Destaque:

Estado brasileiro na encruzilhada. Já sabemos o que a Globo quer... e você?

Queria poder dizer que criei esta montagem, mas não... recebi de um seguidor no Facebook, como comentário a um artigo anterior. rs ...

26.10.16

Cristovam Buarque assume: golpe foi para aprovar PEC 241, por Romulus



Sen. Cristovam Buarque assume: golpe em Dilma Rousseff foi para aprovar PEC 241
Por Romulus
20-10-16 - Em debate no Senado, o Sen. Cristovam Buarque assume razão do golpe em Dilma Rousseff: aprovar a PEC 241, que "perde eleição".
Esse, sem dúvida, um dos momentos mais vexatórios da história do Parlamento brasileiro.
Escancara-se tudo: o cinismo, a hipocrisia, o golpismo, a fraude do "impeachment", a demofobia, o desprezo pela soberania popular, o desprezo pelo contrato social de 1988 - que nao pode sofrer emenda em seu cerne pelo Poder Constituinte ~derivado~, Senador! - e, por fim, o oportunismo de uma alma pequena, agora em seu constrangedor ocaso.
*   *   *
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19.10.16

A violência policial nossa de cada dia, por Romulus

A violência policial nossa de cada dia – Presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente testemunha, em primeira mão, as violências da PM de SP
Por Romulus
Chega a mim em um grupo de Whatsapp – “juristas e advogados pela democracia” – o relato abaixo, com a informação adicional de que o nome de quem o faz é Fábio Paz, Presidente do CONANDA – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Após ler o relato assustador e também angustiante, pelo sentimento de impotência que reaviva, alguns pensamentos me assaltam:
(1) Quantas dezenas – dezenas apenas? – de fatos semelhantes não terão ocorrido nas grandes cidades brasileiras naquele mesmo dia sem o testemunho “privilegiado” de alguém engajado na defesa de uma minoria (na verdade maioria), capaz de fazer a sua voz ser (minimamente) ouvida?

18.10.16

Acredite: ainda há quem não tenha desistido de Cristovam Buarque!, por Anônimx

Enviado por Romulus
(recebido de 'Anônimx' por Whatsapp)
Acredite: ainda há quem não tenha desistido de Cristovam Buarque!

16.10.16

Os "culpados” por “isso tudo que está aí...”, por Romulus

Vamos falar de "conjunto da obra"? Pode vir quente que eu estou fervendo! E sem medo de dar nomes aos bois: os "culpados” por “isso tudo que está aí...”
Por Romulus
Como já disse por aqui, uma obsessão minha é o desenho institucional do Estado. Especulo sempre sobre a sintonia fina que o torne mais funcional, estável e que permita o desenvolvimento e a inclusão. Idealmente, esse desenho deve ser “à prova de idiotas” – foolproof, como dizem os gringos – que eventualmente ocupem os cargos no topo dessa estrutura.
Em geral isso cabe aos famosos "freios e contrapesos" e à tomada de decisões em colegiado.
Tudo isso está de alguma forma no desenho institucional da Constituição de 1988 e no nosso acquis político-institucional infraconstitucional.
Sim, está lá... mas foi pouco! Definitivamente não somos foolproof.

BRICS: a indigestão de Temer na Índia, por Romulus

BRICS: a indigestão de Temer em Goa, na Índia
Por Romulus
Terá sido a comida indiana o problema?
Parece que não... 

