre isso...

Lógico que Hollande sabia de alguma coisa:


DSK convoca Hollande:


- Olha... estou de passagem em Paris tal dia tal hora.


O encontro é marcado qdo Hollande sai do Hospital, num apartamento, sob abrigo dos olhos indiscretos.


E lá DSK é bem claro:


- Ou vc desiste de disputar comigo pela vaga de candidato ou vc e seus amigos não vão ter nada, ninguém terá um posto e eu vou acabar com a vida politica de vcs. Então seja leal, senão vc vai partir sem nada. Vc tem que se anular e se vc não o fizer, não terá nada.


Testemunha:

- Não é o tipo de coisa que se pode dizer a François Hollande...


Hollande:


- Dominique, eu ouvi bem a sua proposta, mas eu vou até o fim da primária... e depois veremos quem ganha.


Testemunha:

- Nunca vi Hollande se vender por uma posição ou por qualquer outra coisa, aliás.


Narrador pergunta:

- Mas DSK tinha todo mundo do lado dele então... honestamente, por que Hollande não fez um acordo com ele?


Testemunha:


- Hollande não é do tipo kamikaze... ele é calculista. E ele respondeu que em um determinado momento na vida é preciso arriscar. Tem apenas uma carta no baralho... e é nela que a gente aposta... tudo! (ou nada)


Tania: Exatamente. Estava bem evidente a armação pra cima do DSK, Romulus. E que lugar melhor para armar uma arapuca dessas envolvendo "des affaires de cul", senão os Estados Unidos?


*


Documentário 2


Romulus: Este aqui, sobre a implosão do "candidato eleito" de 2007, DSK, também é muito bom. Os 2 foram ao ar juntos:

"DSK, l'homme qui voulait tout"
YOUTUBE.COM











Romulus: Lá pelas tantas tem alguém que fala do pavor dele semanas antes com a possibilidade de um flagrante armado... ele dizia: "tenho medo de aparecer uma mulher dizendo que eu a agarrei num estacionamento qualquer à noite no escuro".


Ele achou que nos EUA estava tranquilo... pelo contrario!


Tania: Quelle histoire que celle de son nom de famille!


Romulus: Né??




Ih... e o coração vem à boca: Emir Sader compartilhando nosso artigo agora:





Tania: Uau!


Todo esse jogo político da esquerda francesa escancara bem o nosso bem recente: a falta de apoio a Dilma pelo partido no momento do bombardeio da oposição, a traição do companheiro de chapa, as divisões da esquerda, o personalismo de alguns, as armações para derrubar candidatos com força popular... Tudo concorrendo para o avanço da direita praticamente sem obstáculos.


Patricia: E o “engraçado” é que foi Hollande, pela esquerda, que, anos atrás, fortaleceu o Judiciário, como resposta ao escândalo do Ministro do Orçamento, pego com conta secreta na Suíça com dinheiro sonegado na França!


... e, “casualmente”, agora esse mesmo Judiciário, com base num dossiê vazado para um jornal, torna réu o candidato do partido rival (direita)... e em tempo recorde!


Tania: Lá como aqui. Em tudo marchando no mesmo passo.


Romulus:


<<No caso, Hollande deve ter achado isso seu golpe de mestre (involuntário?). Afinal, a farsa midiático-judicial agora elimina a direita... e "o vinga" por meios tortos>>

<<O "rei decapitado" assegura que a ~sua~ dinastia continua reinando, com o seu filho dileto>>

<<Ele... que disse tantas vezes para jornalistas "Macron c'est moi"!>>


- Chapeau, Mr. Hollande! Tiro o chapéu...



*


Algumas repercussões (familiares, eleitorais e... psíquicas??)

- "Curtir e não curtir ao mesmo tempo": filho de esquerda, pai tucano




- E ainda no Face:

Tania: A esquerda francesa foi obrigada a puxar votos para o direitista Chirac no momento de forte ascensão do FN alguns anos atrás. Que não cheguemos a esse ponto jamais!

Romulus: votar no PSDB pra evitar um milico fascista?
😵😵😵

Tania: Assustador, não é?

Romulus: E no entanto, vamos todos votar num Aécio da vida com o mesmo empenho do Jospin e do Rocard no Chirac. 😪

Dorotea: 😳😱 Segundo turno da eleição municipal aqui em PoA já foi + ou - assim, entre PMDB e PSDB.

*

10/3 - ... e o post já sai "de fábrica" com a primeira atualização:

Ontem à noite foi ao ar na TV estatal o programa “L'émission politique”, que no momento entrevista, a cada semana (mais de 2h!), cada um dos candidatos à presidência.

O convidado da semana foi ele: o “perigoso” Benoît Hamon, o candidato “radical” (??) do PS.

Lembram do colunista econômico da casa, o François Langlet - de quem já falei aqui no blog?




