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16.7.17

As precisas análises políticas de Rui Costa Pimenta, do PCO



As precisas análises políticas de Rui Costa Pimenta, do PCO



Por Romulus


Diferentemente de PSOL, o PCO não visa a crescer em cima dos cadáveres do PT/ CUT. Sabe perfeitamente bem que esse binômio é a última trincheira de resistência da classe trabalhadora.

Portanto, Rui denuncia o oportunismo - míope e suicida - do PSOL, que acha que pode ser "o novo PT".

Também diferentemente do PSOL, o PCO não ambiciona eleger deputados... poder nomear apaniguados como assessores parlamentares.

Quer dizer...

Se ambiciona, ao menos subordina essa ambição ao que julga ser 'o' principal:

- A luta da classe trabalhadora contra a exploração pelo capital.



*

Quem foi que disse que trotskistas não podem ser pragmáticos?

Ao menos quando o bicho pega?

Tenho acompanhado há meses as análises políticas semanais do Presidente do Partido da Causa Operária - PCO, Rui Costa Pimenta.

Surpreendi-me muito, inicialmente, ao constatar que concordo com quase 100% do diagnóstico e uns 90% das previsões dele.

A surpresa não se deu propriamente por Rui ter formação marxista ou mesmo por pertencer à vertente trotskista...

Mas sim por, antes disso, conhecê-lo tão somente como o candidato do PCO à Presidência da República.

Via-o na TV, de 4 em 4 anos, por uns 30 segundos, com uma plataforma que me fazia...

- ... sorrir.

Lembro por exemplo, na campanha de 2002, da defesa da estatização imediata do sistema financeiro e da adoção do salário mínimo "emergencial" de R$ 1.500,00.




Hoje não parece um valor tão... hmmm... "onírico", certo?

Bem...

Caso aplicássemos o mesmo percentual de reajuste do salário mínimo de 2002 (de só R$ 200,00, Fernando Henrique!!!) até chegarmos ao valor vigente em 2017 (R$ 937,00), o singelo valor de "1.500" passaria para...

- R$ 5.528!

rs



Mas então...

Vendo esse tipo de proposta, acreditava ser o Rui mais um dentre a miríade de candidatos nanicos de extrema-esquerda (PSTU, PCB, etc.) que estavam lá apenas "para constar".

Contudo...

Ao ver uma análise política dele sobre o golpe de 2016, constatei que não era nada disso!

Há uma separação entre as plataformas eleitorais do PCO, como o tal "salário mínimo emergencial", e a orientação dada aos filiados para a atuação política prática, dada a ~realidade~ da correlação de forças conjuntural da sociedade brasileira.

Diferentemente de PSOL e PSTU, o PCO não visa a crescer em cima dos cadáveres do PT/ CUT.

Sabe perfeitamente bem que esse binômio é a última trincheira de resistência da classe trabalhadora.

E não se ilude: sabe, também perfeitamente bem, que quem quer destruir o PT/ CUT ~não~ quer substitutos.

É para extinguir e, em seguida, "salgar a terra"...

Para que, tal qual Cartago, nada mais (re) nasça em cima.

Portanto, Rui denuncia o oportunismo - míope e suicida - do PSOL, que acha que pode ser... "o novo PT".

Num truísmo perverso, se não houver mais o PT, não ~vai~ mais haver... "PT".

Nem o velho nem o novo.

Ponto.

O PSOL, os "psolismos difusos" na sociedade, bem como o que o Rui chama de "teatro parlamentar" das suas (micro) bancadas, só são tolerados enquanto servem ao propósito específico de fustigar o PT e de dividir o voto de esquerda.

Sem PT, sem serventia.

Simples assim.

Também diferentemente do PSOL, o PCO não ambiciona eleger deputados...

Poder nomear apaniguados como assessores...

Quer dizer...

Se ambiciona, ao menos subordina essa ambição ao que julga ser 'o' principal:

- A luta da classe trabalhadora contra a exploração pelo capital.

*

Assim, parece-me que o PCO consegue se equilibrar no fio da navalha que enxerguei, lá atrás, como o correto para a "esquerda da esquerda":




Isto é:

- Exercer o papel de crítica sistêmica, "radical" e não-conciliatória - vetor ~necessário~ para a resultante política final da sociedade pender mais para a esquerda...

Mas...

- Sem usar isso como a ~sua~ contribuição para o esforço do capital de inviabilizar, política e eleitoralmente, a...