13.10.16

Velha questão: direita unida, esquerda estilhaçada. Vol. 1: Por quê?, por Romulus

Velha questão: direita unida, esquerda estilhaçada. Vol. 1: Por quê?
Por Romulus
– O mito do conflito entre irmãos ao ponto do fratricídio povoa a psique humana desde sempre: Seth e Osíris, Caim e Abel, Esaú e Jacó, Romulo (opa!!) e Remo...
– Esquerda e direita: de um lado, guerra fratricida. Do outro, irmãos trabalhando (juntos) em uma empresa familiar.
– A distância entre a “vaidade” na esquerda e o “preço” na direita.
*   *   *
De um lado guerra fratricidaDo outro, agem como irmãos em uma empresa familiar: a distância entre a(s) “vaidade(s)” na esquerda e o(s) "preço(s)" na direita.
É interessante notar como a direita – pragmática que só ela – consegue aparar arestas e fazer convergir seus interesses com muito mais facilidade do que as esquerdas.
E isso em qualquer lugar do mundo: há um filme do neorrealismo italiano (o nome me escapa agora) em que, numa cidadezinha, prendem-se na carceragem de uma delegacia todos os militantes locais das esquerdas: stalinistas, trotskistas, maoístas, anarquistas, etc.
Há, momentos depois, um diálogo antológico entre os dois agentes do conservadorismo no local: o prefeito e o delegado. Esse último expressa ao primeiro seu temor em ter aqueles militantes – “todos vermelhos” – na mesma cela. Teme que, confinados, conspirem e formem uma frente perigosíssima, capaz de subverter a ordem da cidade.

Secretária (Negadora) de Direitos Humanos de Temer confrontada em Portugal, por Romulus


Secretária (Negadora) de Direitos Humanos de Temer, Flávia Piovesan, confrontada em Portugal
Por Romulus
12-10-16 - Secretária (Negadora) de Direitos Humanos Flávia Piovesan confrontada em Portugal e chamada pelo que é. Ou melhor, pelo que se tornou:
– Golpista!
– Flávia, bem-vinda ao resto da sua vida! Espero que tenha valido a pena a sua escolha.

10.10.16

Podem soltar Lula: com PEC 241 eleição vira concurso de Miss, por Ciro d'Araújo, Marcos Villas-Bôas & Romulus

Podem deixar Lula solto: com PEC 241 eleição presidencial vira apenas concurso de Miss
Por Ciro d'Araújo, Marcos Villas-Bôas & Romulus
>> NÃO IMPORTA QUEM VAI SER ELEITO EM 2018. Lula vai estar inelegível ou preso, mas mesmo se não estiver, se ele for eleito o programa que vai governar não será o dele. Pode ser a Dilma, pode ser o Ciro Gomes, pode ser a Luciana Genro. Simplesmente NÃO IMPORTA. Teremos eleições, eleições irrelevantes. A única minimamente relevante será a legislativa, e apenas na construção da SUPERMAIORIA <<
>> Ciro d’Araújo:
Amigos, eu estava tranquilo da vida (na medida do possível), até que resolvi LER a PEC 241.
O Romulus sabe que eu sou favorável ao ajuste fiscal. Acho inevitável que seja feito. Sabe também que eu acredito numa consolidação fiscal de longo prazo, aos poucos. Um ajuste estilo "Levy", intenso e rápido, eu sei que nunca daria resultados.
Porém nada pode justificar essa excrecência que é a PEC 241.
Primeiramente, a PEC 241 é literalmente o novo pacto constitucional seguido da ruptura institucional. Muita gente dizia que não haveria (haverá) eleições em 2018. Eu agora tenho certeza que haverá, e essa eleição será absolutamente irrelevante. O programa que tomará posse já está definido aqui.

9.10.16

Homem: “Chimpanzé do Futuro”? Ou “Exterminador do Passado”?, por Romulus, André B & Antropólogo

Homem: o “Chimpanzé do Futuro”? Ou o “Exterminador do Passado”?