Saindo totalmente da sua habitual sobriedade, foi extremamente duro com Hamon, tentando desconstruí-lo:




O programa inteiro foi assim… uma casca de banana atrás da outra. Até com tentativa de “pegadinha de debate”, no quadro do “confronto”, com o político da direita, Laurent Vauquier (tratando de temas “identitários” (sic)).



Como deixo claro, Hamon é o meu candidato preferido… aquele que trata dos temas do futuro.

Mas consigo ver com distanciamento, pro bem e pro mal...

Portanto:

(1) Pro mal

- De fato, ele carece do ar “presidential”, como apontam os analistas. Apesar dos seus 50 anos (!?), mantém um ar e o look de “garotão descolado”.

Isso não foi problema para eleger Justin Trudeau Primeiro-Ministro do Canadá…



Mas, na conservadora sociedade francesa, não sei não…

Notem: não é nem tanto a idade / cara de garoto o problema…

Afinal, o candidato do sistema, Macron, tem 39 anos!


Mas...


<<Macron tem a assertividade e a postura imperial "permitida" pela arrogância dos “jovens gênios”>>

... e isso vai bem no país que, afinal, inventou o…

- ... “Bonapartismo”!

Não?

Já Hamon é mais democrático…

De traço menos personalista e arrogante...

Não por acaso, dentre as suas propostas está justamente o fim da “5a República” do - também personalista e arrogante... - General De Gaulle.

Quer passar à 6a, em que a França passaria a um parlamentarismo verdadeiro, como têm todos os seus vizinhos. Para sepultar os poderes excessivos do Presidente - a que se convencionou chamar de “monarquia republicana” (contradição em termos!).

OBS (da tragédia brasileira...):

<<E enquanto isso, nos "Mares do Sul", o “antenadíssimo” (?) iluminista ~de botequim~, o Min. Barroso, do STF, sugerindo o (muito) desfuncional semi-presidencialismo francês como modelo de “redenção” para o Brasil… ai ai ai...>>



- Mas pelo menos o sotaque é chic, não?




Em um dos seus melhores momentos ontem, Hamon respondeu às provocações de um "ex-socialista" (será que era mesmo?), que saiu do PS depois de 30 anos para aderir a Macron.

Ele começa citando chiste de François Mitterrand, o falecido "pai" dos "enfants terribles" da esquerda francesa:


<<Esse tal de "centro"...
ele não é de esquerda, nem de...
- ... esquerda!!>>




Ele segue, por quatro minutos, mostrando como o "nem de esquerda nem de direita... vou governar com os 'bons' (oh!)" de Emmanuel Macron é uma quimera... e que sua candidatura não deixa de ser uma aventura.

Ao final, é duro, taxando Macron de "imaturo".

Este segmento "Hamon vs. Macron" repercutiu bastante na imprensa francesa hoje:




Notem a provocação na fala de Hamon, explicitada pelo jornalista:

- Le Pen seria Trump... Macron seria Hillary... e você seria...

- ... o Bernie Sanders, então?!

Bem... nos EUA deu no que deu, não foi??



(http://www.romulusbr.com/2016/11/trump-vinganca-kamikaze-dos-99-contra-o.html)


(2) pro bem

Tenho visto todas as edições do programa (inclusive com Marine Le Pen… argh!)... e Hamon é - de maneira disparada - o candidato mais bem preparado… está afiadíssimo!

Passou sem problemas por todas as cascas de banana e pegadinhas.

Creio que está tão bem preparado justamente por saber o quanto o(s) establishment(s) - da direita, da esquerda (!), do mercado e (principalmente) da mídia - quer desconstruí-lo… pintá-lo como o “jovem”, “irrealista” e “radical”.

Quem assistia ao programa comigo bem notou:

- Alguém tão bem preparado e tão investido não pode ter como meta apenas o futuro controle do PS… ele realmente está indo com tudo para a eleição presidencial… ele acredita que pode!

De fato.

Bem... Hamon já riu por último do (mesmo) deboche da mídia e das pesquisas quando venceu, "de surpresa", o primeiro e o segundo turnos das primárias do PS, não foi?

- Será que ele rirá de novo em abril??




*

E por falar em rir... o quadro da intervenção da humorista no programa:



<<Eita! Um "socialista" com...
- ... ideias de ~esquerda~?!
Calma, Sr. Hamon, que nós não estamos mais
acostumados a ver uma coisa dessas (!)>>

Apesar das estocadas e ironias, ficou claro para quem via comigo que ela votará nele (rs).

Mas corrigi:

- Ela não vota: ela é belga!

*

Aqui o (excelente!) programa de ontem completo:


OBS (!!):
notem, no thumbnail do vídeo, ~quem~ estava lá, dando todo o seu apoio a Hamon...

Sim, ela...

A musa do blog: a "nossa" Christiane Taubira!

Notem bem:

~Diferentemente~ de uma Marina Silva...

... Christiane Taubira, essa (também) filha do povo da Amazônia, sabe bem a quem serve essa "novidade" (aliás, "nova política"??) de "nem de esquerda, nem de direita", bem como essa tal de "política sem 'ideologização'... que não atende mais aos 'novos tempos'" do tal "ex-socialista" Macronista do vídeo aí de cima...


