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Queria poder dizer que criei esta montagem, mas não... recebi de um seguidor no Facebook, como comentário a um artigo anterior. rs ...

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19.11.17

Pare e leia: a análise DEFINITIVA do episódio da prisão dos deputados no Rio


Assessor parlamentar, especialista na política do Rio de Janeiro, faz análise DEFINITIVA do episódio da prisão dos deputados.

E com extrapolações - ASSUSTADORAS! - para o nível federal.

Em resumo, Eduardo Cunha nada mais fez do que tentar replicar, em Brasília, o esquema que vige na ALERJ há, pelo menos, 30 anos!


E o que está ruim sempre pode piorar!

*


Sobre o seu último post - não posso falar nada publicamente, por razões óbvias.

Mas gostaria de dizer que as empresas de ônibus financiarem a ALERJ é um fato que já está completando (pelo menos) 30 anos. Da mesma forma que as empreiteiras financiaram todos os partidos no âmbito federal, as empresas de ônibus financiaram todos os políticos relevantes no âmbito estadual. Não é à toa inclusive que, por isso, TODOS os partidos de esquerda (até o “incorrupto” e “imaculado” PSOL) se dividiram na votação de ontem. O deputado em questão é deputado de longa data...


Claro que aí vem questões: este esquema começou (ou pelo menos foi articulado de forma mais clara) durante a presidência da ALERJ do Sérgio Cabral. Ele recebia um "mensalão" que distribuía para os deputados (tanto da situação quanto da oposição!) que financiava tanto os deputados quanto as campanhas.

Não havia ingerência sobre se o roubo iria para a “pessoa física” (corrupção em “sentido estrito”) ou para a “pessoa jurídica” (para o partido, “pela causa”): o deputado fazia o que queria com o dinheiro.

Garotinho, eleito governador, tomou conta do esquema e duplicou de tamanho, financiando também figuras da religião que se lançavam na política naquele momento. Garotinho também o estendeu para o financiamento de campanhas de deputado federal (e inclusive, com a aliança com o PT - financiou campanha de alguns do PT à Câmara).

Ou seja, trata-se no fundo de financiamento de campanha para aqueles que não roubavam na pessoa física, e roubo descarado para aqueles que roubavam (Sérgio Cabral sempre foi desse tipo).

Com a ascensão da família Picciani houve o esvaziamento do deputado Paulo Mello (que fazia a interlocução anteriormente). O presidente da ALERJ – Picciani - assim definia basicamente quem teria dinheiro para campanha ou não. E por consequência o assento da presidência se tornava perene e inconteste, foi o que o Cunha tentou fazer no âmbito federal.

Claro que o efeito colateral disso é o péssimo serviço de transporte público que o carioca tem de suportar.

Não sei como estão as provas que o MPF conseguiu do esquema, mas a incompetência do MPF em conseguir provar as coisas já é notória de todos aqui (para quê, se “convicção” já basta, né?).

Agora... o “flagrante” pretenso transformando a indicação do Albertassi em conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (coisa que foi uma jogada política para retomar o controle do TCE depois da prisão de todos os conselheiros políticos pelo Judiciário!) é, no mínimo, absurda. As demais alegações de obstrução (mensagens no celular do Picciani) então são absolutamente normais da atividade política (um presidente de casa legislativa não pode falar sobre o escopo de uma CPI com um deputado proponente?).

E por que esses 3 deputados?

O presidente da casa legislativa, o eterno líder do governo (Paulo Mello sempre foi líder do governo, de todos os governos - mesmo quando não era mais líder ele ainda o era de fato - uma espécie de “Jucá” carioca), e o atual “líder” do governo.

Ou seja, se futucar, não restará “pedra sobre pedra”. Há quem goste disso (como a Dilma... a ingênua que foi a PRIMEIRA pedra a rolar!).

Já eu acho que sempre o que está ruim pode piorar e que numa terra arrasada não nasce grama.


Sem o financiamento das empresas de ônibus, quem terá dinheiro para se eleger?

Minha previsão: Crime Organizado e igreja evangélica.


Resultado: a ALERJ, que já é muito ruim, irá piorar significativamente na próxima legislatura.

P.S.: O RJ não quebrou “por causa dessa roubalheira”.

O RJ quebrou por causa da implosão da cadeia de óleo e gás/ indústria naval, ambas importantíssimas para o Estado.

Esses setores faliram devido a uma combinação sinistra:

(1) Política populista da Dilma de não reajuste do preço dos combustíveis pela Petrobras

Dilma diminuiu a capacidade de investimento da Petrobrás, justamente quando ela mais precisava de caixa, para o desenvolvimento dos campos do pré-sal. Tudo para segurar a inflação (artificialmente).

Se a Petrobrás tivesse a capacidade de investimento mantida, muitos dos campos que foram “licitados” (aspas!) agora já estariam em desenvolvimento pela própria Petrobrás. E o endividamento da empresa não precisaria ter se elevado tanto. Assim, vários dos “argumentos” (aspas!) usados hoje pelos golpistas para a entrega de ativos – da Petrobras e também da União –simplesmente não existiriam.


(2) conjuntura internacional: baixo preço do barril.

Os EUA, mancomunados com a Arábia Saudita, derrubaram artificialmente o preço do barril, a menos da metade!, com superprodução: o valor caiu de acima de USD 100 por barril para por volta de USD 30!

Visavam a atingir o Irã, para força-lo a aderir ao acordo de controle do seu programa nuclear. Conseguiram.

Mas...

Como “troco”...

Ainda ferraram as economias da Rússia e da Venezuela – que “troco”!

E, como “troco do troco”, também a do Brasil. E, mais especificamente, a do Rio de Janeiro, que produz mais de 80% do petróleo do país.


(3) A Lava a Jato.

Sobre os efeitos devastadores dessa verdadeira operação de sabotagem – made in USA – nem precisamos comentar, não é mesmo?

*   *   *



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Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como "uma esquerdista que sabe fazer conta". Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.

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