Por Romulus & André B, com crítica de Antropólogo

Como já registrei em várias oportunidades, prezo M U I T O os comentários que recebo dos leitores aqui no GGN – sem paralelos na blogosfera ou em toda a internet brasileira. Como disse recentemente ao próprio Nassif:
Esse público (...) deixa comentários no GGN ou nas redes sociais riquíssimos, que costumam originar novos posts meus – justamente a graça da web 2.0 (ou 3.0 já...).
Como já tive a oportunidade de dizer e de registrar, inclusive em post, esse “ativo” do GGN não tem par na blogosfera: comentários do junior50, do Arkx (que convenci a se cadastrar no GGN lá atrás!), da misteriosa Hydra, do André Araújo, do André B, da Vânia e de tantos outros. Sem esquecer, é claro, do meu amigo Ciro, que eu “arrastei de volta” para o GGN neste ano.
Gente, inclusive, com posicionamento ideológico e background totalmente diferentes do meu. As visões deles costumam ser diferentes das minhas. Isso me força a retrabalhar as teses. Ou para reafirmá-las, com maior convicção, ou para refutá-las, ou para ficar no meio do caminho, numa síntese (os 3 já aconteceram!).
Pois bem.
Eis aqui nova ocasião em que um rico comentário, desta vez do André B, originou discussão na sessão de comentários que agora transformo em post e divido com vocês.
Que novos posts será que as discussões deste aqui podem gerar?
– Pois me ajudem a descobrir comentando aqui e nas redes sociais!

7.10.16

Que p... é essa? Ora, essa p... é 'Romulus', por... o próprio!

>>QUE P.... É ESSA? ORA, ESSA P.... É 'Romulus'!<<
Nunca esperei ser ~eu~ o tema em debate no GGN (hahaha), mas...
Por Romulus
Totalmente fora de espaço, offtopic, surgiu na seção de comentários do último post do Nassifuma discussão sobre...
– ... mim!
Ainda outro dia lia entrevista do grande Fernando Brito, do Tijolaço, em que reafirmava seu princípio de que "o jornalista não é notícia". Não sou jornalista, mas concordo e penso ser também aplicável, mutatis mutandis.
Mas, para esclarecer de uma vez por todas essa questão, que vira e mexe volta, faço aqui um post para que todos choremos nossas mágoas de leitores maltratados no mesmo lugar.
A seguir, ~vazo~ (por não haver mal nenhum) parte de um email meu ao Nassif. Ele – editor zeloso e expert na matéria que é – também franze a testa quando vê pela frente um post meu ou "grande demais" ou "caótico", na expressão dele (!).

Ode ao verdadeiro Procurador, por Giselle Mathias & Romulus

Ode ao verdadeiro Procurador  desagravo ao Procurador e Professor Rômulo Moreira, perseguido pelos próprios pares apenas por dissidência de ordem política
Por Giselle Mathias & Romulus
Simples busca no Google pelo nome "Rômulo Moreira" mostra seu crime: ousar dizer que o rei está nu. De novo, de novo e de novo... põe o dedo em feridas purulentas, como os "intocáveis" da Lava a Jato:

Vídeos

Veja o vídeo

Rapidinha da tragédia brasileira: por que acabar com CEUs do PT era imperativo, por Romulus

5.10.16

PSOL em crise de identidade – na pior hora!, por Romulus

– Post originalmente publicado em 5/10/2016.
PSOL em crise de identidade – e na pior hora possível para ambiguidades e tibieza nas esquerdas
Por Romulus
Antes do primeiro turno, cravava em conversa no Facebook:
– A clivagem é clara: o PSOL não tem votação difusa no povão. É uma colagem de grupos coesos, de interesses homogêneos, distintos:
(i) funcionalismo público (demandas corporativistas / salariais); mais...
(ii) estudantes (naturalmente mais à esquerda e idealistas – como tem que ser!); mais...
(iii) galerinha de esquerda “descolada”/minorias.
E quem é que entra para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro como vereadores eleitos pela sigla?
– figuras do funcionalismo; o companheiro do jornalista Glenn Greenwald, David Miranda; o líder da marcha da maconha!