*



E fecho me repetindo (8/3):





*

Atualização (D E F I N I T I V A !)


Estou eu tranquilamente navegando nas redes e ouvindo o jornal da noite no canal France 2 quando começa uma matéria sobre um determinado segmento do eleitorado: os aposentados.

De repente, no meio, vem simplesmente a...

<<definição em áudio e imagem do que é o tal do combo
~dissonância cognitiva~ + ~bombardeio midiático~>>

Senão vejamos:


Pontos relevantes do discurso do senhorzinho descrente no voto e revoltado com "os políticos":

- "Não são os políticos quem manda... é a Finança!";

- "Os políticos vão de tempos em tempos 'pegar as ordens lá em Bruxelas' (União Europeia -> Merkel)";

- "François Hollande dizia 'meu inimigo é a Finança', né?";

- "Depois deu meia volta... e hoje não tem ninguém que ouse dizer o mesmo ('meu inimigo é a Finança')";

- "(sobre programas de governo) na ~RÁDIO~ tem um lá que fala... 'MACRON... votaria com certeza nele...'"

- "A gente ouve... e é isso aí..."

Estão vendo??

Não precisava ter escrito estes dois posts enormes, né?

- Um videozinho de 50s resume TUDO!

*

E no Face a reação:

Tania: Quem já viveu e viu muitas coisas não tem mais a menor ilusão. É mesmo assustador.

Romulus: E no entanto vota Macron? "É isso aí..."
:-O

Maria: O videozinho de 50´ é mesmo uma bomba. Toda a tragédia condensada aí, como vocês dois comentam! Um soco na boca do estômago!

Romulus: se eu tivesse combinado com o senhorzinho não tinha saído "melhor"!

*

Aqui a reportagem completa:



*

Atualização 12/3:

Lembram do programa "on n'est pas couché", da TV pública francesa?

Coloquei link com o programa da semana passada no primeiro artigo desta semana tratando da eleição francesa, que deu origem a esta série de artigos:



Naquela oportunidade, tratei apenas da parte do programa com a participação do filósofo Bernard Henri-Lévy.

Sequer ressaltara então - por não o ter ainda apresentado aqui no blog... - que o convidado político (sempre o primeiro de cada programa) daquela semana era não outro que...

- ... Benoît Hamon!



Pois bem.

E não é que, ontem à noite, o convidado político da semana foi o seu rival no campo da esquerda, o candidato "do PSOL" na eleição francesa...

- ... Jean-Luc Mélenchon?

O apresentador, Laurent Ruquier - seu amigo!, sabe separar bem as coisas... e foi incisivo quanto ao fato de que a manutenção das duas candidaturas no campo da esquerda levará, necessariamente, à eliminação de ambas ainda no primeiro turno e...

... ao voto útil de toda a esquerda no segundo em...

- Emmanuel Macron!

(para derrotar Marine Le Pen)

OBS: deem desconto para a claque de militantes "animados demais" com que Mélenchon encheu a plateia... os vigorosos aplausos a cada tirada do candidato e as vaias a qualquer crítica do painel de entrevistadores são um tanto incômodos.






*

Atualização 15/3:

Documentário "Pres. Hollande, o mal amado" (TV púclica francesa - 13-3-2017)







*   *   *


https://lh3.googleusercontent.com/J5GR6RTZJ7pt1pkG0gIEZkqS9Zh-YP0epXqEy8zXOX1yTFAFV4RPbrk0-t08q7O9Qw7eoSaGDjC0sLzVIAhmSRv7WRvhjB6GyUxfdW0l5YjXCQhlSDhyzGjtlRx7IQtH3DlI7us

*

(ii) No Facebook:

https://lh6.googleusercontent.com/7qDhkW7kt2VUdiKDI7Fb_MN6iBzhKh3WZ6JCcpDBiYwZlfGfQirNKx1CBirbVf02S02piZuC2TquQXACfNszK5U8iHFvOAKYKh73ZzA4RA9tV3smMzTDDaGZETShHSC5D6NNJuc

*

(iii) No Twitter:

https://lh5.googleusercontent.com/qdEvmS27_bnYauukZLgaQDwCoxsttlV9VlEkqxpaB4I2K3FR7wn2l3ftcP5HcuT_8FJL2eyAhfYt7gKttSTt-v-ZyjVpxrnGRwpmzcQmWwPZqlQ2UZdD67AiWb_605U9S6S69fE

*

(iv) E também no GGN, onde os posts são republicados:

https://lh5.googleusercontent.com/YHvaoddoegv9hVMP9ntNrtER6BwiamTqYUvBA6fRMAkOwiSD0kq-3SrfOIIEVWRzPfs-H8FJ6NWFqesjopT4-XaxupwOQcB-vlaYQqsyP6_0B7zQ8JIC3FsvWTsCj15DXoNj3Uc

*

Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como "uma esquerdista que sabe fazer conta". Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.



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