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7.12.16

Às portas da guerra “civil-militar”: Rio de Janeiro é o Brasil amanhã?


Às portas da guerra “civil-militar” (com aspas mesmo...): Rio de Janeiro é o Brasil amanhã?

Por Ciro
Como servidor do estado do RJ, acho importante observar que a decisão de confronto no protesto de hoje foi deliberada.  Inflamados pelos servidores militares (sim, o que houve no rio foi uma guerra fratricida, policais em serviço vs policiais e bombeiros fora de serviço) e da segurança pública e pela situação financeira calamitosa em que se encontram os servidores, o confronto foi deliberado e planejado.  Quem está literalmente sem dinheiro para dar comida para os filhos toma atitudes que em temos normais jamais tomaria.  E se Leilanes da vida fizerem eulogias e epitáfios de latas de lixo queimadas, a situação só vai piorar.


Também quero deixar claro que esses movimentos de servidores - e agora todos estão radicalizados, seja à direita, seja à esquerda, tem como objetivo a TOTAL rejeição ao pacote de austeridade - sem negociações ou soluções pactuadas. Não descartaria possibilidade de greve geral dos servidores do estado no futuro se for mantida a situação atual de desespero com os salários atrasados.
Deve-se lembrar também que o atual governo e a atual legislatura foram eleitos com grande apoio da massa de servidores.  Antes da eleição foram dados substanciais aumentos para quase todas as categorias do funcionalismo.  Da mesma forma que o projeto que ganhou a eleição presidencial não foi um projeto de austeridade, o projeto que ganhou a eleição estadual também não o foi.  Numa eleição em que a abstenção havia sido a primeira colocada do segundo turno. A desconfiança institucional e antipolítica está em força máxima.
Uma amiga que trabalhava em cargo significativo na secretaria de planejamento em 2013 me disse que conversou com o então secretário apresentando planilhas e dizendo:  "Você sabe que a gente não pode pagar isso né?", e ele respondeu:  "Não se preocupe, o pré-sal vai pagar"...
E para piorar a situação, o projeto "eleitoral" do impeachment também foi por água abaixo - foi prometida uma rápida recuperação.  Ninguém mais sonha com isso.
Eu chamo bastante a atenção a esse fato porque policiais fora de serviço se manifestando por salários atrasados ainda tem armas em suas casas, e alguns andam armados.  É uma bomba relógio pronta para estourar.  Isso pode colocar na equação do momento político uma real situação de convulsão social e trazendo a tona possivelmente um aparato de repressão mais forte com ainda mais perdas das garantias individuais.  Hoje já se viu policiais usando uma igreja histórica tombada pelo IPHAN de base para lançamento de bombas e atirar balas de borracha sem autorização da arquidiocese. A matéria do "El Pais" faz uma descrição bastante fiel dos fatos de hoje no RJ, ao contrário da imprensa nacional que faz uma espetacularização do vidro e da lixeira quebrada.


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