4.10.16

“Diretas Já”: Governo e Parlamento relegitimados pelas urnas, por Giselle Mathias & Romulus

“Diretas Já”: é preciso restabelecer a vigência plena da Constituição, com Governo e Parlamento relegitimados pelas urnas
Por Giselle Mathias & Romulus
Democracia é governo do povo, pelo povo e para o povo.
Abraham Lincoln
As esquerdas continuam partidas e reativas. Ainda não perceberam que precisam agir, sair das cordas e tomar as rédeas de seu processo político.
A discussão hoje gira em torno de lutarmos por “Diretas Já” ou continuarmos a luta pelo “volta Dilma”. Cremos que as duas posições são legítimas e defensáveis, mas sejamos francos: levamos um golpe, terrível e assustador por ter sido anunciado. Nada do que foi feito travou-o. O livro “Crônica de uma Morte Anunciada”, de Gabriel Garcia Márquez, foi a tônica desse processo insano pelo qual passamos em nosso país. Víamos os acontecimentos, sabíamos de seus resultados, mas não éramos ouvidos. E, assim, os criminosos avançavam sem nenhum pudor até consolidação do golpe jurídico-político-midiático-parlamentar.
Trazemos para a abertura do debate uma questão que entendemos ser importante sobre a possibilidade das Diretas Já, pois a proposta seria a de um Plebiscito para consulta popular sobre eleições para o Legislativo e o Executivo (só não colocamos o Judiciário porque não temos essa opção constitucional), com o fim de concluir o atual mandato para a Presidência da República, bem como para a legislatura eleita em 2014. Ou, alternativamente, a antecipação das eleições gerais, atualmente previstas para 2018.

Eleições municipais vol. 2: política se tornou apolítica?!, por Romulus

Eleições municipais vol. 2: política se tornou apolítica?!
Por Romulus
Questão interessante colocada pelo comentarista André B depois de ler o post de ontem (“Que Dória que nada! Sr. Indiferença e lobbies vencem eleições de 2016”)
– A política se tornou então apolítica?
Para responder, temos de fazer a distinção entre duas das várias acepções da palavra política.
Por definição, a "política" enquanto correlação de forças com vistas a cuidar dos problemas da polis não pode ser apolítica. Seria ilógico e mesmo contrafático. Até nas ditaduras mais fechadas e sanguinárias, nos regimes mais autocráticos, há ainda essa tal correlação de forças, embora restrita a um “colégio eleitoral” mínimo. Pense num ditador “militar” vs. seus generais, como em Angola ou na Coreia do Norte. Ou no Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista da China – composto por apenas de 5 a 9 pessoas. Na China isso fica ainda mais claro: evidentemente a atual complexidade da sociedade chinesa exige correlações de força muito mais abrangentes do que os acertos entre a meia dúzia do Politiburo.
Mas no que tange à palavra "política" em sua dimensão partidária-eleitoral nas democracias ocidentais – centrais ou periféricas – não tenham dúvida: a política se torna cada vez mais apolítica. Sim: um oximoro, um paradoxo apenas aparente.

3.10.16

Que Dória que nada! Sr. Indiferença e lobbies vencem eleições de 2016

Que Dória que nada! Sr. Indiferença e lobbies vencem eleições de 2016

Por Romulus
(I). Centros e grotões
No Facebook o amigo Ciro d’Araújo constata:
"Eleição do Rio ganhou o não votar. Abstenção foi maior do que a votação do Crivella. Depois disso veio brancos e nulos, que somaram mais votos que o Freixo".
Sim, no Rio... uma das cidades mais politizadas do Brasil, que tantas vitorias deu a Brizola e a Lula (inclusive em 89). Dois líderes do campo popular que ousaram ciscar ali... no terreiro da Globo.
Em São Paulo não foi diferente: o candidato “Sr. Indiferença” – a soma de abstenção + votos brancos + votos nulos – ganhou a eleição para prefeitura. Ou melhor, “no tapetão” da lei eleitoral, acabou perdendo para o segundo colocado: João Dória. O tucano teve mais de 10 mil votos a menos que o “Sr. Indiferença”.
Se em São Paulo e no Rio (e também em Belo Horizonte!) foi assim, imaginem-se os números nos "grotões" – expressão pejorativa infeliz, aliás... celebrizada por colunistas políticos da grande mídia do eixo...
– ... Rio-São Paulo!
Mais humildade, colunistas das metrópoles...