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Queria poder dizer que criei esta montagem, mas não... recebi de um seguidor no Facebook, como comentário a um artigo anterior. rs ...

3.2.18

“Uspianismo”? “Piscadelas” de Haddad a FHC (e à Globo!) ocorrem à revelia de Lula!



Por Romulus Maya, para o Duplo Expresso
– Inviabilizado internamente como “sucessor natural de Lula”, Haddad buscou viabilizar-se externamente. E, assim, impor-se de fora para dentro.
– Como “argumentos de venda” – i.e., da própria venda (“venda”!) – usou:
(a) para o “lado de lá”, o seu… hmmm… “uspianismo” político-econômico, digamos;
(b) para o “lado de cá”, a possibilidade de costura de um “acordão” no STF, para que Lula seja inabilitado mas mantido em liberdade. Abrindo, evidentemente, uma avenida para o próprio Haddad.
– Como não cansamos de repetir aqui no Duplo Expresso, mesmo que tal “acordão” conviesse, FHC e Globo não gozam da autoridade para celebrá-lo. Isso, pela “singela” razão de que eles não mandam: obedecem. A ordens que vem… de fora!
*
Recebemos nos últimos dias relatos de fontes nossas que ajudam a explicar movimentações… hmmm… “inesperadas”, digamos, de alguns atores no tabuleiro do jogo político nesta última semana.
Fernando Haddad
O “uspiano”, dos eufemismos atucanados (bem “uspianos”…), conta com uma ampla rejeição interna: das bases do PT, do movimento sindical e dos movimentos sociais. Esses já fizeram chegar ao comando petista, inclusive, que cogitam não apoiar o Partido caso esse escolha Haddad como candidato. O Brasil (e mesmo o PT) definitivamente não se resume à área central, bacana, da cidade de São Paulo.
Segundo relato de fonte muito bem situada na hierarquia, as movimentações… hmmm… “inusitadas”, digamos, de Haddad nesta semana que termina – incluindo a tal “conversa de 5h (entre pares uspianos…) com FHC (!) na casa de amigo em comum” e a entrevista (uspiana…) na Globonews (!) – teriam sido feitas à revelia de Lula.
Observadores externos – inclusive nós mesmos aqui no Duplo Expresso – supúnhamos, ao contrário, que Haddad agia com a benção de Lula. Como um emissário do ex-Presidente, digamos.
Nada disso!
A fonte relata ainda uma articulação da seção paulista da tendência Construindo um Novo Brasil (CNB), juntamente com o Presidente do PT no Rio de Janeiro, Washington Quaquá (também da CNB), para “lançar logo” o tal do “plano B”, limitando a defesa de Lula aos tais “recursos cabíveis no Judiciário”.
Sim, aos “recursos cabíveis no Judiciário” (!)…
Afinal, como sabemos todos “as instituições estão funcionando normalmente”, não é mesmo?
O tal “plano B” almejado por essa ala?
– Fernando Haddad, naturalmente.
Nas palavras do Presidente do PT no Rio, o “plano B” deveria ser “um petista amplo e com experiência de governo, sem sectarismo”.
Senti falta, apenas, do requisito “uspiano” no perfil desejado, Quaquá (!)
O relato da fonte termina dando conta de que essa “articulação” – já eu daria outro nome a essa… hmmm… “manobra interna”, digamos… – teria caído muito mal nos círculos próximos a Lula.
*
Como disse, o relato da fonte termina aí.
A partir daqui seguem suposiçõesminhas.
Premissas:
– Desde a publicação daquele “polêmico” artigo na Revista Piauí no meio de 2017, víramos que Haddad, apesar do fiasco eleitoral em 2016, não dava como terminadas suas pretensões político-eleitorais.
– Como identificou então fonte no tal “mercado”, a entrevista – incluindo formato, meio e, principalmente, conteúdo – fora lida como uma sinalização a ele próprio: o “mercado”. Dizendo algo como “oi, ainda estou aqui!”. E ainda: “olha como sou gente fina”.
– Como disse acima, outra fonte (essa petista) deu conta, nesta semana, de que Haddad seria amplamente rejeitado pelas bases “populares”, digamos, do PT.
– Disse ainda que suas “piscadas” para FHC e os Marinho foram feitas à revelia de Lula.
– Terminou o relato afirmando que “articulação”… hmmm… “independente”, digamos, da CNB-SP para lançar logo Haddad teria caído “muito mal” no entorno de Lula.
A partir dessas premissas especulo:
– Inviabilizado internamente como “sucessor natural de Lula”, Haddad buscou viabilizar-se externamente. E, assim, impor-se de fora para dentro.
– Como “argumentos de venda” – i.e., da própria venda (“venda”!) – usou:
(a) para o “lado de lá”, o seu… hmmm… “uspianismo” político-econômico, digamos;