- ... "esquerda que quer (de fato!) governar".

- E que, portanto, aceita fazer "o que precisa ser feito" para tanto.

*

Pois bem.

Partindo dessa premissa, não é lá tanta surpresa que concorde com a maior parte das falas do Rui.

Afinal, nada superou o marxismo na análise das contradições inerentes ao capitalismo.

O problema foi...

- ... a "solução" proposta!

E, principalmente, as experiências históricas da sua "implementação" (entre aspas mesmo).

*

Em vista de tudo isso, recomendo fortemente:





*

P.S.: Devo acrescentar, ao final, que o Rui costuma enquadrar suas análises da realidade brasileira também dentro do contexto internacional.

Assim, não raro inicia as suas falas com a análise dos acontecimentos no centro do capitalismo. Especialmente nos EUA e na Europa.

Tendo coberto exaustivamente (vocês bem sabem!) a eleição francesa aqui no Blog, posso dizer que salta aos olhos que Rui está muito bem informado sobre o que se passa por aqui na Europa. E isso para além das narrativas que se leem na grande mídia internacional. Percebe-se que ele realmente faz "o dever de casa".

Aliás, na análise de duas semanas atrás, Rui externou uma opinião semelhante à minha:

- Devemos todos olhar com muita atenção os desdobramentos do "experimento" tentado - com sucesso - na França com a "bolha" político-midiática Emmanuel Macron.

Não tenho dúvida - e Rui também não - de que tentarão reproduzir a receita em muitos outros países.

Inclusive o nosso Brasil:






A esse respeito, permito-me emendar o Marx "do Rui" para dizer que, às vezes, a História se repete como farsa ~e~ tragédia.

Ao mesmo tempo!

A primeira parte do vídeo da semana passada é toda dedicada aos desdobramentos na França:




O leitor Des quis saber a minha opinião.

Respondi o seguinte:



vatar
Vi esse vídeo inteiro (2h e caralhada). Está EXCELENTE. Nada superou o marxismo no diagnóstico até hoje. Problema foi com soluções propostas. Entrei em contato com assessor só p/ esclarecer que no min. 59 ele se equivocou ao cair no golpe de marketing do Barroso/ Janot e aceitar a narrativa de que "Gilmar perdeu no julgamento do STF".


A parte inicial, em que ele encaixa a conjuntura brasileira no todo internacional, partindo da eleição da França, tá muito boa.


vatar
Ia te perguntar a respeito (da parte internacional), se está de acordo.


Ah, nos cursos Lenin, Revolução Russa, quando ele fala de história da arte, minha esposa vibra, pois a formação dele está a par da de um professor de história da arte.


vatar
Bem... sendo chatinho...


Tá quase tudo correto.


Mas no final ele cometeu um equivocozinho sobre as motivações de algum dos atores políticos da França que mencionou. Mas era algo secundário e já nem lembro mais quem era. Não afetava as conclusões.


Mesma coisa com o casamento gay aprovado na Alemanha.


Na verdade, foi um tiro no pé que foi cobrado da Merkel. Ela ficaria ad eternum impondo um "don't ask/ don't tell" ao partido dela (CDU).


Ela impedia o partido de deliberar, dizendo que "ainda havia um debate interno e não havia posição fechada".


Mas, numa intervenção televisiva, ela disse que era uma "questão de consciência". Apenas para negar a dimensão política da questão.


Mas, assim, ela sem querer tirou o biombo de "a CDU não tem posição oficial ainda", porque passou a ser uma "questão de consciência" (individual), certo?


Na politica alemã, palavra é (quase) dívida.


E a oposição, assim, pôde então questionar o bloqueio que a liderança da CDU mantinha no Congresso, impedindo a questão de ser pautada por... "não ter posição fechada".


E aí foi como na votação do aborto na França em 1973: a proposta ganhou de lavada com os votos de toda a esquerda mais metade dos votos da direita, "libertária".


Deu um 400 x 150.


E pegou MUITO MAL ela ter que votar com... “a consciência (sei, Merkel...): contra!


Inclusive internacionalmente.


Afinal, o Obama não tinha deixado a liderança do "mundo livre", "contra as trevas", nas mãos dela??



Mas ninguém baseado no Brasil tem feito análises da política europeia da qualidade das do Rui. Dá pra ver q ele realmente busca se informar.






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Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como "uma esquerdista que sabe fazer conta". Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.

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