(b) para o “lado de cá”, a possibilidade de costura de um “acordão” no STF, para que Lula seja inabilitado mas mantido em liberdade. Abrindo, evidentemente, uma avenida para o próprio Haddad.
Como não cansamos de repetir aqui no Duplo Expresso, mesmo que tal “acordão” conviesse, FHC e Globo não gozam da autoridade para celebrá-lo. Isso, pela “singela” razão de que eles não mandam: obedecem. A ordens que vem… de fora!
Mesmo que quisessem – e não querem – preservar o Presidente Lula, essa escolha não lhes cabe. Tudo o que prometem – mesmo que seja de boa-fé (e não é) – vale tanto quanto uma nota de 3 Reais.
Pergunto:
– Passando ao largo do juízo moral (individual), havia como consolidar a Revolução Russa sem matar a Casa de Romanov – até a semente – Princesa Anastácia?
Como diz o ditado, “a esperança é a última que morre”, não é verdade?
Por isso, convém precaver-se contra algo tão poderoso com “morte matada”, mesmo.
Morte política ou, em último caso, até mesmo física!
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Ai, ai, ai, Haddad…
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Extra – o “fogo (mui!) amigo” contra Lula
Pergunta:
– De onde será que vem o “fogo amigo” – mui amigo! – desse relato (bem inverossímil…) tentando associar Lula ao – queimadíssimo (across the board!) – Aécio Neves, hein?
A volta do Lulécio (Lula + Aécio)
Por Helena Chagas
fevereiro 2, 2018, 12:06
OS DIVERGENTES
Não foi só Fernando Henrique que conversou horas com Fernando Haddad outro dia em São Paulo – o que não tem nada demais e é sinal de civilidade política, uma característica dos dois personagens.
[Romulus: gente fina, “uspiana”, é outra coisa!]
O infortúnio une, e há outros movimentos de aproximação entre caciques petistas e tucanos. Um deles, ocorrido há poucos dias, envolveu interlocutores do próprio Lula, que o representam, e o senador Aécio Neves.
Não se trata de um típico acordão, pois não está nas mãos dos tucanos livrar Lula da cadeia ou da inelegibilidade, e nem na dos petistas fazerem o mesmo por Aécio. Mas as duas forças que, pelo menos até ontem, eram as principais da política brasileira, têm hoje interesses comuns.
Juntas no Congresso, por exemplo, podem comandar um movimento de reação legislativa, tentando aprovar mudanças em dispositivos e leis que podem aliviar a situação dos acusados e condenados da Lava Jato. Abuso de autoridade, condenação após segunda instância, foro privilegiado estendido a ex-presidentes, anistias e tudo o mais que a criatividade política que surge na hora da necessidade puder inventar está no jogo.
Capitaneado pelo PT e pelo PSDB, apostam os articuladores que esse movimento teria o pronto apoio do MDB e de outros partidos – afinal, é para salvar a todos. E também para seguir adiante com reformas institucionais que limitem os poderes do Judiciário, do Ministério Publico e de outras instituições que hoje estão em confronto com o Executivo e o Legislativo.
Minas Gerais, onde Lula deve lançar semana que vem sua candidatura a presidente, terá papel importante e pode ser o principal terreno da aproximação PT-PSDB.
Sob a coordenação do governador Fernando Pimentel, um acordo informal – bem do jeito que os mineiros costumam fazer – começou a ser conversado. Ele passa pela reeleição de Pimentel para o governo e pela de Aécio para uma das duas vagas no Senado agora em outubro. Nada oficial, mas está nas mãos de Pimentel apresentar algum candidato não tão competitivo assim para senador e dar uma força a Aécio, que, por sua vez, “cristianizaria” o candidato formal do PSDB à sucessão do governador, se tiver.
[Romulus: (solto um mineiro…) Uai!
Não são duas vagas neste ano?
Uma delas não está reservada à Presidente (eleita) Dilma Rousseff?
Num Estado chave para eleições majoritárias em nível nacional decisão tão relevante caberia, exclusivamente, a Fernando Pimentel?
O PT virou o PSDB?
Candidaturas a cargos majoritários decididas em jantares de gente fina?]
Ambos, e todos os demais interessados, vão negar esse acordo até a morte. Mas quem conhece o pragmatismo dos personagens, que no passado já forjou o Lulécio (chapa informal Lula + Aécio) em 2002, e o Dilmasia (Dilma + Anastasia) em 2010, sabe muito bem que pode decolar.
[Romulus: sei não… sinto cheiro de queimado… “fogo amigo”, sabe, Helena…
Abre o olho, Lula!]
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Mais tarde falaremos sobre Carmen Lúcia – e seu patético discurso no STF.

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